Categoria: Politica

  • PEC da Segurança avança no Senado com ‘SUS da Segurança’, regras mais duras para facções e fim da saidinha

    PEC da Segurança avança no Senado com ‘SUS da Segurança’, regras mais duras para facções e fim da saidinha

    Texto foi concluído pela CCJ nesta quarta-feira e segue agora para o plenário; proposta amplia integração entre forças policiais, endurece regras para integrantes de facções e autoriza criação de polícias municipais

    A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado concluiu nesta quarta-feira, 14 de outubro de 2026, a votação da PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025). Com isso, o texto está pronto para ser analisado pelo plenário da Casa.

    A proposta altera diferentes pontos da Constituição e busca ampliar a coordenação entre União, estados e municípios na área de segurança pública. Entre os principais pontos estão a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), regras mais duras para integrantes de facções e milícias, ampliação das atribuições policiais e novas fontes de financiamento para o setor.

    O que é o chamado “SUS da Segurança”?

    Um dos principais pontos da PEC é levar para a Constituição o Sistema Único de Segurança Pública, atualmente previsto em lei.

    Na prática, o modelo busca criar uma estrutura permanente de integração entre as forças de segurança dos diferentes níveis de governo, com compartilhamento de informações, operações conjuntas e diretrizes nacionais.

    A proposta amplia a participação da União no enfrentamento ao crime organizado, sem retirar dos estados suas competências sobre as polícias Civil e Militar.

    Segundo o relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE), o objetivo é tornar o governo federal corresponsável pelo combate às organizações criminosas, atuando de forma articulada com as forças estaduais e locais.

    PEC endurece regras para integrantes de facções

    Outro eixo da proposta é a criação de um tratamento penal mais rigoroso para integrantes e líderes de organizações criminosas, milícias e grupos paramilitares.

    O texto prevê que as restrições sejam proporcionais à posição ocupada pelo investigado ou condenado dentro da organização criminosa.

    Entre as medidas previstas estão:

    • cumprimento de pena em estabelecimentos de segurança máxima ou de natureza especial;

    • restrições à progressão de regime;

    • limitações à liberdade provisória e a benefícios processuais;

    • regras mais rígidas para concessão de benefícios a integrantes de organizações criminosas;

    • possibilidade de confisco de bens relacionados às atividades criminosas.

    “Saidinha” poderá ser restringida

    A PEC também prevê restrições à chamada saída temporária, popularmente conhecida como “saidinha”, para integrantes de facções e organizações criminosas.

    A regra faz parte do conjunto de medidas que pretende diferenciar o tratamento penal dado a pessoas vinculadas ao crime organizado.

    A aplicação concreta das novas restrições ainda dependerá da regulamentação e da legislação infraconstitucional que deverá detalhar como as medidas funcionarão.

    Prisão em segurança máxima

    O texto determina um regime mais rigoroso para integrantes de organizações criminosas, podendo exigir cumprimento de pena em presídios de segurança máxima.

    Segundo o Senado, a proposta também restringe progressão de regime e outros benefícios processuais para integrantes de facções, milícias e grupos paramilitares.

    Confisco de bens ligados ao crime organizado

    A PEC amplia ainda a possibilidade de expropriação e perda de patrimônio vinculado ao crime organizado.

    Bens e valores associados às atividades de facções, milícias ou grupos paramilitares poderão ser confiscados, nos termos previstos no texto e nas futuras normas de regulamentação.

    A proposta também prevê responsabilização de pessoas jurídicas eventualmente envolvidas com organizações criminosas.

    Proteção a denunciantes e vítimas

    Outro ponto incluído no texto estabelece medidas de proteção a denunciantes e seus familiares.

    A PEC também insere na Constituição direitos específicos das vítimas, incluindo acesso à informação, assistência, proteção e participação no processo penal.

    O texto prevê atenção especial às mulheres vítimas de violência e reforça que a aplicação das penas deve considerar tanto a reparação do dano quanto a proteção da sociedade.

    Municípios poderão criar polícias

    A PEC também abre caminho para que municípios criem polícias municipais, destinadas à guarda comunitária e ao policiamento ostensivo.

    Hoje, os municípios contam principalmente com guardas municipais.

    Pelo novo modelo, as prefeituras poderão estruturar forças com atribuições ampliadas, desde que respeitem as diretrizes previstas na legislação.

    PRF poderá atuar em ferrovias e hidrovias

    A proposta também amplia as competências da Polícia Rodoviária Federal.

    Além das rodovias federais, a corporação poderá atuar em ferrovias e hidrovias, ampliando sua presença em diferentes rotas utilizadas para transporte de pessoas e mercadorias.

    A Polícia Federal e a PRF permanecem sob responsabilidade da União.

    Segurança terá recursos protegidos

    A PEC também busca garantir maior estabilidade no financiamento das políticas de segurança pública.

    O texto prevê fontes de recursos protegidas contra contingenciamentos orçamentários e mantém a destinação de 10% do superávit do Fundo Soberano do Pré-Sal para a área.

    Durante a tramitação, foi retirado o trecho que previa destinação de recursos provenientes das apostas esportivas, as chamadas bets, para fundos de segurança pública.

    CCJ encerrou análise nesta quarta-feira

    O texto-base já havia sido analisado anteriormente pela comissão, mas ainda restavam destaques relacionados a emendas.

    Nesta quarta-feira, o presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), declarou prejudicados três destaques porque os autores das propostas não estavam presentes. Com isso, a votação na comissão foi considerada concluída.

    A matéria foi encaminhada imediatamente ao plenário do Senado.

    PEC poderá ser analisada rapidamente

    Otto Alencar afirmou ter conversado com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sobre a tramitação da proposta.

    Segundo o senador, existe possibilidade de o plenário começar a discutir a PEC logo após a análise da proposta sobre o fim da escala 6×1, podendo inclusive iniciar a apreciação ainda nesta semana.

    O que falta para a PEC ser aprovada?

    Como se trata de uma Proposta de Emenda à Constituição, o texto precisa passar por dois turnos de votação no plenário do Senado.

    Para ser aprovado, deverá obter pelo menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores em cada turno.

    Como a Câmara dos Deputados já analisou a proposta, se o Senado aprovar exatamente o mesmo texto, a PEC poderá seguir para promulgação.

    Caso sejam feitas alterações de mérito, o texto terá de retornar à Câmara.

    Criação de Ministério da Segurança é plano do governo

    A PEC é tratada como uma das prioridades do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    O Executivo também avalia criar um Ministério da Segurança Pública após a conclusão da tramitação da proposta no Congresso. A criação do ministério, porém, é uma iniciativa separada e não ocorre automaticamente com a aprovação da PEC.

    Texto ainda não está em vigor

    Apesar do avanço na CCJ, nenhuma das mudanças previstas na PEC está valendo neste momento.

    A proposta ainda precisa ser aprovada pelo plenário do Senado em dois turnos e concluir toda a tramitação constitucional.

    Se for promulgada, vários dispositivos também deverão ser detalhados posteriormente por leis específicas.

    A PEC da Segurança representa uma tentativa de ampliar a integração entre os diferentes níveis de governo e, ao mesmo tempo, estabelecer regras constitucionais mais rígidas para o enfrentamento de facções, milícias e outras organizações criminosas.

  • Flávio Bolsonaro volta atrás e confirma participação em debate da Band no domingo

    Flávio Bolsonaro volta atrás e confirma participação em debate da Band no domingo

    Candidato do PL havia afirmado que não iria ao encontro, mas publicou vídeo nesta quarta-feira confirmando presença; Lula também participará do debate marcado para 18 de outubro

    O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) mudou de posição nesta quarta-feira, 14 de outubro de 2026, e confirmou que participará do debate promovido pela Band no próximo domingo, dia 18 de outubro, às 20h, em São Paulo.

    A confirmação ocorreu depois de Flávio ter declarado anteriormente que não pretendia comparecer ao encontro. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou que participará do debate após a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter sido confirmada.

    Flávio havia dito que não participaria

    Na segunda-feira, 13 de outubro, Flávio afirmou à imprensa que não iria ao debate da Band.

    A declaração foi feita durante agenda política em São Paulo. Naquele momento, a campanha do candidato dizia que a participação nos debates seria avaliada por sua equipe técnica.

    A Band, mesmo diante da possibilidade de ausência, informou que manteria o programa no ar e deixaria o púlpito vazio caso algum dos candidatos não comparecesse.

    Vídeo confirmou mudança de decisão

    Nesta quarta-feira, Flávio publicou um vídeo anunciando a mudança.

    Na gravação, o candidato disse que iria ao debate e relacionou sua decisão à confirmação de Lula no encontro. A publicação encerrou a incerteza sobre a presença dos dois principais candidatos no evento de domingo.

    Lula já havia confirmado presença

    A campanha de Lula havia anunciado anteriormente que o presidente compareceria ao debate mesmo que Flávio não estivesse presente.

    Segundo integrantes da campanha petista, a decisão já estava tomada antes da mudança de posição do adversário.

    Com a nova confirmação, o encontro deverá ser o primeiro confronto direto entre os dois candidatos nesta fase da disputa eleitoral.

    Debate será no domingo às 20h

    O debate da Band está marcado para:

    • Data: domingo, 18 de outubro de 2026;

    • Horário: 20h;

    • Local: São Paulo;

    • Participantes confirmados: Lula e Flávio Bolsonaro.

    A transmissão será realizada pela Band em TV aberta e também pelas plataformas digitais do Grupo Bandeirantes. Outros veículos, como TV Cultura, Estadão, Gazeta e Jovem Pan, também devem retransmitir o encontro.

    Data havia sido alterada

    Inicialmente, a Band planejava realizar o debate em 11 de outubro, mas o encontro foi posteriormente transferido para o dia 18.

    Outros debates previstos para o segundo turno também sofreram alterações ou cancelamentos por incompatibilidade nas agendas das campanhas.

    Globo também prevê debate antes do segundo turno

    Além do encontro da Band, a TV Globo programou um debate presidencial para 23 de outubro, dois dias antes da votação do segundo turno.

    A participação de Lula nas regras do encontro da Globo já avançou, enquanto a campanha de Flávio ainda precisava formalizar sua adesão às condições apresentadas pela emissora na atualização mais recente disponível.

    Candidatos não se enfrentaram em debates no primeiro turno

    Durante o primeiro turno, tanto Lula quanto Flávio deixaram de participar de debates em algumas emissoras.

    Flávio argumentava que a ausência de Lula reduzia a utilidade dos encontros, enquanto o presidente justificava sua estratégia dizendo que poderia se tornar alvo simultâneo dos demais concorrentes.

    Por isso, o encontro da Band ganha importância adicional: será uma das primeiras oportunidades de confronto direto entre os dois candidatos no segundo turno.

    Segundo turno será em 25 de outubro

    Lula e Flávio Bolsonaro disputam a Presidência no segundo turno marcado para 25 de outubro de 2026.

    O debate da Band acontecerá exatamente uma semana antes da votação e deverá abordar temas como economia, segurança pública, políticas sociais, relações internacionais e propostas para o próximo governo.

    A mudança de posição de Flávio encerra, ao menos por enquanto, a dúvida sobre a realização do confronto com os dois candidatos presentes.

    Com Lula e Flávio confirmados, o debate de domingo passa a ser um dos principais eventos da reta final da campanha presidencial de 2026.

  • Lula envia carta a evangélicos e reforça defesa da família, fim da escala 6×1 e combate às bets

    Lula envia carta a evangélicos e reforça defesa da família, fim da escala 6×1 e combate às bets

    Documento foi divulgado em meio à campanha do segundo turno e faz parte da estratégia de aproximação do presidente com o eleitorado evangélico

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou uma carta direcionada às famílias evangélicas nesta quarta-feira, 14 de outubro de 2026, em meio à disputa do segundo turno da eleição presidencial.

    No texto, Lula procura reforçar pontos de convergência com o segmento religioso e cita temas como proteção às famílias, combate às apostas online, redução da jornada de trabalho e enfrentamento à violência contra mulheres e ao crime organizado.

    Carta foi feita a pedido de frente evangélica

    Segundo informações divulgadas pela imprensa, o documento foi elaborado a pedido da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, grupo formado por pastores, pastoras e lideranças religiosas de perfil progressista.

    A carta integra uma série de ações da campanha de Lula voltadas à aproximação com grupos religiosos durante o segundo turno.

    Lula pede “discernimento” aos eleitores

    No texto, o presidente afirma respeitar a fé evangélica mesmo não pertencendo ao segmento e pede que os eleitores busquem discernimento antes de votar.

    Ele também associa sua trajetória política à própria fé e afirma acreditar que teve proteção divina em momentos difíceis de sua vida.

    A carta termina com um apelo para que os evangélicos compareçam às urnas de forma consciente e mantendo suas convicções religiosas.

    Fim da escala 6×1 aparece como um dos destaques

    Um dos pontos centrais do documento é a defesa da redução da jornada de trabalho.

    Lula cita seu apoio ao fim da escala 6×1 e afirma que dois dias de descanso semanal permitiriam aos trabalhadores passar mais tempo com a família, descansar e também participar de atividades religiosas.

    A proposta está atualmente em discussão no Congresso e ganhou espaço importante na campanha presidencial.

    Presidente também menciona combate às bets

    Outro tema destacado é a regulamentação e restrição das apostas esportivas online, conhecidas como bets.

    Lula afirma que o crescimento desse mercado trouxe impactos negativos para muitas famílias e apresenta as medidas adotadas por seu governo como parte de uma política de proteção social.

    O governo vem defendendo regras mais rígidas para o setor, principalmente em relação à publicidade, prevenção ao endividamento e proteção de públicos vulneráveis.

    Defesa da família ocupa espaço central

    A carta procura dialogar diretamente com uma das pautas mais valorizadas por grande parte do eleitorado evangélico: a família.

    Lula afirma que governo e igrejas podem ter em comum o objetivo de proteger os lares brasileiros e fortalecer os vínculos familiares.

    Também menciona políticas públicas nas áreas de saúde, renda, moradia e segurança como instrumentos voltados à proteção das famílias.

    Documento fala sobre violência contra mulheres

    O presidente também afirma que pretende ampliar políticas de proteção às mulheres e combater a violência doméstica.

    A carta associa essa agenda à defesa das famílias e à responsabilidade do Estado de proteger pessoas em situações de vulnerabilidade.

    Outro compromisso mencionado é o enfrentamento ao crime organizado.

    Lula reforça respeito à liberdade religiosa

    A aproximação com os evangélicos acontece poucos dias depois de Lula defender publicamente o respeito a todas as religiões durante as comemorações de Nossa Senhora Aparecida.

    Na ocasião, o presidente afirmou que cada brasileiro deve ter liberdade para seguir a religião que desejar e que diferentes crenças precisam ser respeitadas.

    O tema religioso ganhou destaque adicional na campanha do segundo turno após episódios de desinformação e disputas envolvendo declarações de candidatos sobre fé e símbolos religiosos.

    Eleitorado evangélico é disputado pelas campanhas

    O segmento evangélico ocupa posição estratégica nas eleições brasileiras e vem sendo disputado pelas principais campanhas.

    Historicamente, Lula enfrenta maior resistência nesse grupo quando comparado a outros segmentos do eleitorado, e sua campanha vem buscando ampliar canais de diálogo com lideranças religiosas.

    Ao longo de 2026, grupos evangélicos ligados ao campo progressista já haviam divulgado manifestações favoráveis à reeleição do presidente.

    Carta integra estratégia de segundo turno

    A divulgação ocorre enquanto Lula e Flávio Bolsonaro (PL) disputam o segundo turno da eleição presidencial.

    Desde o resultado do primeiro turno, as campanhas intensificaram ações voltadas a grupos específicos do eleitorado, incluindo religiosos, jovens, trabalhadores, empresários e eleitores que não compareceram às urnas.

    No caso de Lula, a carta aos evangélicos busca reforçar uma mensagem de diálogo e destacar políticas que sua campanha considera compatíveis com valores familiares e religiosos.

    Documento não representa posição de todas as igrejas

    Apesar de ser direcionada às famílias evangélicas, a carta foi solicitada por uma frente específica de lideranças religiosas.

    O eleitorado evangélico é diverso e reúne igrejas, denominações e grupos com posições políticas distintas. A própria discussão dentro do segmento mostra que não existe uma posição eleitoral única entre todos os evangélicos brasileiros.

    Por isso, o documento deve ser entendido como parte da estratégia eleitoral de Lula para dialogar com esse público, e não como uma manifestação institucional de todas as denominações religiosas.

    Religião ganha peso na reta final da campanha

    Com o segundo turno se aproximando, temas ligados à fé, família e valores religiosos devem continuar presentes no debate eleitoral.

    A carta de Lula evidencia esse movimento ao combinar referências religiosas com propostas de governo e políticas sociais.

    Ao citar o fim da escala 6×1, o combate às bets, a proteção às mulheres e o fortalecimento das famílias, o presidente tenta construir uma mensagem específica para o eleitorado evangélico sem esconder que a iniciativa ocorre em plena campanha eleitoral.

  • Senado vota fim da escala 6×1 nesta quarta; proposta prevê jornada de 40 horas e dois dias de folga

    Senado vota fim da escala 6×1 nesta quarta; proposta prevê jornada de 40 horas e dois dias de folga

    PEC 221/2019 está na pauta do Plenário nesta quarta-feira, 14 de outubro, e pode ter os dois turnos de votação concluídos no mesmo dia caso seja aprovado um calendário especial

    O Senado Federal colocou em votação nesta quarta-feira, 14 de outubro de 2026, a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 e a redução gradual da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial.

    A PEC 221/2019 chegou à quinta e última sessão de discussão em primeiro turno e, segundo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, está apta para ser votada.

    O que a proposta prevê

    O texto estabelece a substituição da escala 6×1 pela 5×2, com:

    • cinco dias de trabalho por semana;

    • dois dias de descanso remunerado;

    • jornada máxima de 40 horas semanais;

    • manutenção dos salários;

    • um dos dias de descanso preferencialmente aos domingos.

    A redução da jornada seria feita de forma gradual. Primeiro, o limite passaria para 42 horas semanais após dois meses da promulgação. Depois, cairia para 40 horas após um ano.

    PEC precisa de 49 votos

    Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição, o texto precisa do apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores em cada um dos dois turnos.

    Se não alcançar esse número, a PEC é rejeitada.

    Caso seja aprovada em primeiro turno, normalmente existe um intervalo regimental antes da segunda votação. Neste caso, porém, a liderança do governo apresentou um pedido para acelerar o procedimento.

    Calendário especial pode permitir dois turnos no mesmo dia

    A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmou ter reunido 56 assinaturas para o requerimento de calendário especial.

    Se o pedido for aprovado pelo Plenário, o Senado poderá dispensar o intervalo entre as votações e analisar a PEC em primeiro e segundo turnos ainda nesta quarta-feira.

    Davi Alcolumbre também confirmou que o número necessário de assinaturas havia sido alcançado e que caberia ao Plenário decidir sobre a aceleração do rito.

    Proposta já passou pela Câmara

    A PEC já foi aprovada anteriormente pela Câmara dos Deputados e chegou ao Senado para a etapa final de análise.

    Na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o texto recebeu parecer favorável do relator, Omar Aziz (PSD-AM).

    Até terça-feira, 13 de outubro, haviam sido apresentadas 36 emendas, mas todas foram rejeitadas pelo relator.

    Mudança alcançaria milhões de trabalhadores

    Dados citados nas discussões sobre a proposta indicam que aproximadamente 14,8 milhões de trabalhadores formais estavam submetidos à escala 6×1 em 2025.

    A mudança teria impacto principalmente sobre setores que funcionam durante toda a semana, como comércio, alimentação, hotelaria, transporte, serviços e diversas atividades operacionais.

    Isso não significa, porém, que empresas deixariam necessariamente de funcionar aos finais de semana.

    As escalas poderiam continuar incluindo sábados e domingos, desde que fosse garantido o número mínimo de dias de descanso e respeitada a nova jornada máxima.

    Escala 12×36 não necessariamente acaba

    O texto não significa o desaparecimento automático de todas as jornadas especiais.

    Regimes específicos, como a escala 12×36, poderão continuar existindo quando previstos em lei ou em instrumentos coletivos aplicáveis à categoria.

    Empresas e sindicatos também deverão revisar acordos e convenções coletivas incompatíveis com as novas regras.

    Salário não poderá ser reduzido

    Um dos principais pontos da proposta é a proibição de reduzir salários apenas porque a jornada semanal ficará menor.

    Assim, um trabalhador que passar de 44 para 40 horas semanais deverá manter sua remuneração, de acordo com o texto em análise.

    Essa questão está entre as mais debatidas por representantes dos trabalhadores e do setor empresarial.

    Empresários apontam impacto nos custos

    Entidades empresariais levantaram preocupações sobre o possível aumento dos custos de operação.

    Setores como bares, restaurantes, hotelaria e comércio argumentam que a redução do número máximo de dias trabalhados poderá exigir novas contratações ou reorganização mais ampla das escalas.

    A Abrasel, por exemplo, afirma que a mudança poderá pressionar custos no setor de bares e restaurantes.

    Outras entidades patronais também mencionam possíveis impactos sobre inflação, empregos e produtividade.

    Essas projeções, no entanto, são avaliações das entidades e ainda dependem de como a mudança seria implementada na prática.

    Defensores citam qualidade de vida

    Já os defensores da PEC argumentam que a mudança dará aos trabalhadores mais tempo para descanso, família, estudos e lazer.

    O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, declarou nesta quarta-feira que empresas que já abandonaram a escala 6×1 relatam benefícios relacionados a contratação e redução de faltas.

    No Senado, parlamentares favoráveis também defendem que a redução da jornada representa uma atualização das relações de trabalho.

    Votação acontece em meio ao segundo turno presidencial

    A votação ocorre durante a campanha para o segundo turno da eleição presidencial de 2026.

    O tema passou a ocupar espaço importante no debate entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.

    Nos últimos dias, diferentes grupos políticos passaram a manifestar apoio à mudança, embora existam divergências sobre a forma de implementação e seus efeitos econômicos.

    Aprovação no Senado ainda não significa mudança imediata

    Mesmo que a PEC seja aprovada nos dois turnos nesta quarta-feira, as novas regras não passam a valer imediatamente.

    O texto prevê período de transição, começando com redução da jornada para 42 horas e posteriormente para 40 horas.

    Além disso, empresas, sindicatos e trabalhadores precisarão adaptar contratos, escalas e convenções às novas regras.

    Resultado da votação ainda estava em aberto

    Até a atualização mais recente da pauta oficial do Senado nesta quarta-feira, a PEC ainda aparecia em fase de discussão e votação em primeiro turno, sem resultado final publicado.

    Por isso, a formulação correta neste momento é que o Senado está votando o fim da escala 6×1, e não que a medida já foi definitivamente aprovada.

    Caso obtenha ao menos 49 votos favoráveis nos dois turnos e conclua sua tramitação, a mudança representará uma das alterações mais relevantes nas regras de jornada de trabalho no Brasil nas últimas décadas.

  • Abstenção nas eleições: qual é o peso de quem não vota?

    Abstenção nas eleições: qual é o peso de quem não vota?

    A ausência de eleitores nas urnas pode influenciar o resultado das eleições e quais fatores ajudam a explicar a abstenção eleitoral no Brasil.

    A abstenção eleitoral é um dos fatores que chamam a atenção durante as eleições brasileiras. Ela representa a parcela de eleitores aptos a votar que não comparecem às urnas e pode ter impacto direto na participação popular e na interpretação dos resultados eleitorais.

    O tema é abordado pelo podcast O Assunto, no episódio publicado em 14 de outubro de 2026, que discute o poder político de quem não participou da votação.



    O que leva os eleitores a não votar?

    A ausência nas urnas pode estar relacionada a diferentes fatores, como dificuldades de deslocamento, compromissos profissionais, problemas de saúde, desinteresse político e insatisfação com os candidatos ou com as instituições.

    Também é importante diferenciar quem deixa de votar por impossibilidade prática daqueles que optam por não participar como forma de demonstrar descontentamento com o cenário político.

    Compreender essas diferenças ajuda a evitar interpretações simplificadas sobre o comportamento do eleitorado.

    Como a abstenção influencia o resultado?

    Quando uma parcela significativa dos eleitores não comparece, os votos válidos passam a representar uma parte menor do total de pessoas aptas a votar. Isso pode alterar a dimensão da base eleitoral que efetivamente escolhe os candidatos.

    No entanto, a ausência não significa necessariamente apoio ou rejeição a qualquer candidato. Sem informações adicionais, não é possível determinar em quem os eleitores ausentes votariam caso tivessem comparecido.

    Por isso, a abstenção deve ser analisada em conjunto com os votos válidos, os votos brancos e nulos e as características sociais e regionais do eleitorado.


    Participação política vai além das urnas

    O debate sobre a abstenção também levanta questões sobre a confiança nas instituições, a representatividade política e a capacidade dos candidatos de mobilizar diferentes setores da sociedade.

    A participação eleitoral é um dos mecanismos centrais da democracia, mas entender por que parte da população não comparece às urnas é igualmente importante para avaliar os desafios do sistema político brasileiro.

    Ao discutir o tema, o episódio de O Assunto propõe uma reflexão sobre como a ausência dos eleitores também faz parte do cenário eleitoral e por que esse comportamento merece atenção na análise dos resultados.

  • Segundo turno terá combinações diferentes de votos; veja o que muda

    Segundo turno terá combinações diferentes de votos; veja o que muda

    Além da Presidência, algumas localidades terão escolha de governador, eleições suplementares para prefeito ou consultas populares.

    A votação de 25 de outubro terá menos cargos do que o primeiro turno, mas a sequência apresentada na urna dependerá do local onde cada eleitor está registrado.

    Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, existem cinco cenários possíveis, considerando as disputas estaduais, eleições suplementares municipais e plebiscitos.

    Presidente e governador

    Nos locais sem outras disputas ou consultas, o eleitor votará somente para presidente da República.

    Também haverá votação para governador no Acre, Amazonas, Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Tocantins e Rio de Janeiro. Nessas localidades, a escolha de governador aparecerá antes da presidencial.

    Municípios terão eleições suplementares

    Arroio do Sal, Santana do Itararé, Porto da Folha, Macedônia, Martinópolis e Narandiba estão entre os municípios com votação suplementar para prefeito na mesma data.

    A orientação é conferir previamente as informações da Justiça Eleitoral sobre a localidade. Conhecer os cargos e consultas que aparecerão na urna ajuda o eleitor a preparar sua votação e acompanhar corretamente cada etapa de confirmação. 

  • Candidatos do segundo turno entram em período de restrição à prisão

    Candidatos do segundo turno entram em período de restrição à prisão

    Proteção começou em 10 de outubro e possui exceção para flagrante delito; eleitores seguem calendário diferente.

    As candidatas e os candidatos que disputam o segundo turno das eleições de 2026 estão, desde 10 de outubro, no período em que o Código Eleitoral restringe prisões e detenções.

    A regra abrange os 15 dias anteriores à votação e permanece até 48 horas depois do encerramento do pleito, marcado para 25 de outubro.

    Flagrante permanece como exceção

    A restrição não impede prisão em flagrante delito. Nessa situação, a pessoa detida deve ser apresentada imediatamente ao juiz competente, responsável por avaliar a legalidade da medida.

    Quando a regra alcança os eleitores

    Para o eleitorado, o período começa cinco dias antes da votação e termina 48 horas após o pleito.

    As exceções incluem flagrante delito, sentença condenatória por crime inafiançável e descumprimento de salvo-conduto emitido pela Justiça Eleitoral.

    Mesários e fiscais partidários também possuem garantias previstas no Código Eleitoral durante o exercício de suas funções. Se uma detenção for considerada ilegal pelo juiz, deverá ser determinada a soltura. 

  • Seis municípios terão votação sobre mudanças territoriais no segundo turno

    Seis municípios terão votação sobre mudanças territoriais no segundo turno

    Eleitores de Mato Grosso e Paraná decidirão propostas de transferência e incorporação de áreas municipais.

    O segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro, também terá consultas populares sobre alterações territoriais em seis municípios de Mato Grosso e Paraná.

    Em Mato Grosso, uma proposta trata da transferência do distrito de Nova Poxoréu, atualmente pertencente a Poxoréu, para Primavera do Leste. Outra consulta envolve a incorporação a Cotriguaçu de áreas do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu que atualmente pertencem a Colniza.

    No Paraná, os eleitores de Chopinzinho e São João serão consultados sobre a transferência da Comunidade do Alto Mirim de um município para o outro.

    Como será a escolha

    A votação ocorrerá na urna eletrônica, com as respostas “Sim” e “Não”, identificadas pelos números 1 e 2.

    Nas seções com votação para cargos eletivos, o eleitor registrará primeiro os votos dessas disputas e depois responderá à consulta.

    Resultado depende dos votos válidos

    A aprovação ou rejeição será definida por maioria simples dos votos válidos. Votos brancos e nulos não entram nesse cálculo. Os resultados serão proclamados pelos tribunais regionais eleitorais e encaminhados ao TSE para homologação. 

  • Pressão para escolher candidato pode configurar assédio eleitoral, alerta TSE

    Pressão para escolher candidato pode configurar assédio eleitoral, alerta TSE

    Ameaças, constrangimentos e promessas de vantagens estão entre as práticas que podem interferir na liberdade política.

    Com a campanha do segundo turno em andamento, o Tribunal Superior Eleitoral reforçou orientações sobre assédio eleitoral, prática que pode ocorrer quando alguém utiliza uma posição de poder para pressionar a escolha política de outra pessoa.

    O assunto foi apresentado pela ouvidora do TSE, Lucyana Said Pereira, em um minicurso promovido pelo Conselho Nacional de Justiça, em Brasília.

    Segundo as orientações divulgadas, o problema pode aparecer em relações de subordinação ou dependência econômica. Entre as condutas estão ameaças, constrangimentos e utilização da estrutura do trabalho para influenciar escolhas eleitorais.

    Pressão também pode ocorrer pela internet

    Mensagens eletrônicas, redes sociais e canais corporativos podem ser utilizados para exercer esse tipo de influência. O elemento central é a interferência na liberdade de decisão por meio de pressão ou constrangimento.

    Onde buscar orientação

    A Ouvidoria do TSE recebe manifestações e orienta sobre o encaminhamento às instituições competentes. O atendimento pode ser solicitado pelo formulário disponível no portal do tribunal ou pelos telefones 0800 648 0005 e (61) 3030-8700.

    A instituição informa que a identidade recebe proteção nos casos de denúncias identificadas.

  • Denúncias de propaganda irregular disparam e ultrapassam 67 mil nas eleições

    Denúncias de propaganda irregular disparam e ultrapassam 67 mil nas eleições

    Pardal registra crescimento de 73,3% em relação ao primeiro turno de 2022; internet lidera os relatos na nova etapa da disputa.

    A Justiça Eleitoral recebeu mais de 67,1 mil denúncias de propaganda irregular pelo aplicativo Pardal no primeiro turno das eleições de 2026. O volume representa crescimento de 73,3% em comparação com o mesmo período de 2022, quando foram registrados aproximadamente 38,7 mil relatos.

    A maior parcela das ocorrências esteve relacionada ao uso de vias públicas para exposição de publicidade eleitoral, com cerca de 28,3 mil registros. Também apareceram denúncias envolvendo bens particulares, bens públicos e propaganda na internet.

    Disputas para deputado concentram registros

    As candidaturas a deputado estadual e federal reuniram os maiores números de denúncias. São Paulo, Bahia e Minas Gerais foram os estados com mais registros.

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    No segundo turno, entre 5 e 9 de outubro, o aplicativo recebeu mais de 1,2 mil relatos, com predominância de publicidade irregular na internet.

    Como informar uma irregularidade

    O registro deve apresentar uma descrição da ocorrência e elementos que permitam sua apuração, como fotos, vídeos ou áudios. O envio de uma denúncia não significa que a infração já esteja comprovada: o material será analisado pelas autoridades responsáveis.