Categoria: Politica

  • Compras internacionais de até US$ 50 voltam a ficar livres do imposto de importação

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou na quinta-feira (10) a legislação que zera o Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50, valor equivalente a aproximadamente R$ 257 pela cotação considerada na aprovação da medida.

    A mudança acaba com a cobrança de 20% que ficou conhecida como “taxa das blusinhas” e afeta diretamente consumidores que compram produtos em plataformas estrangeiras.

    Alíquota também cai para compras maiores

    A legislação não altera apenas as pequenas remessas. Para mercadorias enquadradas no regime simplificado e que chegam a R$ 3 mil por remessa, a tarifa foi reduzida de 60% para 30%.

    O texto havia sido aprovado anteriormente pela Câmara e pelo Senado e chegou ao Executivo após alterações feitas durante a tramitação no Congresso.

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    Governo poderá estabelecer controles

    A nova regra permite tratamento tributário diferente conforme a forma de importação e a participação das plataformas nos programas de conformidade da Receita Federal.

    Também poderão ser estabelecidos limites de quantidade e frequência das compras, além de mecanismos para impedir que grandes pedidos sejam artificialmente divididos em várias remessas menores para se beneficiar da isenção.

    A mudança ocorre três anos depois da criação da cobrança de 20% sobre pequenas compras internacionais, tema que provocou forte discussão entre consumidores, varejistas brasileiros e plataformas estrangeiras. 

  • Trump relembra vítimas do 11 de Setembro e diz que EUA continuam lutando contra o terrorismo

    Trump relembra vítimas do 11 de Setembro e diz que EUA continuam lutando contra o terrorismo

    Presidente norte-americano participou de cerimônia no Pentágono pelos 25 anos dos ataques e afirmou que o atentado representou um “mal genuíno” que marcou a história dos Estados Unidos.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (11) que os ataques de 11 de Setembro de 2001 jamais serão esquecidos e declarou que o país continua enfrentando ameaças em nome da segurança nacional.

    Durante uma cerimônia realizada no Pentágono, em Washington D.C., para marcar os 25 anos do maior atentado terrorista da história dos Estados Unidos, Trump homenageou as vítimas e destacou a resposta norte-americana após os ataques coordenados pela organização extremista Al-Qaeda.

    “Nunca vamos nos esquecer, e é por isso que lutamos hoje”, afirmou o presidente durante o discurso, ao lembrar as quase três mil pessoas mortas no atentado.

    Homenagem às vítimas e memória do ataque

    Trump classificou o 11 de Setembro como um episódio de “mal genuíno” e ressaltou o impacto causado pelo ataque contra as Torres Gêmeas, em Nova York, o Pentágono e o voo que caiu na Pensilvânia.

    Segundo o presidente, a tragédia revelou a necessidade de fortalecer a segurança do país e combater organizações terroristas ao redor do mundo.

    O discurso também relembrou a política norte-americana de “guerra ao terror”, iniciada pelo governo dos Estados Unidos após os atentados e que resultou em operações militares no exterior.

    Cerimônia no Pentágono

    O evento contou com a presença de autoridades norte-americanas, incluindo o secretário de Guerra, Pete Hegseth, que homenageou bombeiros, policiais, equipes de emergência e civis que atuaram durante a tragédia.

    Hegseth afirmou que o ataque foi um dos momentos mais sombrios da história dos EUA, mas destacou que o país permaneceu unido após a tragédia.

    Além da cerimônia em Washington, homenagens foram realizadas em Nova York e em outras cidades norte-americanas para lembrar as vítimas e preservar a memória do atentado.

    O ataque que mudou a história dos EUA

    Em 11 de setembro de 2001, quatro aviões comerciais foram sequestrados por integrantes da Al-Qaeda.

    Dois deles atingiram as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York, provocando o colapso dos edifícios. Um terceiro avião atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, e uma quarta aeronave caiu na Pensilvânia após passageiros tentarem retomar o controle do avião.

    Ao todo, 2.977 pessoas morreram nos ataques daquele dia, além de milhares de outras vítimas afetadas posteriormente por consequências relacionadas à tragédia.

    Vinte e cinco anos depois, o 11 de Setembro continua sendo lembrado como um dos acontecimentos que mais transformaram a política internacional, a segurança global e as relações entre países no século XXI.

  • Eleições 2026: veja quantos deputados e senadores serão eleitos e como funciona a votação

    Eleições 2026: veja quantos deputados e senadores serão eleitos e como funciona a votação

    Disputa para o Legislativo terá 513 vagas na Câmara, mais de mil cadeiras estaduais e renovação de dois terços do Senado; número de votos necessários depende do cargo

    As eleições de 2026 vão definir novos representantes para o Congresso Nacional e para as Assembleias Legislativas de todo o país. Entre os cargos em disputa estão deputado federal, deputado estadual, deputado distrital e senador.

    Uma das principais dúvidas dos eleitores é sobre quantos parlamentares serão escolhidos e qual a quantidade de votos necessária para conquistar uma vaga.

    A resposta depende do sistema eleitoral utilizado para cada cargo. Enquanto deputados são eleitos pelo sistema proporcional, os senadores seguem o sistema majoritário.

    Câmara dos Deputados terá 513 vagas em disputa

    Em 2026, serão eleitos 513 deputados federais para ocupar as cadeiras da Câmara dos Deputados.

    Os parlamentares terão mandato de quatro anos e representarão seus respectivos estados e o Distrito Federal.

    A escolha ocorre pelo sistema proporcional, no qual a distribuição das vagas depende do desempenho dos partidos e federações, e não apenas da votação individual de cada candidato.

    Assembleias Legislativas terão mais de mil vagas

    As eleições também vão renovar as Assembleias Legislativas estaduais.

    Serão preenchidas 1.035 vagas de deputados estaduais nos estados brasileiros.

    No Distrito Federal, serão eleitos ainda 24 deputados distritais, totalizando 1.059 cadeiras estaduais e distritais.

    Assim como acontece com os deputados federais, a eleição depende da votação dos partidos, federações e candidatos dentro das regras do sistema proporcional.

    Senado terá renovação de dois terços

    A disputa pelo Senado será diferente.

    Em 2026, serão eleitos 54 senadores, sendo dois representantes por estado.

    O Senado possui 81 cadeiras, com mandato de oito anos para cada parlamentar. A eleição deste ano representará a renovação de dois terços da Casa.

    Quantos votos um deputado precisa para ser eleito?

    Diferentemente do que muitos eleitores imaginam, não existe um número fixo de votos que garanta a eleição de um deputado.

    A definição depende do chamado quociente eleitoral, calculado pela divisão dos votos válidos pelo número de vagas disponíveis.

    Depois desse cálculo, os votos recebidos pelos partidos e federações determinam quantas cadeiras cada legenda terá direito.

    Dentro dessas vagas, os candidatos mais votados de cada grupo partidário ocupam os lugares disponíveis, seguindo as regras previstas pela legislação eleitoral.

    Por isso, a quantidade necessária de votos varia conforme:

    • o estado;
    • o número de eleitores;
    • a quantidade de votos válidos;
    • o desempenho do partido ou federação;
    • a disputa específica de cada eleição.

    Há uma votação mínima para deputados?

    Sim. Para ocupar uma vaga pelo sistema do quociente partidário, o candidato precisa alcançar uma votação mínima equivalente a 10% do quociente eleitoral.

    Nas chamadas sobras eleitorais, existem regras específicas envolvendo o desempenho dos partidos e a votação dos candidatos.

    Por esse motivo, um candidato pode ter muitos votos e não ser eleito, enquanto outro pode conquistar uma vaga com menos votos, dependendo do desempenho da legenda.

    Como funciona a eleição para senador?

    No caso dos senadores, a regra é mais simples.

    A eleição é pelo sistema majoritário: vencem os candidatos que recebem o maior número de votos.

    Como serão duas vagas por estado em 2026, serão eleitos os dois candidatos mais votados em cada unidade da Federação.

    Nesse caso, também não existe um número mínimo de votos definido antecipadamente. O candidato precisa apenas superar os concorrentes e ficar entre os dois primeiros colocados.

    Eleições definem novo cenário político

    A votação de 2026 será decisiva para a composição do Legislativo brasileiro nos próximos anos.

    Além da escolha dos representantes estaduais, a renovação da Câmara e do Senado poderá alterar o equilíbrio de forças políticas no país durante o próximo mandato presidencial.