Categoria: Politica

  • Mulheres conquistam bancada recorde, mas seguem abaixo de um quarto do Congresso

    Mulheres conquistam bancada recorde, mas seguem abaixo de um quarto do Congresso

    Câmara terá 109 deputadas; número de senadoras chegará a 18 na próxima legislatura.

    As eleições de 2026 ampliaram a participação feminina no Congresso Nacional. 109 mulheres foram eleitas para a Câmara dos Deputados, superando as 90 escolhidas em 2022. O crescimento foi de aproximadamente 21%.

    Apesar do recorde, as deputadas ocuparão cerca de 21% das 513 cadeiras, mantendo as mulheres como minoria na Casa.

    No Senado, 12 mulheres conquistaram vagas entre os 54 assentos disputados neste ano. Somadas às parlamentares que continuarão seus mandatos, a bancada feminina chegará a 18 senadoras, equivalentes a 22,2% da composição.

    Distrito Federal terá três senadoras

    O Distrito Federal elegeu duas mulheres e já conta com uma representante cujo mandato prossegue. Dessa forma, será a única unidade da Federação representada por três senadoras. O Piauí, por outro lado, permanece como o único estado que nunca elegeu uma mulher para o Senado.

    O aumento numérico não significa uniformidade de posições políticas. Segundo a professora Flávia Biroli, da Universidade de Brasília, a ampliação da presença feminina também aumenta a diversidade de perspectivas entre as eleitas.

    Assim, o avanço na representação deve ser observado junto às propostas e à atuação das parlamentares em temas como igualdade, proteção social e direitos das mulheres.

  • Câmara terá 183 estreantes em 2027; renovação chega a 35,67%

    Câmara terá 183 estreantes em 2027; renovação chega a 35,67%

    Resultado das eleições mantém maioria de parlamentares reeleitos e marca retorno de 29 ex-deputados à Casa.

    A Câmara dos Deputados terá 183 parlamentares exercendo o primeiro mandato a partir de fevereiro de 2027. O número corresponde a 35,67% das 513 cadeiras, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral confirmados pela Câmara.

    A nova composição foi definida nas eleições de domingo, 4 de outubro. Além dos estreantes, 301 deputados foram reeleitos e outros 29 ex-parlamentares, que exerceram mandatos em legislaturas anteriores, retornarão à Casa.

    Renovação menor que na eleição anterior

    O percentual de novos deputados ficou abaixo dos 39,3% registrados em 2022. O resultado combina a entrada de representantes com a manutenção de uma parcela expressiva dos atuais integrantes.

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    Os eleitos atuarão na 58ª legislatura, que começa em 1º de fevereiro de 2027 e termina em 31 de janeiro de 2031.

    O levantamento também aponta mudanças na representatividade racial. Candidatos autodeclarados pretos e pardos conquistaram 135 cadeiras, ante 139 na eleição anterior. Isso representa 26,3% da futura composição.

    A presença de parlamentares autodeclarados indígenas será de três integrantes. Os números mostram que a renovação de nomes ocorreu acompanhada de redução nesses dois grupos de representação.

  • Governo atualiza lista suja do trabalho escravo com 82 novos empregadores

    Governo atualiza lista suja do trabalho escravo com 82 novos empregadores

    Nova atualização reúne casos identificados entre 2024 e 2026 e envolve 553 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão

    O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) atualizou nesta terça-feira, 6 de outubro de 2026, o Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido popularmente como “lista suja” do trabalho escravo.

    A nova atualização incluiu 82 empregadores, sendo 54 pessoas físicas e 28 pessoas jurídicas. Os casos foram identificados pela Inspeção do Trabalho entre 2024 e 2026 e envolvem 553 trabalhadores e trabalhadoras.

    Minas Gerais lidera número de novos registros

    Os 82 novos nomes estão distribuídos por 21 unidades da Federação.

    Minas Gerais aparece com o maior número de inclusões, com 19 casos, seguido pela Bahia, com oito.

    Amazonas e Maranhão registraram seis ocorrências cada. Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio Grande do Sul e Piauí aparecem com quatro casos cada.

    Na sequência estão:

    • Mato Grosso, Pernambuco e Roraima: 3 casos cada;

    • Paraná, Goiás, Santa Catarina, Pará, Espírito Santo, Tocantins, Rondônia e Paraíba: 2 casos cada;

    • Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro: 1 caso cada.

    Governo de Rondônia aparece entre os novos registros

    Entre os casos que chamaram atenção nesta atualização está a inclusão do estado de Rondônia no cadastro.

    Segundo informações divulgadas após a publicação da nova lista, Rondônia se tornou a primeira unidade da Federação a aparecer no cadastro desde sua criação, em 2003.

    A presença no cadastro ocorre após a conclusão do processo administrativo conduzido a partir das fiscalizações trabalhistas.

    Pecuária está entre os setores com mais inclusões

    A atividade com maior número de novos registros foi a criação de bovinos para corte, com oito casos.

    Na sequência aparecem:

    • serviços domésticos, com 7;

    • produção de carvão vegetal, com 6;

    • produção de café, com 6;

    • construção de edifícios, com 5.

    Os dados mostram que os casos não estão concentrados apenas em atividades rurais. O trabalho análogo à escravidão também pode ser identificado em ambientes urbanos e domésticos.

    553 trabalhadores estavam envolvidos nos novos casos

    Ao todo, 553 pessoas foram encontradas em situações caracterizadas administrativamente como trabalho análogo à escravidão nos casos que agora passaram a integrar o cadastro.

    As fiscalizações são conduzidas pela Auditoria Fiscal do Trabalho e podem contar com a participação de instituições como Polícia Federal, Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Federal e Defensoria Pública da União.

    Como um nome entra na “lista suja”?

    A inclusão não ocorre imediatamente após uma fiscalização.

    Quando auditores identificam irregularidades e caracterizam uma situação de trabalho análogo à escravidão, são lavrados autos de infração e aberto um processo administrativo.

    Durante esse processo, o empregador tem direito ao contraditório e à ampla defesa em duas instâncias administrativas.

    O nome só é incluído no cadastro quando existe uma decisão administrativa definitiva, sem possibilidade de recurso dentro dessa esfera.

    Nome permanece publicado por dois anos

    Depois da inclusão, o empregador permanece no cadastro por dois anos.

    Por esse motivo, a atualização de outubro também retirou 151 nomes que completaram o período previsto para permanência na lista.

    O cadastro é atualizado semestralmente. A publicação anterior havia sido realizada em 6 de abril de 2026.

    Lista tem função de transparência

    Embora seja conhecida como “lista suja”, o cadastro oficial tem como objetivo tornar públicos os resultados de processos administrativos relacionados às fiscalizações de combate ao trabalho análogo à escravidão.

    Em 2020, o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a constitucionalidade do cadastro e entendeu que sua divulgação representa um instrumento de transparência da administração pública, e não uma punição autônoma.

    Mais de 70 mil trabalhadores foram resgatados desde 1995

    Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, mais de 70 mil trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão no Brasil desde 1995.

    No mesmo período, mais de R$ 171 milhões em verbas salariais e rescisórias foram pagos aos trabalhadores durante as operações de fiscalização.

    Denúncias podem ser feitas de forma sigilosa

    Casos suspeitos podem ser denunciados pelo Sistema Ipê, ferramenta do Ministério do Trabalho e Emprego desenvolvida em parceria com a Organização Internacional do Trabalho.

    As denúncias podem ser realizadas de forma remota e sigilosa, permitindo que situações suspeitas sejam encaminhadas às autoridades responsáveis pela fiscalização.

    Com a atualização divulgada nesta terça-feira, 82 novos empregadores passam a integrar oficialmente o cadastro, reforçando a dimensão nacional das fiscalizações e mostrando que casos de trabalho análogo à escravidão continuam sendo identificados em diferentes setores da economia brasileira.

  • Senado inicia discussão sobre fim da escala 6×1, mas votação ainda é incerta

    Senado inicia discussão sobre fim da escala 6×1, mas votação ainda é incerta

    Davi Alcolumbre manteve o calendário de debates da PEC que reduz a jornada semanal, enquanto oposição articula ausência em plenário e cenário pós-eleitoral aumenta incerteza sobre avanço da proposta

    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu manter o calendário de discussão da Proposta de Emenda à Constituição que pretende acabar com a chamada escala 6×1, modelo no qual o trabalhador atua durante seis dias e folga um.

    A primeira sessão de discussão está prevista para esta terça-feira, 6 de outubro, com novas sessões semipresenciais programadas para quarta-feira (7) e quinta-feira (8). Apesar disso, não há garantia de que a proposta será efetivamente votada nesta semana.

    PEC já passou pela Câmara

    O texto que trata da mudança na jornada de trabalho foi aprovado pela Câmara dos Deputados no fim de maio e agora depende do Senado para continuar avançando.

    A proposta é considerada uma das prioridades do governo federal no Congresso e busca alterar as regras atuais sobre jornada semanal e períodos de descanso dos trabalhadores.

    Uma versão em discussão prevê a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, com até cinco dias de trabalho por semana e dois dias de descanso remunerado.

    Oposição articula ausência nas sessões

    Um dos principais obstáculos para o avanço da PEC está na estratégia discutida por lideranças da oposição.

    Senadores contrários à proposta avaliam não comparecer às sessões destinadas à discussão, o que poderia impedir a formação de quórum suficiente para acelerar a tramitação e realizar uma votação.

    Pelo Regimento Interno do Senado, uma PEC precisa passar por cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno. Caso seja aprovada, outras três sessões de discussão são necessárias antes do segundo turno.

    Para reduzir esse prazo, os senadores precisariam aprovar um calendário especial por maioria simples.

    Com a resistência de parte da oposição, essa possibilidade se tornou mais difícil.

    PEC precisa de 49 votos

    Por se tratar de uma mudança na Constituição, a proposta exige um apoio maior do que projetos de lei comuns.

    Para ser aprovada pelo Senado, uma PEC precisa receber o voto favorável de três quintos dos 81 senadores, o equivalente a pelo menos 49 votos, em cada um dos dois turnos de votação.

    Esse número ajuda a explicar por que a articulação política e a presença dos parlamentares serão fundamentais para o destino da proposta.

    Resultado das eleições mudou ambiente no Senado

    A discussão sobre o fim da escala 6×1 ganhou um novo componente depois das eleições realizadas no domingo, 4 de outubro.

    O PL elegeu 19 senadores e deverá iniciar a legislatura de 2027 com uma bancada de 28 integrantes, ampliando significativamente sua representação na Casa.

    Líderes governistas ouvidos pelo g1 avaliam que o fortalecimento de partidos contrários à proposta tornou mais difícil reunir apoio suficiente para realizar a votação neste momento. Essa é uma avaliação política atribuída a esses interlocutores, e não uma definição formal sobre o destino da PEC.

    Fim da escala 6×1 também entrou no debate eleitoral

    O tema ganhou espaço na disputa presidencial.

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que avançou ao segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), criticou a discussão da proposta neste momento e classificou a pauta como eleitoral.

    O senador Rogério Marinho (PL-RN) também se posicionou contra o texto nos moldes atualmente debatidos e apresentou uma proposta alternativa relacionada à forma de organização e remuneração das jornadas de trabalho.

    Por outro lado, integrantes do governo defendem que a discussão sobre a jornada de trabalho ultrapassa a disputa eleitoral e deve continuar no Congresso.

    Alcolumbre mantém calendário apesar da pressão

    Mesmo diante das articulações contrárias à votação, Alcolumbre não cancelou as sessões previstas para esta semana.

    A manutenção do calendário permite que o Senado avance pelo menos na etapa formal de discussão da proposta.

    Por enquanto, porém, o início dos debates não significa que haverá votação imediata.

    O andamento dependerá da presença dos senadores, da formação de quórum e das negociações entre governo, oposição e presidência do Senado.

    Discussão pode continuar após esta semana

    Caso não exista acordo para acelerar o procedimento, o Senado precisará cumprir todas as sessões previstas no regimento antes de levar a proposta ao primeiro turno.

    Depois disso, caso consiga ao menos 49 votos, ainda será necessário realizar uma nova sequência de discussões e uma segunda votação.

    Somente após aprovação em dois turnos pelo Senado, sem alterações que exijam retorno à Câmara, uma PEC pode seguir para promulgação.

    Assim, embora o calendário tenha sido mantido, o futuro do fim da escala 6×1 continua indefinido e dependerá diretamente das próximas articulações políticas no Senado.

  • Isa Marcondes é eleita deputada federal por Mato Grosso do Sul com mais de 76 mil votos

    Isa Marcondes é eleita deputada federal por Mato Grosso do Sul com mais de 76 mil votos

    Candidata do Republicanos conquistou uma das oito vagas de Mato Grosso do Sul na Câmara dos Deputados e recebeu 76.956 votos nas eleições de 2026

    Isa Marcondes, do Republicanos, foi eleita deputada federal por Mato Grosso do Sul nas eleições realizadas no domingo, 4 de outubro de 2026. Com a totalização das urnas, a candidata recebeu 76.956 votos e garantiu uma das oito cadeiras destinadas ao estado na Câmara dos Deputados.

    O resultado coloca Isa Marcondes entre os novos nomes que representarão Mato Grosso do Sul em Brasília a partir da próxima legislatura.

    Republicanos conquista duas vagas no estado

    Além de Isa Marcondes, o Republicanos também elegeu Beto Pereira, que recebeu 77.485 votos.

    Com isso, o partido conquistou duas das oito vagas da bancada sul-mato-grossense na Câmara Federal.

    O maior número de cadeiras, entretanto, ficou com o Partido Liberal (PL), que conseguiu eleger três representantes.

    Eleição para deputado federal usa sistema proporcional

    A definição dos deputados federais não considera apenas o número individual de votos de cada candidato.

    A eleição utiliza o sistema proporcional, no qual os votos recebidos pelos candidatos e pelas legendas ajudam a determinar quantas vagas cada partido ou federação terá direito.

    Depois dessa distribuição, as cadeiras são destinadas aos candidatos mais votados dentro das respectivas legendas, respeitando as regras eleitorais.

    Por isso, nem sempre os oito candidatos com maior votação individual são necessariamente os oito eleitos.

    Nova bancada assume em 2027

    Os deputados federais escolhidos nas eleições de 2026 terão mandato de quatro anos e passarão a representar Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional.

    A posse dos novos integrantes da Câmara está prevista para 1º de fevereiro de 2027.

    Com sua eleição, Isa Marcondes passa a integrar a bancada sul-mato-grossense em Brasília pelo Republicanos, partido que garantiu duas cadeiras no estado.

    PL conquistou a maior bancada de Mato Grosso do Sul

    O resultado das urnas mostrou crescimento do PL na representação federal sul-mato-grossense.

    O partido elegeu Marcos Pollon, Mara Caseiro e Rodolfo Nogueira, ficando com três das oito vagas disponíveis.

    O Republicanos aparece em seguida com Beto Pereira e Isa Marcondes, enquanto PT, União Brasil e Progressistas ficaram com uma cadeira cada.

    A composição definida nas urnas será responsável por representar os interesses de Mato Grosso do Sul na Câmara dos Deputados durante os próximos quatro anos, participando da votação de projetos, orçamento federal e outras decisões de alcance nacional.

  • Juros altos e contas públicas serão entre os principais desafios econômicos do próximo presidente

    Juros altos e contas públicas serão entre os principais desafios econômicos do próximo presidente

    Os especialistas apontam que o próximo governo irá gerar desemprego em um nível historicamente baixo, mas terá de lidar com crédito caro, endividamento das famílias, baixa produtividade e necessidade de melhorar as contas públicas.

    Quem assumir a Presidência da República em 2027 encontrará uma economia com alguns indicadores positivos, como o desemprego em patamar historicamente baixo e desenvolvido da balança comercial, mas também terá pela frente obstáculos importantes para sustentar o crescimento do país.

    Entre eles, especialistas ouvidos pelo g1 apontam como principal desafio o alto nível das taxas de juros , que encarece o crédito, dificulta os investimentos, aumenta a pressão sobre famílias individualizadas e contribui para desacelerar a atividade econômica.

    Juros seguem em patamar elevado

    A taxa básica de juros, a Selic , chegou a 15% ao ano e atualmente está em 13,75% ao ano . Mesmo com a redução, o Brasil continua entre os países com taxas de juros reais mais elevadas.

    O Banco Central utiliza os juros como instrumento para controlar a inflação e tenta se aproximar da meta de 3% . Porém, taxas elevadas também aumentam o custo dos financiamentos e diminuem o ritmo de consumo e investimento.

    Para os economistas consultados, uma redução sustentável dos juros depende principalmente de uma melhoria das expectativas relacionadas às contas públicas e da trajetória da dívida brasileira .

    Equilíbrio fiscal será necessário

    Outro desafio do próximo governo será recuperar resultados positivos nas contas públicas de forma consistente.

    O economista Felipe Salto , ex-diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente do Senado, defende um programa gradual de recuperação dos superávits primários, com medidas iniciadas já nos primeiros anos do novo mandato.

    Entre os temas que podem entrar nessa discussão estão subsídios tributários, despesas obrigatórias, emendas parlamentares, previdência dos militares e outras áreas do Orçamento.

    O pesquisador Flávio Ataliba, do FGV Ibre , também aponta que dúvidas sobre a capacidade do país de estabilizar a dívida pública, aumentar a percepção de risco e ajudar a manter os juros elevados.

  • PL liderou número de governadores eleitos no primeiro turno das eleições de 2026

    PL liderou número de governadores eleitos no primeiro turno das eleições de 2026

    Partido Liberal eleito cinco governos estaduais, seguido pelo PSD, com quatro; Ao todo, 20 disputas foram definidas sem necessidade de segundo turno.

    O PL foi o partido que mais elegeu governadores no primeiro turno das eleições de 2026 , realizado neste domingo (4). A legenda governou cinco governos estaduais , enquanto o PSD garantiu quatro . PT e Republicanos aparecem na sequência, com três governadores eleitos cada.

    Ao todo, 20 estados definiram seus governadores já no primeiro turno , um número elevado de disputas encerradas sem necessidade de nova votação. Nas unidades da Federação onde nenhum candidato alcançou mais de 50% dos votos válidos, haverá turno em 25 de outubro .

    PL conquista cinco estados

    O Partido Liberal obteve vitórias no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rondônia e Roraima .

    Foram eleitos Sergio Moro, no Paraná; Jorginho Mello, de Santa Catarina; Luciano Zucco, no Rio Grande do Sul; Marcos Rogério, em Rondônia; e Arthur Henrique, em Roraima .

    Com cinco governos assegurados, o PL terminou o primeiro turno como a legenda com maior número de vitórias estaduais.

    PSD fica com quatro governos

    O PSD conquistou quatro estados . A legenda venceu em Pernambuco, Sergipe, Maranhão e Amapá.

    Raquel Lyra foi reeleita em Pernambuco e Fábio Mitidieri garantiram novo mandato em Sergipe. Eduardo Braide venceu no Maranhão, enquanto Dr. Furlan foi eleito no Amapá.

    PT e Republicanos elegem três cada

    O PT conseguiu três vitórias, todas no Nordeste . Jerônimo Rodrigues foi eleito na Bahia, Elmano de Freitas no Ceará e Rafael Fonteles no Piauí.

    Os Republicanos também terminaram o primeiro turno com três governadores eleitos , incluindo dois dos estados mais populosos do país. Tarcísio de Freitas garantiu a reeleição em São Paulo, Cleitinho venceu em Minas Gerais e Otaviano Pivetta foi eleito em Mato Grosso.

    PP vence em Mato Grosso do Sul e Paraíba

    Os Progressistas (PP) governaram dois governos estaduais . No Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel foi reeleito , enquanto Lucas Ribeiro venceu uma disputa na Paraíba.

    MDB, PSDB e Podemos também obtiveram vitórias no primeiro turno. Daniel Vilela, do MDB, foi eleito em Goiás; JHC, do PSDB, venceu em Alagoas; e Dr. Daniel, do Podemos, conquistou o governo do Pará.

    Segundo turno ainda pode mudar o equilíbrio entre partidos

    A configuração definitiva dos governos estaduais ainda dependerá das disputas que seguirão para o segundo turno.

    Partidos como PL, PSD, PT, PP, União Brasil, Republicanos, MDB e PSDB ainda têm candidatos interessados ​​em disputas estaduais previstas para 25 de outubro.

    Com isso, embora o PL tenha saído do primeiro turno com o maior número de governos já garantidos, a distribuição final do poder entre as legendas só será conhecida após a conclusão do segundo turno .

  • Pedro Sánchez convoca eleições antecipadas na Espanha em meio à crise habitacional

    Pedro Sánchez convoca eleições antecipadas na Espanha em meio à crise habitacional

    O primeiro-ministro espanhol marcou votação para 29 de novembro após derrota no Parlamento em medidas externas à habitação; país enfrenta protestos contra alta dos aluguéis e falta de moradias.

    O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, anunciou nesta segunda-feira (5) a convocação de eleições gerais antecipadas para 29 de novembro de 2026 . A decisão ocorre depois de o governo sofrer uma importante derrota no Parlamento em propostas destinadas a enfrentar a crescente crise habitacional do país.

    Sánchez liderou um governo de minoria parlamentar e enfrentou dificuldades para aprovar medidas importantes no Congresso. Na semana passada, os deputados rejeitaram decretos consideradas centrais pelo Executivo para tentar reduzir a pressão sobre o mercado imobiliário.

    Crise da moradia aumenta pressão sobre governo

    A Espanha enfrenta uma forte alta nos preços dos imóveis e dos aluguéis, especialmente em grandes centros urbanos e regiões turísticas.

    O problema ganhou dimensão nacional com manifestações que cobram mais moradias acessíveis, proteção para inquilinos e medidas contra despejos . O Banco da Espanha estima que o país poderá enfrentar um déficit superior a 1 milhão de residências até 2028 caso a oferta não acompanhe a demanda.

    A dificuldade de acesso à moradia tornou-se um dos principais temas políticos do país e passou a exercer pressão direta sobre o governo Sánchez.

    Derrota no Parlamento antes do anúncio

    A convocação ocorreu após o Parlamento rejeitar medidas propostas pelo governo para enfrentar uma crise. Sánchez decidiu antecipar uma eleição que, pelo calendário regular, poderia ocorrer posteriormente.

    Ao pronunciar-se, o primeiro-ministro busca obter um novo mandato parlamentar capaz de dar maior estabilidade ao Executivo e permitir a aprovação de reformas que atualmente encontram resistência entre os partidos.

    Eleição será realizada em novembro

    Os espanhóis voltarão às urnas em 29 de novembro , quando serão escolhidos os membros do Congresso dos Deputados e do Senado.

    A disputa terá como principais forças o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) , de Sánchez, o conservador Partido Popular (PP) , liderado por Alberto Núñez Feijóo, e o partido Vox , além de outras legendas nacionais e regionais.

    O resultado determinará a composição do Parlamento e, posteriormente, qual candidato conseguirá reunir apoio suficiente para formar o próximo governo.

    Habitação deve vencer campanha eleitoral

    A crise imobiliária deverá ocupar posição central na campanha. Sánchez pretende defender medidas de proteção aos inquilinos e ampliação da oferta de moradias, enquanto a oposição também apresenta propostas para estimular novas construções e reduzir a pressão sobre os preços.

    Além da habitação, temas como economia, imigração, relações entre o governo central e as regiões autônomas e estabilidade política devem marcar as semanas que antecederam a votação.

    A antecipação das eleições abre uma nova etapa na política espanhola e transforma a crise da moradia em um dos principais pontos da disputa pelo comando do país.

  • Flávio Bolsonaro e Lula avançam ao 2º turno; mapas mostram divisão regional do voto

    Flávio Bolsonaro e Lula avançam ao 2º turno; mapas mostram divisão regional do voto

    Flávio terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula; a disputa presidencial será decidida em 25 de outubro.

    Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão disputar o segundo turno da eleição presidencial de 2026 , marcada para 25 de outubro . Com 100% das urnas apuradas, Flávio terminou na primeira colocação, com 56,1 milhões de votos, equivalentes a 47,03% votos dos válidos . Lula recebeu 53,8 milhões, ou 45,16% .

    A diferença entre os dois candidatos ficou em aproximadamente 2,2 milhões de votos , em uma disputa marcada por fortes diferenças regionais. Os resultados por estados e municípios mostram que a distribuição do eleitorado manteve características observadas nas eleições anteriores, embora algumas unidades da federação tenham mudado de lado em comparação com 2022.

    Flávio venceu em 14 estados e no Distrito Federal

    No mapa estadual, Flávio Bolsonaro ficou à frente em 14 estados e no Distrito Federal , enquanto Lula venceu em 12 estados .

    A força eleitoral de Flávio esteve especializada principalmente nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte . Lula, por sua vez, manteve seu melhor desempenho no Nordeste , região onde recebeu quase dois terços dos votos válidos.

    A distribuição municipal também evidenciou essa divisão. Lula conquistou a maioria dos municípios na grande parte do Nordeste e nas áreas da Amazônia Legal, enquanto Flávio teve desempenho mais forte no Sul, Centro-Oeste e nas extensas áreas do interior do Sudeste.

    Minas Gerais e Tocantins mudaram em relação a 2022

    Na comparação com a eleição presidencial de 2022, três estados apresentaram mudança no candidato mais votado .

    Minas Gerais e Tocantins , que deram maioria a Lula no primeiro turno de 2022, tiveram Flávio Bolsonaro como candidato mais votado em 2026. Já no Amapá , ocorreu o movimento contrário: o estado havia dado maioria a Jair Bolsonaro quatro anos atrás e, desta vez, Lula terminou na frente.

    Apesar dessas mudanças, a configuração nacional ocorre relativamente semelhante à observada na disputa entre Lula e Jair Bolsonaro em 2022.

    Nordeste segue como principal força eleitoral de Lula

    O Nordeste voltou a apresentar uma votação majoritariamente favorável ao candidato do PT. Lula liderou extensamente na região, mantendo um padrão eleitoral nos últimos pleitos presidenciais.

    Flávio Bolsonaro obteve vantagem em outras quatro grandes regiões do país: Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Norte .

    Em diversos municípios, entretanto, a diferença entre os candidatos foi pequena, revelando disputas locais mais equilibradas do que uma divisão regional mais ampla pode sugerir.

    A decisão será em 25 de outubro

    Como nenhum candidato alcançou mais da metade dos votos válidos no primeiro turno, os brasileiros voltarão às urnas em 25 de outubro de 2026 para escolher entre Flávio Bolsonaro e Lula.

    O primeiro turno deixou os dois candidatos separados por apenas 1,87 ponto percentual , colocando os votos dos demais candidatos e dos candidatos que não escolheram nenhum dos dois no centro das estratégias para a segunda etapa da campanha.

    A votação do segundo turno definirá quem ocupará a Presidência da República a partir de 2027.

  • PF investiga financiamento do BRB a Flávio Bolsonaro para compra de mansão de R$ 6 milhões

    PF investiga financiamento do BRB a Flávio Bolsonaro para compra de mansão de R$ 6 milhões

    Polícia Federal apura as condições de empréstimo de R$ 3,1 milhões concedido pelo Banco de Brasília em 2021; investigação busca esclarecer se regras internas foram alteradas ou flexibilizadas na operação.

    A Polícia Federal investiga as condições de um financiamento de R$ 3,1 milhões concedido pelo Banco de Brasília (BRB) ao senador Flávio Bolsonaro (PL) para a compra de uma mansão avaliada em cerca de R$ 6 milhões, em Brasília. A operação de crédito foi realizada em 2021.

    A apuração busca esclarecer as circunstâncias em que o financiamento foi aprovado e se houve eventual alteração ou flexibilização das regras internas do banco para a concessão do crédito. A existência da investigação, por si só, não representa comprovação de irregularidade na operação.

    Financiamento foi contratado em 2021

    O imóvel está localizado no Lago Sul, em Brasília, e foi adquirido por aproximadamente R$ 6 milhões. Desse total, R$ 3,1 milhões foram financiados pelo BRB.

    Segundo informações divulgadas nesta sexta-feira, o contrato previa prazo de até 30 anos para pagamento, mas o financiamento foi quitado em pouco mais de três anos, com amortizações extraordinárias.

    Na época da contratação, em 2021, a taxa informada para o financiamento foi de 3,71% ao ano, enquanto a média apontada como praticada pelo BRB naquele período era de aproximadamente 4,85% ao ano. As condições concedidas estão entre os pontos analisados pelos investigadores.

    PF analisa auditoria contratada pelo próprio banco

    A Polícia Federal também analisa informações reunidas em uma auditoria independente contratada pelo BRB. Segundo informações divulgadas sobre a apuração, o trabalho busca esclarecer como o crédito foi autorizado e se as normas internas da instituição foram observadas durante o processo.

    O BRB informou que uma etapa da investigação independente encontrou “achados relevantes” e que um relatório preliminar foi encaminhado à Polícia Federal e ao Banco Central.

    Operação aparece em investigação sobre BRB e Banco Master

    O financiamento passou a ser analisado em uma das frentes do inquérito que investiga as relações entre o BRB e o Banco Master. À época da concessão do crédito, o Banco de Brasília era presidido por Paulo Henrique Costa, que atualmente está preso no contexto das investigações relacionadas ao Banco Master.

    Flávio Bolsonaro é atualmente senador e candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. A investigação segue em andamento e, até o momento, as informações divulgadas tratam da apuração das condições do financiamento, sem conclusão definitiva da Polícia Federal sobre eventual irregularidade no empréstimo.