Categoria: Politica

  • Cleitinho declara apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno, mas mantém defesa do fim da escala 6×1

    Cleitinho declara apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno, mas mantém defesa do fim da escala 6×1

    Senador por Minas Gerais afirmou que apoiará o candidato do PL à Presidência, mas reforçou posição própria favorável à substituição da jornada 6×1 pelo modelo 5×2

    O senador Cleitinho (Republicanos-MG) declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial de 2026, mas deixou claro que continuará defendendo o fim da escala de trabalho 6×1, mesmo diante das divergências existentes dentro da campanha do candidato do PL.

    A manifestação evidencia que o apoio eleitoral de Cleitinho não representa concordância automática com todas as posições defendidas por aliados de Flávio Bolsonaro.

    O senador mineiro já vinha defendendo publicamente, há meses, a redução da jornada e a adoção do modelo 5×2, com cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução salarial.

    Cleitinho reafirma posição sobre jornada de trabalho

    A defesa do fim da escala 6×1 não é uma posição adotada apenas durante a campanha eleitoral.

    Em diferentes pronunciamentos no Senado ao longo de 2026, Cleitinho cobrou a votação da PEC 221/2019, que altera a Constituição para reduzir a jornada máxima semanal e garantir dois dias de repouso remunerado.

    Em junho, ele afirmou no plenário que a proposta deveria ser votada rapidamente e defendeu que a mudança poderia melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores.

    Em setembro, voltou a cobrar que o presidente do Senado colocasse o texto em votação antes das eleições.

    Apoio a Flávio Bolsonaro já havia sido anunciado

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    Cleitinho também já havia manifestado anteriormente sua preferência pela candidatura de Flávio Bolsonaro.

    Em pronunciamento realizado em 2 de setembro, o senador afirmou que apoiaria o candidato do PL e defendeu a união de setores da direita em torno da candidatura presidencial.

    Agora, com a disputa definida entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno, Cleitinho formalizou novamente esse apoio, mas destacou que continuará mantendo independência em pautas nas quais pensa de maneira diferente.

    Escala 6×1 é ponto de divergência

    O principal exemplo dessa independência é justamente a discussão sobre a jornada de trabalho.

    Enquanto integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro têm feito críticas ou apresentado ressalvas ao texto atualmente discutido no Congresso, Cleitinho defende abertamente o fim da escala 6×1.

    O senador argumenta que o trabalhador precisa de mais tempo para descanso e convivência familiar e que a discussão não deveria ser tratada apenas como uma disputa entre esquerda e direita.

    Em maio, durante discurso no Senado, Cleitinho afirmou que a pauta não deveria ser considerada ideológica e disse que parlamentares deveriam observar diretamente as condições enfrentadas pelos trabalhadores.

    Proposta prevê modelo 5×2

    A PEC 221/2019, defendida pelo senador, prevê a substituição da escala em que o empregado pode trabalhar seis dias para folgar apenas um.

    O texto propõe uma jornada com até cinco dias de trabalho por semana e dois dias de descanso remunerado, além de redução da duração máxima semanal sem corte salarial.

    Cleitinho também argumenta que eventuais impactos econômicos da mudança deveriam ser acompanhados por medidas voltadas às empresas, como redução de impostos ou desoneração da folha de pagamentos.

    Em julho, ele defendeu que eventuais compensações deveriam vir de cortes de gastos públicos e redução da carga tributária sobre trabalhadores e empresários.

    Senador diz que posição não depende de quem apresentou proposta

    Outro ponto recorrente nos discursos de Cleitinho é a defesa de que propostas sejam avaliadas pelo conteúdo e não pela origem partidária.

    Em pronunciamento no Senado, ele afirmou que não é aliado do presidente Lula, mas que votaria favoravelmente em medidas que considere benéficas à população, independentemente de quem tenha apresentado a proposta.

    Essa linha de argumentação também aparece agora na relação com a candidatura de Flávio Bolsonaro: o senador apoia o candidato no segundo turno, mas mantém posições próprias em questões trabalhistas.

    Debate sobre 6×1 ganhou força em 2026

    A discussão sobre a escala 6×1 avançou significativamente no Congresso ao longo deste ano.

    O tema ganhou apoio de diferentes parlamentares e passou a ocupar espaço central no debate sobre jornada de trabalho, produtividade e qualidade de vida.

    Ao mesmo tempo, empresários e representantes de diferentes setores manifestaram preocupação com possíveis impactos sobre custos operacionais e organização das escalas.

    Por se tratar de uma mudança constitucional, qualquer proposta precisa conquistar apoio qualificado no Congresso antes de entrar em vigor.

    Apoio eleitoral não elimina divergências políticas

    A declaração de Cleitinho reforça uma característica comum das alianças de segundo turno: o apoio a um candidato não necessariamente significa alinhamento integral com todas as suas posições ou com as de sua campanha.

    No caso do senador mineiro, a divergência mais evidente está no tema da jornada de trabalho.

    Cleitinho mantém o apoio a Flávio Bolsonaro na eleição presidencial, mas também continua defendendo publicamente que o Senado aprove o fim da escala 6×1 e a adoção do modelo 5×2.

    A posição deverá manter o senador no centro das discussões sobre a PEC durante a reta final da campanha e também nas próximas negociações do Congresso.

  • Senado terá nova configuração em 2027; PL passa a ter a maior bancada

    Senado terá nova configuração em 2027; PL passa a ter a maior bancada

    Eleições de 2026 renovaram 54 das 81 cadeiras da Casa; PL chegará a 28 senadores, enquanto PT terá nove e MDB ficará com oito

    O Senado Federal terá uma composição significativamente diferente a partir de 1º de fevereiro de 2027, quando os parlamentares eleitos em 2026 assumirem seus mandatos.

    Das 81 cadeiras da Casa, 54 estiveram em disputa neste ano, o equivalente a dois terços do Senado. O resultado provocou uma ampla renovação e fortaleceu principalmente o PL, que passará a contar com 28 senadores, formando a maior bancada da próxima legislatura.

    PL elegeu 19 senadores e chegará a 28 cadeiras

    O Partido Liberal foi a legenda com melhor desempenho na disputa pelo Senado.

    Ao todo, 19 candidatos do PL foram eleitos no domingo, 4 de outubro. Somados aos nove senadores do partido cujos mandatos continuam até 2030, a sigla chegará a 28 integrantes em 2027.

    Segundo a Agência Senado, essa será a segunda maior bancada de um único partido na Casa desde a redemocratização.

    O partido conseguiu eleger seus dois candidatos ao Senado em cinco unidades da Federação: Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia e Santa Catarina.

    PT mantém nove senadores

    O PT terá nove integrantes na próxima legislatura, mantendo o tamanho de sua atual representação.

    Na eleição de 2026, o partido conseguiu eleger quatro senadores e preservar sua presença entre as maiores bancadas da Casa.

    Mesmo com o crescimento expressivo do PL, o PT continuará entre as principais forças partidárias do Senado.

    MDB perde espaço e fica com oito cadeiras

    O MDB, historicamente uma das legendas mais influentes no Senado, terá redução em sua bancada.

    O partido passará a contar com oito senadores em 2027.

    Embora tenha eleito sete candidatos neste ano, a saída de parlamentares cujos mandatos terminam fará com que a representação final fique menor do que a atual.

    Federação União Progressista também terá peso relevante

    A Federação formada por União Brasil e Progressistas aparece entre os principais grupos da próxima legislatura.

    Segundo dados atualizados do Senado, o conjunto das duas legendas deverá reunir 12 parlamentares, embora a divisão individual entre os partidos possa variar conforme filiações e eventuais mudanças até a posse.

    O União Brasil, isoladamente, deverá contar com seis senadores, enquanto o PP também terá representação significativa.

    PSD registra uma das maiores quedas

    O PSD será uma das siglas que mais perderá espaço na Casa.

    O partido tinha 13 senadores e deverá ficar com cinco representantes a partir de 2027.

    A redução altera o equilíbrio entre as bancadas e diminui o peso numérico da legenda nas votações do próximo período legislativo.

    Novo amplia representação

    O Partido Novo também crescerá.

    A sigla passará de um para três senadores, ampliando sua presença no Congresso.

    Já PSDB e Podemos deverão ter dois integrantes cada, enquanto Rede e PDT terão um senador cada.

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    Essa fragmentação significa que, apesar da vantagem numérica do PL, negociações entre diferentes bancadas continuarão sendo necessárias para aprovar propostas que exigem maioria qualificada.

    Renovação será de 40 senadores

    Dos 54 assentos que estavam em disputa, 40 serão ocupados por senadores que não exerciam atualmente aquele mandato.

    Outros 14 parlamentares conseguiram se reeleger.

    Dos 32 senadores que tentaram renovar seus mandatos nas urnas, pouco menos da metade conseguiu permanecer na Casa.

    Isso representa uma das mudanças mais expressivas na composição do Senado nos últimos ciclos eleitorais.

    Bancada feminina chega a número recorde

    Outra mudança importante será o crescimento da participação feminina.

    O Senado deverá começar 2027 com 18 mulheres, o maior número já registrado no início de uma legislatura.

    Nas eleições deste ano, mulheres conquistaram 12 das 54 vagas em disputa.

    Composição ainda pode sofrer pequenas alterações

    Apesar de a divisão partidária já estar projetada, a composição final ainda pode mudar antes da posse.

    Isso pode acontecer porque alguns senadores em exercício disputam cargos no segundo turno das eleições estaduais.

    Caso algum deles seja eleito para outro cargo, seu suplente poderá assumir o mandato, o que eventualmente modifica a distribuição partidária.

    Mudanças de partido também podem alterar a fotografia final até o início da nova legislatura.

    Novos senadores terão mandato até 2035

    Os parlamentares eleitos em 2026 terão mandato de oito anos, válido até 2035.

    Eles assumem oficialmente em 1º de fevereiro de 2027.

    A nova configuração deverá influenciar diretamente votações de projetos de lei, propostas de emenda à Constituição, indicações para tribunais superiores e outras decisões que dependem da aprovação do Senado.

    PL terá maior bancada, mas não terá maioria sozinho

    Mesmo com 28 senadores, o PL ficará distante de controlar sozinho as votações.

    O Senado possui 81 integrantes. Projetos comuns exigem diferentes tipos de maioria, enquanto uma PEC precisa do apoio de pelo menos 49 senadores em dois turnos.

    Isso significa que qualquer bloco que queira aprovar mudanças constitucionais continuará precisando negociar com outras legendas, independentemente do tamanho de sua bancada.

    A eleição de 2026, portanto, muda de forma importante a correlação de forças no Senado, mas mantém a necessidade de construção de alianças para as principais votações da próxima legislatura.

  • Texas vira teste para força eleitoral de Trump às vésperas das eleições de meio de mandato

    Texas vira teste para força eleitoral de Trump às vésperas das eleições de meio de mandato

    Estado historicamente republicano enfrenta disputas mais apertadas em 2026, enquanto queda na aprovação presidencial e avanço democrata colocam em dúvida a capacidade de Donald Trump de mobilizar eleitores

    O Texas, um dos principais redutos republicanos dos Estados Unidos, tornou-se um dos estados mais observados na reta final das eleições legislativas de 2026. Corridas que normalmente seriam consideradas seguras para o Partido Republicano aparecem neste ano com margens menores, transformando o estado em um teste importante para a capacidade do presidente Donald Trump de transferir apoio aos candidatos que recebem seu endosso.

    A atenção está concentrada principalmente na disputa pelo Senado entre o republicano Ken Paxton, apoiado por Trump, e o democrata James Talarico. Pesquisas recentes apontam uma corrida competitiva, algo incomum em um estado onde os republicanos não perdem uma eleição estadual há décadas.

    Trump intensifica presença no Texas

    A importância da disputa levou Trump a aumentar sua presença no estado.

    Nesta semana, o presidente realizou sua terceira visita ao Texas em menos de um mês, participando de um comício em San Antonio em apoio a Ken Paxton. O evento ocorreu em meio a protestos e interrupções e evidenciou a preocupação republicana com uma corrida que inicialmente parecia mais confortável.

    O Texas desempenha papel estratégico para os republicanos não apenas pelo número de eleitores, mas também pela importância do estado na composição do Congresso e na arrecadação de recursos para campanhas nacionais.

    Aprovação de Trump caiu no estado

    Embora Trump tenha vencido o Texas nas eleições presidenciais de 2016, 2020 e 2024, pesquisas realizadas ao longo de 2026 indicam uma deterioração em sua avaliação entre parte do eleitorado texano.

    Levantamento do Texas Politics Project citado pelo Texas Tribune mostrou, em setembro, 43% de aprovação ao desempenho presidencial, oito pontos abaixo do percentual de desaprovação.

    Nacionalmente, uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta quinta-feira mostrou Trump com 32% de aprovação, além de menor entusiasmo eleitoral entre os eleitores que votaram nele em 2024 quando comparados aos que apoiaram Kamala Harris.

    Esses números não determinam o resultado das eleições de novembro, mas ajudam a explicar por que algumas disputas antes consideradas previsíveis passaram a receber maior atenção dos partidos.

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    Senado virou principal preocupação

    A corrida para uma das cadeiras do Texas no Senado é um dos pontos centrais.

    Ken Paxton chegou à eleição geral depois de receber o apoio direto de Trump durante as primárias republicanas. Seu adversário, James Talarico, conseguiu transformar a disputa em uma das mais competitivas do país.

    Uma eventual mudança de cadeira teria implicações nacionais porque o equilíbrio do Senado será determinante para a capacidade do governo Trump de aprovar projetos e nomeações durante os dois últimos anos do atual mandato presidencial.

    Por essa razão, organizações republicanas e democratas vêm direcionando recursos, publicidade e lideranças nacionais para o estado.

    Republicanos também enfrentam disputas apertadas na Câmara

    O cenário competitivo não se limita ao Senado.

    O Texas tem em 2026 um número incomum de disputas equilibradas tanto para a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos quanto para o Legislativo estadual.

    O Texas Tribune identificou vários distritos considerados competitivos, especialmente em regiões com grande população hispânica no sul do estado.

    Algumas dessas áreas haviam se deslocado fortemente em direção aos republicanos nas eleições de 2024.

    Agora, democratas tentam recuperar espaço justamente nesses distritos.

    Redesenho eleitoral pode não produzir resultado esperado

    Outro componente importante é a mudança dos mapas eleitorais.

    Republicanos aprovaram novos limites para distritos do Texas buscando ampliar sua vantagem na Câmara dos Representantes.

    A expectativa inicial era de que o novo desenho ajudasse o partido a conquistar cadeiras adicionais.

    No entanto, algumas dessas disputas ficaram mais competitivas do que o previsto, em meio a mudanças de opinião entre eleitores, preocupações econômicas e queda na popularidade presidencial.

    Isso significa que o redesenho dos distritos continua favorecendo estruturalmente os republicanos em várias regiões, mas não garante automaticamente vitórias.

    Eleitores hispânicos voltam ao centro da disputa

    O comportamento do eleitorado hispânico é outro fator observado com atenção.

    Trump e os republicanos avançaram significativamente entre eleitores latinos no Texas em 2024, especialmente no sul do estado.

    Em 2026, entretanto, levantamentos mostram sinais de mudança em alguns segmentos.

    Uma pesquisa realizada entre eleitores latinos do Texas entre abril e maio indicou 54% de preferência por candidatos democratas para a Câmara, contra 28% para republicanos, embora o resultado se refira especificamente à população latina entrevistada e não ao eleitorado texano como um todo.

    Por isso, a participação desse grupo deverá ser uma das variáveis decisivas nas disputas mais equilibradas.

    Economia pesa sobre campanha republicana

    Além das questões partidárias, temas econômicos aparecem entre as principais preocupações dos eleitores.

    Pesquisas nacionais registraram insatisfação com o custo de vida, enquanto o aumento dos combustíveis e outras pressões econômicas passaram a integrar a campanha para as eleições legislativas.

    No Texas, questões locais como expansão de centros de dados, infraestrutura de energia e custos de transmissão elétrica também passaram a mobilizar eleitores.

    Democratas tentam vincular essas preocupações à administração Trump, enquanto republicanos defendem as políticas econômicas do governo e procuram concentrar a campanha em temas como imigração, segurança e impostos.

    Alguns republicanos tentam se afastar de Trump

    O fenômeno observado no Texas faz parte de um movimento mais amplo.

    Uma análise da Reuters publicada na quarta-feira, 7 de outubro, apontou que 41 dos 62 candidatos republicanos envolvidos nas disputas congressuais mais competitivas do país adotaram posições diferentes das de Trump em pelo menos alguns temas.

    Isso não significa rompimento com o presidente.

    Na maioria dos casos, os candidatos continuam apoiando a agenda republicana, mas tentam construir uma identidade própria em assuntos específicos para conquistar eleitores independentes e moderados.

    Texas continua republicano, mas disputa ganhou importância nacional

    Apesar das corridas mais apertadas, o Texas não deixou de ser um estado de forte tradição republicana.

    Trump venceu o estado três vezes, o Partido Republicano controla os principais cargos estaduais e mantém vantagens institucionais importantes.

    O que mudou em 2026 é o grau de competitividade.

    Disputas que normalmente receberiam pouca atenção nacional agora atraem presidentes, grandes doadores, organizações partidárias e cobertura intensa da imprensa.

    Resultado será um teste político para Trump

    Por isso, o desempenho republicano no Texas deverá ser analisado também como um indicador da influência política do presidente.

    Vitórias dos candidatos apoiados por Trump reforçariam a capacidade do presidente de mobilizar a base em eleições de meio de mandato.

    Resultados abaixo do desempenho tradicional republicano, por outro lado, provavelmente alimentariam discussões dentro do próprio partido sobre os limites dessa influência.

    O resultado, porém, só será conhecido nas urnas de novembro. Até lá, pesquisas mostram um cenário mais competitivo do que o Texas costuma registrar, mas não permitem concluir antecipadamente qual partido sairá vencedor.

  • Datafolha divulga nesta quinta primeira pesquisa do 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro

    Datafolha divulga nesta quinta primeira pesquisa do 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro

    Levantamento será o primeiro do instituto após o resultado das urnas no domingo; pesquisa ouviu 2.520 eleitores e tem margem de erro de dois pontos percentuais

    O Datafolha divulga nesta quinta-feira, 8 de outubro de 2026, a primeira pesquisa de intenção de voto do instituto para o segundo turno da eleição presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

    O levantamento foi realizado entre os dias 6 e 8 de outubro, após o primeiro turno realizado no domingo, dia 4, e ouviu 2.520 eleitores em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

    Pesquisa será divulgada após resultado apertado no primeiro turno

    Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%.

    A diferença entre os dois foi de 1,87 ponto percentual, levando a disputa presidencial para o segundo turno, marcado para 25 de outubro de 2026.

    O novo Datafolha será, portanto, um dos primeiros indicadores sobre como o eleitorado passou a se posicionar depois da definição dos dois candidatos que permanecem na disputa.

    Levantamento está registrado no TSE

    A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02949/2026.

    Além das intenções de voto para presidente, o levantamento também mede a avaliação do governo Lula. O Datafolha divulgará ainda números relacionados ao segundo turno para o governo do Distrito Federal.

    Última pesquisa antes da eleição mostrava empate técnico

    Na pesquisa divulgada na véspera do primeiro turno, o Datafolha indicava Lula com 42% das intenções de voto totais e Flávio Bolsonaro com 40%.

    Considerando apenas os votos válidos, o levantamento mostrava Lula com 45%, contra 42% de Flávio.

    Nas urnas, porém, a ordem foi diferente: Flávio terminou à frente, com 47,03%, enquanto Lula ficou com 45,16%.

    Essa diferença entre pesquisa e resultado aumenta a atenção sobre o primeiro levantamento realizado depois da votação.

    Simulação anterior de segundo turno também mostrava disputa apertada

    Antes do primeiro turno, o Datafolha já havia testado um confronto direto entre os dois candidatos.

    Na pesquisa divulgada em 3 de outubro, Lula aparecia com 47% e Flávio Bolsonaro com 46%, resultado considerado empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos.

    Em setembro, outros levantamentos do instituto também mostravam uma disputa próxima. No Datafolha de 17 de setembro, por exemplo, Lula aparecia com 46%, contra 44% de Flávio Bolsonaro em uma eventual segunda rodada.

    Campanhas buscam apoio de candidatos e partidos

    Desde o primeiro turno, as duas campanhas entraram em uma nova fase de articulações.

    Flávio Bolsonaro recebeu nesta quinta-feira apoio formal do Republicanos, além de já contar com manifestações de outras legendas e lideranças políticas.

    Lula, por sua vez, reorganiza a campanha e deve retomar os atos públicos nesta sexta-feira, 9 de outubro, com uma caminhada em Ceilândia, no Distrito Federal.

    Rejeição também será importante no segundo turno

    Outro indicador acompanhado pelas campanhas é a rejeição.

    No levantamento Datafolha realizado entre 29 de setembro e 1º de outubro, Lula e Flávio Bolsonaro apareciam empatados com 45% de rejeição cada.

    Em uma disputa com apenas dois candidatos, esse índice pode ter peso importante porque parte do eleitorado que optou por outros nomes no primeiro turno terá agora de decidir entre Lula e Flávio, votar em branco, anular ou não comparecer.

    Mais de 33 milhões não votaram no primeiro turno

    A abstenção também será observada de perto durante as próximas semanas.

    No primeiro turno, 33,5 milhões de eleitores deixaram de comparecer às urnas, correspondendo a aproximadamente 21,08% do eleitorado brasileiro.

    A capacidade das campanhas de mobilizar esses eleitores pode influenciar o resultado da segunda rodada.

    Datafolha é retrato do momento, não previsão

    Pesquisas eleitorais medem as intenções declaradas pelos entrevistados no período em que o levantamento é realizado.

    Por isso, o resultado divulgado nesta quinta-feira representa um retrato daquele momento da disputa e não uma previsão do resultado da eleição de 25 de outubro.

    Até o segundo turno, mudanças de campanha, debates, alianças, acontecimentos políticos e decisões dos próprios eleitores podem modificar os percentuais.

    Resultado será conhecido nesta quinta

    A divulgação está prevista para esta quinta-feira, com análise dos números pela equipe do Datafolha e da Folha de S.Paulo.

    O levantamento será especialmente acompanhado porque é o primeiro Datafolha feito inteiramente depois do primeiro turno e poderá indicar como os eleitores dos candidatos eliminados começaram a migrar para Lula, Flávio Bolsonaro, votos brancos e nulos ou para a indecisão.

    Com pouco mais de duas semanas até a votação decisiva, a nova pesquisa ajudará a mostrar como começa a corrida presidencial no segundo turno, sem determinar, porém, qual será o resultado final nas urnas.

  • Douglas Ruas deve ser declarado governador eleito do Rio após decisão do TSE

    Douglas Ruas deve ser declarado governador eleito do Rio após decisão do TSE

    TSE formou maioria para anular os votos de Anthony Garotinho; com nova totalização, candidato do PL deve ultrapassar 50% dos votos válidos e vencer a eleição ainda no primeiro turno

    O deputado estadual Douglas Ruas (PL) deve ser declarado governador eleito do Rio de Janeiro após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formar maioria, nesta quinta-feira, 8 de outubro de 2026, para manter o indeferimento da candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) e anular os votos recebidos pelo ex-governador.

    A decisão muda o cálculo da eleição realizada no domingo, 4 de outubro. Na totalização inicial, Ruas havia terminado em primeiro lugar com 4.271.199 votos, equivalentes a 49,27% dos votos válidos, enquanto Eduardo Paes (PSD) recebeu 3.706.984 votos, ou 42,76%.

    Com a retirada dos 274.411 votos recebidos por Garotinho, Douglas Ruas passa a superar a marca de 50% dos votos válidos, percentual necessário para vencer uma eleição para governador no primeiro turno. A nova totalização deverá ser feita pela Justiça Eleitoral.

    TSE forma maioria e abre caminho para vitória no primeiro turno

    O julgamento desta quinta-feira analisou a situação de Garotinho, que havia concorrido com o registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro.

    Após o primeiro turno, o ex-governador apresentou ao TSE um pedido de desistência do recurso que tentava reverter a decisão.

    Durante a sessão, porém, a Corte avançou sobre o mérito da questão e formou maioria para manter o indeferimento do registro e considerar inválidos os votos atribuídos a Garotinho.

    Com isso, o cenário anteriormente previsto de um segundo turno entre Douglas Ruas e Eduardo Paes, marcado para 25 de outubro, deve deixar de existir após a retotalização oficial.

    Quem é Douglas Ruas?

    Douglas Ruas dos Santos nasceu em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, em 17 de janeiro de 1989.

    Ele é formado em Direito pela Universidade Estácio de Sá e possui pós-graduação em Gestão Pública pela mesma instituição.

    Antes de entrar na política, Ruas atuou como policial civil e é servidor concursado da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.

    O político é filho de Capitão Nelson (PL), prefeito de São Gonçalo.

    Trajetória política começou em São Gonçalo

    A carreira de Ruas na administração pública começou no município onde nasceu.

    Entre 2017 e 2018, ele ocupou o cargo de subsecretário municipal de Trabalho de São Gonçalo.

    Depois, entre 2019 e 2020, atuou como superintendente regional do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

    Em 2021, passou a comandar a Secretaria de Gestão Integrada e Projetos Especiais de São Gonçalo, permanecendo na função até 2022.

    Foi eleito deputado estadual com quase 176 mil votos

    Em 2022, Douglas Ruas disputou pela primeira vez uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

    Ele foi eleito deputado estadual com 175.977 votos, alcançando a segunda maior votação para a Alerj naquele pleito.

    Em setembro de 2023, licenciou-se do mandato parlamentar para assumir a Secretaria Estadual das Cidades, durante a gestão estadual.

    Ruas permaneceu no comando da pasta até março de 2026.

    Chegou à presidência da Alerj

    Após retornar à Assembleia Legislativa, Douglas Ruas ganhou ainda mais espaço político.

    Em 17 de abril de 2026, foi eleito presidente da Alerj com 44 votos favoráveis.

    A votação ocorreu após disputas judiciais envolvendo o processo de escolha da direção da Assembleia.

    A presidência da Casa colocou Ruas em uma posição de maior visibilidade antes da campanha para o governo estadual.

    Candidatura ao governo foi oficializada pelo PL

    Em julho, o Partido Liberal oficializou Douglas Ruas como candidato ao governo do Rio de Janeiro.

    Sua chapa teve Fernanda Louback (PL) como candidata a vice-governadora e contou com uma coligação formada por PL, Mobiliza, Agir e Avante.

    Durante a campanha, Ruas colocou temas como segurança pública, educação, geração de emprego e desenvolvimento dos municípios entre os assuntos centrais de sua candidatura.

    Ruas terminou primeiro turno na liderança

    Quando as urnas foram totalmente apuradas no domingo, Douglas Ruas apareceu em primeiro lugar com 49,27% dos votos válidos inicialmente contabilizados.

    Eduardo Paes terminou na segunda posição com 42,76%, enquanto Anthony Garotinho recebeu 3,17%, apesar de sua candidatura estar sob análise judicial.

    Inicialmente, os números indicavam a realização de um segundo turno entre Ruas e Paes.

    A situação, entretanto, dependia do julgamento definitivo sobre a validade dos votos dados a Garotinho.

    Por que os votos de Garotinho mudam o resultado?

    Para vencer uma eleição majoritária em primeiro turno, um candidato precisa conquistar mais da metade dos votos válidos.

    Quando os 274.411 votos dados a Garotinho estavam incluídos no cálculo, Douglas Ruas aparecia com 49,27%.

    Com a anulação desses votos, o universo utilizado para calcular os percentuais diminui.

    Nesse novo cálculo, Ruas passa para aproximadamente 50,9% dos votos válidos, ultrapassando a maioria absoluta necessária para ser eleito sem segundo turno.

    Justiça Eleitoral ainda precisa fazer nova totalização

    Embora o TSE tenha formado maioria pela anulação dos votos, a mudança precisa ser refletida formalmente nos resultados eleitorais.

    A Justiça Eleitoral deverá realizar a retotalização dos votos do governo do Rio de Janeiro.

    Depois desse procedimento, Douglas Ruas poderá ser oficialmente proclamado governador eleito do estado.

    Por isso, a formulação correta neste momento é que Ruas deve ser declarado eleito, e não que a proclamação já tenha necessariamente sido concluída.

    Decisão elimina necessidade de novo confronto com Eduardo Paes

    Antes do julgamento, o segundo turno estava previsto para 25 de outubro.

    Douglas Ruas e Eduardo Paes haviam sido anunciados pela própria Justiça Eleitoral como os dois candidatos classificados para essa etapa após a apuração inicial.

    Com a decisão desta quinta-feira e a retirada dos votos de Garotinho do cálculo, o cenário muda.

    Se a retotalização confirmar a maioria absoluta de Douglas Ruas, não haverá segundo turno para governador no Rio de Janeiro em 2026.

    A mudança transforma uma disputa que parecia seguir para mais três semanas de campanha em uma eleição definida judicialmente poucos dias depois da abertura das urnas.

  • Crise política da França começa a pressionar economia e preocupa mercados europeus

    Crise política da França começa a pressionar economia e preocupa mercados europeus

    Aumento da dívida pública, dificuldades para aprovar o orçamento e incertezas antes da eleição presidencial de 2027 provocaram forte pressão sobre os títulos franceses.

    A França entrou em uma fase de crescente instabilidade política que já começou a produzir efeitos sobre os mercados financeiros europeus.

    O país enfrenta dificuldades para controlar o déficit público justamente quando o governo precisa negociar um novo orçamento.

    A crise política se soma a uma dívida elevada e a uma crescente resistência social às medidas de contenção de gastos.

    Mercado reage

    Os títulos da dívida francesa passaram por forte pressão.

    O aumento dos juros exigidos pelos investidores mostra que o mercado está cobrando um prêmio maior para financiar o governo francês.

    A situação também afetou o euro.

    A moeda europeia chegou ao menor nível em aproximadamente 17 meses em relação ao dólar.

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    Eleição de 2027

    A França se prepara para uma das eleições presidenciais mais importantes dos últimos anos.

    A líder de extrema direita Marine Le Pen aparece como uma das principais forças políticas.

    Recentemente, ela apresentou propostas para reduzir gastos públicos.

    A reação dos mercados foi relativamente positiva porque investidores interpretaram o plano como uma tentativa de controlar o déficit.

    O desafio do governo

    O problema é que reduzir gastos em um país com forte presença do Estado pode provocar resistência social.

    A França possui uma longa tradição de protestos contra reformas econômicas.

    A população já demonstrou oposição a mudanças relacionadas à previdência, impostos e serviços públicos.

    Agora, qualquer tentativa de reduzir despesas poderá enfrentar nova resistência.

    Uma crise que ultrapassa a França

    O problema francês possui impacto continental.

    A França é a segunda maior economia da zona do euro.

    Por isso, uma deterioração de suas contas públicas poderia afetar outros países.

    Investidores já começaram a comparar a situação francesa com outros países altamente endividados.

    O desafio para o governo será demonstrar que consegue controlar as contas públicas sem provocar uma nova explosão de protestos.

    Enquanto isso, os partidos políticos se preparam para uma eleição presidencial que poderá mudar profundamente o rumo da segunda maior economia europeia.

  • Eleição na Bósnia expõe divisão política e disputa de influência entre Rússia, Europa e Estados Unidos

    Eleição na Bósnia expõe divisão política e disputa de influência entre Rússia, Europa e Estados Unidos

    Votação para a presidência tripartite ocorreu em meio a uma crise política que ameaça o futuro europeu do país dos Bálcãs.

    A Bósnia e Herzegovina realizou uma nova eleição nacional em meio a um cenário político marcado por divisões étnicas, dificuldades econômicas e uma disputa crescente pela influência estrangeira.

    O sistema político do país é incomum.

    A presidência é formada por três representantes: um bósnio, um sérvio e um croata.

    A estrutura foi criada depois da guerra que devastou o país nos anos 1990.

    Uma eleição diferente

    Os eleitores escolheram representantes de diferentes comunidades.

    Entre os principais candidatos estavam Denis Bećirović, político bósnio de centro-esquerda; um candidato sérvio nacionalista favorável a relações próximas com a Rússia; e uma candidata ligada ao nacionalismo croata.

    Os resultados iniciais mostraram uma disputa bastante fragmentada.

    União Europeia no centro

    Um dos principais temas da eleição foi o futuro europeu da Bósnia.

    O país pretende avançar no processo de integração com a União Europeia.

    Entretanto, as divisões internas dificultam a aprovação de reformas exigidas pelo bloco.

    A população também demonstra frustração com a lentidão das negociações.

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    Rússia e Estados Unidos

    A eleição possui ainda uma dimensão internacional.

    A Rússia mantém influência entre setores sérvios da Bósnia.

    Os Estados Unidos, por outro lado, continuam desempenhando papel importante na região desde o fim da guerra.

    A União Europeia tenta ampliar sua influência por meio da perspectiva de integração.

    Isso transforma a eleição em uma disputa que ultrapassa as fronteiras nacionais.

    Um país dividido

    A Bósnia continua sendo uma das sociedades politicamente mais complexas da Europa.

    Três comunidades vivem dentro de uma estrutura institucional construída para evitar novos conflitos, mas que também dificulta decisões nacionais.

    O novo governo terá de enfrentar crescimento econômico limitado, desemprego, emigração de jovens e o desafio de avançar nas negociações com a União Europeia.

    O resultado eleitoral poderá definir qual caminho o país seguirá nos próximos anos: maior aproximação com a Europa ou manutenção de uma política marcada pelo equilíbrio entre diferentes influências externas.

  • Protestos crescem na Índia após oposição exigir saída de chefe eleitoral

    Protestos crescem na Índia após oposição exigir saída de chefe eleitoral

    Milhares foram às ruas em Delhi e Mumbai para questionar alterações nos registros eleitorais e exigir mudanças na condução do processo eleitoral.

    A Índia vive uma nova onda de manifestações políticas depois que milhares de jovens e apoiadores da oposição foram às ruas para exigir a saída do chefe da comissão eleitoral.

    Os protestos ocorreram principalmente em Nova Delhi e Mumbai.

    A mobilização foi motivada por mudanças realizadas nos registros eleitorais.

    Partidos de oposição acusam as autoridades de adotar medidas que poderiam prejudicar determinados grupos de eleitores.

    O governo e as autoridades eleitorais contestam as acusações.

    Prisões durante protestos

    A polícia deteve manifestantes pelo terceiro dia consecutivo.

    A situação aumentou a tensão entre o governo e grupos de oposição.

    Os protestos também ganharam força entre jovens, com uma nova organização política liderada pela chamada geração Z anunciando uma grande manifestação para 10 de outubro.

    Disputa sobre os registros eleitorais

    A principal questão envolve alterações na lista de eleitores.

    A oposição afirma que mudanças administrativas poderiam excluir cidadãos ou dificultar sua participação nas eleições.

    As autoridades eleitorais defendem que o processo tem como objetivo atualizar e corrigir os registros.

    A disputa, entretanto, ultrapassou a questão técnica.

    Ela se transformou em uma discussão sobre confiança nas instituições eleitorais.

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    Uma questão delicada

    A Índia é a maior democracia do mundo em número de eleitores.

    Por isso, qualquer questionamento sobre a integridade do processo eleitoral possui grande impacto.

    O governo precisa demonstrar que as alterações são transparentes.

    A oposição, por sua vez, tenta transformar a questão em uma pauta nacional capaz de mobilizar eleitores jovens.

    Pressão aumenta

    A expectativa é que novas manifestações ocorram nos próximos dias.

    Uma marcha da oposição foi anunciada e grupos liderados por jovens também planejam novos protestos.

    O cenário coloca a comissão eleitoral sob forte pressão.

    Ao mesmo tempo, o governo precisa administrar as manifestações sem permitir que o conflito político provoque uma crise institucional maior.

    O episódio deverá continuar no centro do debate político indiano nas próximas semanas.

  • Extrema direita vence eleição regional na Alemanha, mas enfrenta dificuldade para governar

    Extrema direita vence eleição regional na Alemanha, mas enfrenta dificuldade para governar

    AfD conquistou maioria dos votos em Saxônia-Anhalt, porém ficou sem número suficiente de cadeiras para governar sozinha e enfrenta resistência dos demais partidos.

    A Alemanha entrou em uma nova fase de tensão política depois que o partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) venceu a eleição regional em Saxônia-Anhalt.

    O resultado histórico colocou a legenda diante de uma situação inédita: pela primeira vez, a AfD possui uma possibilidade concreta de tentar formar um governo estadual.

    O problema é que o partido não conquistou cadeiras suficientes para governar sozinho.

    Vitória sem maioria

    Na eleição de 6 de setembro, a AfD terminou na primeira colocação.

    O candidato Ulrich Siegmund esperava alcançar uma maioria absoluta que permitisse governar sem depender de outras forças políticas.

    Isso não aconteceu.

    A legenda ficou três cadeiras abaixo da maioria necessária.

    O resultado abriu uma complexa negociação parlamentar.

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    Nenhum aliado disposto

    O principal obstáculo para a AfD é que os demais partidos tradicionais têm evitado formar coalizões com a legenda.

    Isso cria uma situação incomum.

    Um partido pode vencer uma eleição e, mesmo assim, não conseguir formar um governo.

    É exatamente esse o cenário enfrentado atualmente em Saxônia-Anhalt.

    O Parlamento estadual realizou sua primeira sessão em outubro, mas as negociações continuam.

    O significado nacional

    A vitória da AfD possui importância muito além das fronteiras do estado.

    O partido vem crescendo principalmente na antiga Alemanha Oriental, onde questões como imigração, economia e descontentamento com os partidos tradicionais aumentaram seu apoio eleitoral.

    O resultado é observado com atenção em Berlim porque pode servir como indicador para futuras eleições nacionais.

    Se a AfD conseguir formar seu primeiro governo estadual, isso representará uma mudança importante na política alemã.

    Se fracassar por falta de aliados, o resultado demonstrará que vencer eleições ainda não significa necessariamente conseguir governar.

    O próximo capítulo

    As negociações deverão definir o futuro do governo regional.

    Siegmund precisa encontrar uma solução que permita obter apoio parlamentar suficiente.

    Os partidos tradicionais, entretanto, enfrentam uma escolha difícil: apoiar a AfD e correr o risco de normalizar sua presença no poder ou manter a recusa e prolongar o impasse.

    O resultado de Saxônia-Anhalt poderá, portanto, transformar-se em um dos episódios mais importantes da política alemã dos últimos anos.

  • Pedro Sánchez antecipa eleição e coloca governo espanhol diante de novo teste político

    Pedro Sánchez antecipa eleição e coloca governo espanhol diante de novo teste político

    Primeiro-ministro decidiu dissolver o Parlamento depois de derrotas no Congresso, aumentando a pressão sobre uma coalizão que enfrenta dificuldades para aprovar medidas importantes.

    O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, decidiu antecipar as eleições gerais do país para 29 de novembro de 2026, transformando uma crise parlamentar em uma disputa eleitoral de grandes proporções.

    A decisão aconteceu depois de uma sequência de dificuldades enfrentadas pelo governo no Congresso espanhol.

    A mais recente delas ocorreu quando parlamentares rejeitaram dois decretos relacionados à política habitacional apresentados pelo Executivo.

    A derrota foi particularmente significativa porque a questão da moradia se transformou em um dos principais problemas sociais da Espanha.

    Com preços elevados e dificuldades crescentes para encontrar imóveis acessíveis, o tema passou a ocupar espaço central no debate político.

    Governo sem orçamento aprovado

    O problema de Sánchez, entretanto, vai além da derrota em uma votação.

    Desde que a atual coalizão foi formada, em julho de 2023, o governo enfrenta dificuldades para manter uma maioria parlamentar estável.

    Segundo análises do Chatham House, o Executivo espanhol não conseguiu aprovar um orçamento completo desde a formação da coalizão.

    Isso significa que Sánchez depende constantemente de negociações com diferentes grupos políticos para conseguir aprovar suas propostas.

    Em um Parlamento fragmentado, cada votação pode se transformar em uma crise.

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    A questão da moradia

    A situação habitacional ajudou a aumentar a pressão sobre o governo.

    Uma série de protestos recentes colocou o preço dos imóveis e os despejos entre os principais assuntos da agenda nacional.

    Um dos casos que provocou grande repercussão envolveu Maricarmen Abascal, de 87 anos, cuja situação habitacional tornou-se símbolo das dificuldades enfrentadas por idosos e famílias vulneráveis.

    A repercussão social aumentou a pressão sobre o governo para apresentar respostas concretas.

    A derrota dos decretos de habitação acabou se tornando um dos elementos que contribuíram para a decisão de antecipar as eleições.

    Uma eleição com impacto europeu

    A disputa espanhola não interessa apenas aos eleitores do país.

    A Espanha é uma das maiores economias da União Europeia e ocupa posição importante nas decisões políticas e econômicas do bloco.

    Uma mudança no governo espanhol poderia alterar a relação de Madri com outras capitais europeias e também influenciar debates relacionados à economia, imigração, energia e política externa.

    Sánchez também adotou um discurso crítico em relação ao avanço de forças populistas de direita na Europa.

    O primeiro-ministro procura apresentar sua candidatura como uma alternativa à expansão de partidos conservadores e nacionalistas.

    A oposição, por outro lado, pretende transformar a eleição em um julgamento sobre a capacidade do governo de administrar o país.

    Uma aposta arriscada

    Antecipar uma eleição sempre envolve riscos.

    Sánchez poderia utilizar a votação para recuperar uma maioria mais estável ou, no cenário contrário, perder espaço para a oposição.

    O próprio fato de convocar eleições antes do prazo normal demonstra a dimensão da dificuldade enfrentada pelo governo.

    A eleição de novembro deverá colocar no centro do debate questões como custo de vida, habitação, imigração, segurança, economia e estabilidade política.

    Também será uma disputa sobre o futuro da própria coalizão que sustenta Sánchez.

    Se conseguir mobilizar seus aliados e eleitores, o primeiro-ministro poderá transformar uma crise parlamentar em uma oportunidade para fortalecer seu governo.

    Caso contrário, a eleição poderá marcar o início de uma nova fase política na Espanha.

    Até a votação, Sánchez terá de enfrentar uma campanha marcada por forte polarização e por uma pergunta central: os espanhóis ainda querem que ele permaneça no comando do governo?

    A resposta será dada nas urnas em 29 de novembro.