Categoria: Politica

  • Lula e Flávio Bolsonaro estreiam no horário eleitoral do segundo turno com críticas e promessas

    Lula e Flávio Bolsonaro estreiam no horário eleitoral do segundo turno com críticas e promessas

    Primeiros programas na televisão apresentam estratégias distintas: Lula destaca riscos de mudanças no governo, enquanto Flávio Bolsonaro promete prosperidade, manutenção de benefícios sociais e ações na segurança pública

    O horário eleitoral gratuito do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 começou nesta sexta-feira (9), com os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentando suas principais mensagens para conquistar os eleitores nas semanas finais da campanha.

    Nos primeiros programas, os dois candidatos adotaram estratégias diferentes para disputar a preferência do eleitorado. Lula destacou seu histórico de governo e alertou para possíveis consequências de uma vitória do adversário. Flávio, por sua vez, apresentou propostas associadas à mudança, à prosperidade econômica e ao combate à criminalidade.

    A propaganda eleitoral será transmitida no rádio e na televisão até 23 de outubro, dois dias antes da votação do segundo turno, marcada para 25 de outubro. 

    Flávio Bolsonaro aposta em mudança e prosperidade

    O programa de Flávio Bolsonaro apresentou a ideia de que o Brasil precisa iniciar uma nova etapa política e econômica. Entre os principais temas abordados estavam o custo de vida, a segurança pública e a continuidade de programas sociais.

    O candidato afirmou que pretende manter benefícios como o Bolsa Família, o Minha Casa, Minha Vida e a Farmácia Popular. A estratégia busca responder às preocupações de eleitores que temem possíveis alterações nas políticas sociais em caso de mudança de governo.

    Flávio também apresentou propostas voltadas à modernização dos serviços públicos e ao enfrentamento da criminalidade. Entre as iniciativas mencionadas estão a criação de um Ministério da Prosperidade e projetos relacionados à modernização do Sistema Único de Saúde (SUS).

    A campanha procura associar sua candidatura à ideia de renovação administrativa, ao mesmo tempo que busca transmitir segurança sobre a continuidade de programas que já fazem parte da política social brasileira. 

    Lula destaca experiência e alerta para riscos

    No programa de Lula, a estratégia foi enfatizar a experiência administrativa do presidente e questionar as consequências de uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro.

    A propaganda destacou a importância da continuidade de políticas públicas e alertou para possíveis mudanças em áreas como educação e assistência social. O candidato do PT também utilizou críticas ao adversário para mobilizar eleitores que defendem a manutenção das ações do atual governo.

    Outro ponto abordado foi a política de segurança pública e o debate sobre o uso de armas. A campanha de Lula apresentou imagens e argumentos para questionar as propostas associadas ao campo político de Flávio.

    A mensagem central foi a de que a escolha presidencial envolve não apenas a substituição de um governante, mas também decisões sobre a continuidade de programas e a orientação das políticas públicas nos próximos anos.

    Candidatos terão o mesmo tempo de propaganda

    No segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro terão tempos iguais no horário eleitoral gratuito. Cada candidato contará com cinco minutos em cada bloco presidencial, exibido duas vezes por dia.

    Na televisão, os programas serão transmitidos das 13h às 13h10 e das 20h30 às 20h40, de segunda-feira a sábado. No rádio, os horários serão das 7h às 7h10 e das 12h às 12h10.

    Além dos programas em bloco, as campanhas terão inserções distribuídas ao longo da programação das emissoras. A propaganda eleitoral termina em 23 de outubro. 

    Disputa entra em nova fase

    A retomada do horário eleitoral marca uma etapa importante da campanha, na qual os candidatos passam a disputar diretamente o eleitorado que ainda não definiu seu voto e procuram consolidar o apoio de suas bases políticas.

    Com apenas duas candidaturas na disputa presidencial, as mensagens tendem a se concentrar nas diferenças entre os projetos apresentados para o país, na avaliação do governo atual e nas propostas para áreas como economia, segurança e políticas sociais.

    Até a votação de 25 de outubro, os programas de rádio e televisão serão mais um espaço para apresentação de propostas, críticas e respostas entre as campanhas.

    O desafio dos candidatos será transformar suas mensagens em argumentos capazes de dialogar com as preocupações dos eleitores e influenciar a decisão final nas urnas.

  • Ministério da Justiça pede à PF investigação sobre ameaças contra deputada federal eleita Ana Elisa

    Ministério da Justiça pede à PF investigação sobre ameaças contra deputada federal eleita Ana Elisa

    Parlamentar de 21 anos relatou receber ameaças de morte e violência sexual nas redes sociais; pasta também solicitou medidas para identificar os responsáveis e conter os ataques

    O Ministério da Justiça e Segurança Pública solicitou à Polícia Federal (PF), nesta sexta-feira (9), a abertura de uma investigação sobre ameaças de morte e violência sexual dirigidas à deputada federal eleita por Minas Gerais, Ana Elisa Santos Silva (PT). O pedido foi encaminhado após a parlamentar relatar novos ataques nas redes sociais e desativar temporariamente sua conta na plataforma X.

    Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil e por outros veículos de imprensa, o documento foi encaminhado ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, pela Secretaria Nacional de Acesso à Justiça. A solicitação busca apurar as ameaças, identificar os responsáveis e avaliar providências para interromper os ataques.

    Ameaças se intensificaram após atuação política

    Ana Elisa afirmou que passou a receber mensagens ameaçadoras em meio à sua participação na disputa presidencial e ao seu engajamento político nas redes sociais. De acordo com o relato citado no pedido do ministério, as mensagens chegavam com frequência elevada, chegando a uma ameaça a cada dois minutos.

    A parlamentar também denunciou ataques de caráter racista e misógino, além da exposição de informações pessoais, como endereço residencial e número de telefone. A divulgação desses dados aumentou a preocupação com sua segurança.

    Diante da situação, Ana Elisa informou que retirou seu perfil do X do ar. O caso já havia sido levado à Polícia Civil de Minas Gerais, e o novo pedido amplia a atuação institucional para investigar as ameaças.

    Ministério solicita providências junto às plataformas

    Além de pedir a abertura de inquérito, o Ministério da Justiça solicitou que a Polícia Federal adote medidas junto às plataformas X e Meta para conter as publicações ameaçadoras e auxiliar na identificação dos responsáveis.

    A intenção é reunir informações que permitam esclarecer a origem das mensagens e verificar se os ataques foram coordenados. A apuração também deverá considerar a possível motivação política e o caráter discriminatório dos conteúdos denunciados.

    Até o momento da divulgação do pedido, não havia confirmação pública de que a Polícia Federal tivesse concluído a análise ou identificado os autores das ameaças.

    Quem é Ana Elisa

    Ana Elisa Santos Silva tem 21 anos e foi eleita deputada federal por Minas Gerais pelo Partido dos Trabalhadores. Influenciadora digital e estudante de Direito, ganhou projeção nacional durante a campanha eleitoral de 2026, utilizando as redes sociais para abordar temas políticos e sociais.

    A jovem recebeu 524.219 votos, segundo os resultados eleitorais divulgados pela imprensa, e tornou-se uma das representantes mais jovens eleitas para a Câmara dos Deputados.

    Sua atuação digital também a colocou no centro de debates políticos nas semanas seguintes ao primeiro turno das eleições. Foi nesse contexto que, segundo seu relato, as ameaças se intensificaram.

    Investigação deverá identificar os responsáveis

    O pedido do Ministério da Justiça formaliza a solicitação de providências à Polícia Federal, mas não representa uma conclusão sobre a autoria ou as circunstâncias dos ataques. A confirmação de responsabilidades dependerá da coleta e análise de provas pelas autoridades competentes.

    O caso também chama atenção para os riscos enfrentados por mulheres que ocupam ou passam a ocupar espaços políticos, especialmente quando se tornam alvo de ataques virtuais com conteúdo misógino e racista.

    A investigação deverá esclarecer a origem das ameaças e buscar responsabilizar os envolvidos, respeitando os procedimentos legais. Enquanto isso, a segurança da deputada eleita permanece como uma das principais preocupações relacionadas ao episódio.

  • TSE manda retirar vídeo de Janones e Lindbergh sobre supostas propostas de Flávio Bolsonaro

    TSE manda retirar vídeo de Janones e Lindbergh sobre supostas propostas de Flávio Bolsonaro

    André Mendonça considerou que publicação atribuía medidas específicas ao candidato sem respaldo suficiente.

    O ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, determinou a retirada de um vídeo publicado pelos deputados André Janones (Rede-MG) e Lindbergh Farias (PT-RJ) sobre supostas medidas que Flávio Bolsonaro (PL) adotaria caso fosse eleito presidente.

    A decisão foi tomada na quinta-feira (8) e noticiada nesta sexta-feira. O prazo estabelecido foi de três horas após a notificação, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

    Afirmações foram questionadas

    A publicação atribuía ao candidato mudanças específicas nas regras de aposentadoria e na jornada de trabalho.

    Na análise preliminar, Mendonça considerou que as afirmações eram apresentadas como projetos definidos, mas não encontravam respaldo suficiente no programa de governo ou em declarações anteriores do presidenciável.

    Alcance pesou na decisão

    Segundo os dados mencionados pelo ministro, o vídeo havia alcançado aproximadamente 6,8 milhões de visualizações, além de mais de 40 mil comentários.

    Mendonça avaliou que essa circulação poderia produzir efeitos relevantes na percepção dos eleitores.

    A ordem de remoção decorre de uma análise inicial do processo, na qual o magistrado examinou a probabilidade do direito alegado e os efeitos da divulgação. 

  • Governo prevê encaminhar Imposto Seletivo ao Congresso após o segundo turno

    Governo prevê encaminhar Imposto Seletivo ao Congresso após o segundo turno

    Ministro da Fazenda afirma que acordo com setores foi concluído; proposta definirá alíquotas para diferentes produtos.

    O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na quinta-feira (8) que o governo pretende enviar ao Congresso, após o segundo turno das eleições, a medida provisória que estabelecerá as alíquotas do Imposto Seletivo.

    Segundo o ministro, as negociações com os setores econômicos envolvidos avançaram nesta semana. Uma nova reunião está prevista para a próxima.

    Quais setores serão alcançados

    Entre os segmentos contemplados estão veículos, embarcações, aeronaves, derivados do tabaco, bebidas alcoólicas e açucaradas, bens minerais e apostas esportivas.

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    A proposta anunciada prevê preservar a carga atualmente cobrada pelo Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos setores que passarão ao novo tributo em 2027.

    O calendário informado indica que a cobrança poderá começar somente no fim de janeiro ou início de fevereiro de 2027.

    Transição da reforma tributária

    Durigan também defendeu a implantação gradual do pagamento dividido, mecanismo que recolhe o imposto durante a transação financeira.

    Segundo ele, a aplicação começará de forma opcional nas operações entre empresas. Pequenos negócios que vendem diretamente ao consumidor não serão atingidos inicialmente.

    O ministro mencionou linhas de crédito e possíveis ajustes normativos para apoiar a adaptação das empresas. 


  • Segundo turno: propaganda eleitoral retorna à TV e ao rádio com tempo igual para Lula e Flávio

    Segundo turno: propaganda eleitoral retorna à TV e ao rádio com tempo igual para Lula e Flávio

    Programas serão exibidos até 23 de outubro; votação que definirá a Presidência está marcada para o dia 25.

    A propaganda eleitoral gratuita do segundo turno começou nesta sexta-feira (9) nas emissoras de rádio e televisão. A nova etapa apresenta as propostas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) aos eleitores antes da decisão nas urnas, marcada para 25 de outubro.

    Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, os programas serão transmitidos de segunda-feira a sábado, até 23 de outubro. Diferentemente da distribuição do primeiro turno, as duas candidaturas terão o mesmo tempo nos blocos presidenciais: cinco minutos para cada uma.

    Confira os horários

    No rádio, os blocos vão ao ar às 7h e às 12h. Na televisão, serão exibidos às 13h e às 20h30. Cada programa presidencial terá dez minutos.

    Além desses blocos, as candidaturas terão inserções de 30 segundos distribuídas durante a programação das emissoras.

    Disputas estaduais também terão programas

    Nos estados e no Distrito Federal onde houver segundo turno para governador, a propaganda das candidaturas estaduais será transmitida após os programas presidenciais.

    O calendário reserva as próximas duas semanas para a apresentação das propostas antes da votação definitiva.

  • Agro cobra próximo presidente por soluções para crédito, seguro rural e fertilizantes

    Agro cobra próximo presidente por soluções para crédito, seguro rural e fertilizantes

    Setor aponta gargalos que vão do financiamento à infraestrutura e espera propostas mais claras de Lula e Flávio Bolsonaro para reduzir custos, aumentar a segurança jurídica e melhorar a competitividade do campo

    O agronegócio brasileiro chega à reta final da eleição presidencial de 2026 com uma lista extensa de demandas para o próximo governo. Entre os principais pontos levantados por representantes do setor estão crédito rural mais acessível, ampliação do seguro agrícola, redução da dependência de fertilizantes importados, melhoria da infraestrutura e maior segurança jurídica.

    As cobranças ganham força no segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), marcado para 25 de outubro. Entidades e especialistas do setor afirmam que os planos apresentados até aqui ainda deixam lacunas em temas considerados estratégicos para a produção agropecuária brasileira.

    Crédito rural é uma das principais preocupações

    O financiamento aparece entre os maiores gargalos.

    Produtores reclamam principalmente dos juros elevados, da burocracia e da dificuldade de acesso a linhas de crédito, especialmente para pequenos e médios agricultores.

    Segundo entidades citadas em levantamentos recentes, existe um déficit estimado em cerca de R$ 500 bilhões no financiamento do agronegócio, considerando as necessidades de expansão e modernização do setor.

    A demanda é por mecanismos que combinem recursos públicos e privados e reduzam a dependência exclusiva do Plano Safra.

    Setor quer seguro rural mais amplo

    O seguro rural é outro tema considerado urgente.

    Eventos climáticos extremos, como secas prolongadas, enchentes, ondas de calor e geadas, vêm ampliando os prejuízos nas lavouras e tornando a atividade cada vez mais exposta.

    Apesar disso, apenas uma pequena parcela da área agrícola brasileira possui cobertura.

    Dados citados por especialistas mostram que, em 2025, aproximadamente 3,3% da área cultivada no país estava protegida por seguro rural.

    Para produtores e entidades, o próximo governo precisará ampliar de forma significativa os recursos destinados à subvenção dos seguros.

    Fertilizantes continuam sendo ponto vulnerável

    Outra preocupação é a forte dependência brasileira de fertilizantes estrangeiros.

    O país está entre os maiores produtores agrícolas do mundo, mas importa grande parte dos insumos utilizados nas lavouras.

    Essa dependência deixa os custos de produção vulneráveis a guerras, variações cambiais, sanções comerciais e problemas logísticos internacionais.

    Os dois candidatos mencionam a necessidade de ampliar a produção nacional, mas apresentam caminhos diferentes.

    Lula tem defendido maior participação da Petrobras, expansão de bioinsumos e retomada da produção doméstica.

    Flávio Bolsonaro, por sua vez, menciona maior exploração das reservas minerais brasileiras.

    Especialistas alertam, no entanto, que limitações técnicas e geológicas impedem uma substituição rápida das importações.

    Infraestrutura continua limitando competitividade

    Estradas, ferrovias, hidrovias e portos continuam entre as demandas históricas do agronegócio.

    Em muitas regiões produtoras, o custo para transportar soja, milho, carne e outros produtos até os portos representa uma parcela significativa do preço final.

    Representantes do setor defendem a continuidade de concessões privadas, investimentos ferroviários e expansão das rotas de escoamento pelo Norte do país.

    A melhoria da logística é vista como uma forma de reduzir o chamado “Custo Brasil” e aumentar a competitividade frente a concorrentes como Estados Unidos e Argentina.

    Segurança jurídica no campo também preocupa

    O setor também cobra regras mais claras para questões fundiárias, ambientais e tributárias.

    Produtores pedem segurança jurídica sobre propriedade da terra, licenciamento ambiental, regularização fundiária e aplicação das regras do Código Florestal.

    A Frente Parlamentar da Agropecuária e diferentes entidades do setor têm defendido que mudanças relevantes nessas áreas sejam feitas com previsibilidade, evitando alterações frequentes que dificultem investimentos de longo prazo.

    Questão ambiental ganha peso nas exportações

    As exigências ambientais deixaram de ser apenas uma questão interna e passaram a afetar diretamente o comércio exterior.

    Grandes compradores internacionais, especialmente a União Europeia, estão implementando regras que exigem rastreabilidade e comprovação de que produtos agrícolas não estão associados ao desmatamento.

    Por isso, o próximo governo também terá de conciliar aumento da produção com combate ao desmatamento ilegal e aprimoramento dos sistemas de rastreabilidade.

    A ex-ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira afirmou recentemente que o fim do desmatamento ilegal deveria estar entre as prioridades do próximo governo, inclusive para preservar a competitividade internacional do Brasil.

    Pequenos produtores cobram assistência e acesso ao mercado

    Nem todas as demandas do agro envolvem grandes propriedades.

    Agricultores familiares também cobram assistência técnica, crédito, seguro e melhores condições de comercialização.

    A regularização fundiária é especialmente importante para pequenos produtores, já que a documentação da propriedade pode ser necessária para conseguir financiamento em instituições financeiras.

    Programas de armazenagem e cooperativismo também aparecem entre as demandas.

    Setor quer planejamento de longo prazo

    Uma reclamação recorrente é a falta de políticas permanentes.

    Representantes do setor argumentam que decisões relacionadas a crédito, seguro, infraestrutura e comércio exterior não podem depender apenas de medidas emergenciais tomadas a cada safra.

    A cobrança é por uma política de Estado para o agronegócio, com planejamento de longo prazo e maior previsibilidade para investimentos.

    Planos dos candidatos ainda são considerados pouco detalhados

    Embora Lula e Flávio Bolsonaro apresentem propostas para o campo, especialistas afirmam que há pontos importantes sem detalhamento suficiente.

    No crédito rural, por exemplo, Lula fala em ampliar os recursos, enquanto Flávio enfatiza maior participação do setor privado e regularização fundiária.

    No seguro rural, ambos defendem expansão, mas ainda há dúvidas sobre quanto dinheiro seria destinado ao programa e de onde viriam os recursos.

    O mesmo ocorre com fertilizantes e infraestrutura, áreas nas quais as propostas ainda dependem de maior detalhamento técnico e orçamentário.

    Agro terá peso relevante no próximo governo

    O agronegócio responde por parcela expressiva das exportações brasileiras e influencia diretamente a balança comercial, o emprego e a atividade econômica de centenas de municípios.

    Por isso, as decisões do próximo presidente sobre juros, crédito, infraestrutura, meio ambiente, comércio exterior e tributação terão impacto direto sobre o setor.

    A cobrança das entidades é que, passada a eleição, as promessas sejam transformadas em políticas concretas.

    Para o agronegócio, o principal desafio não é apenas produzir mais, mas reduzir riscos, custos e incertezas para manter o Brasil competitivo no mercado internacional.

  • Juiz é encontrado morto em carro incendiado no interior de São Paulo; polícia investiga

    Juiz é encontrado morto em carro incendiado no interior de São Paulo; polícia investiga

    Gustavo de Castro Campos, de 45 anos, atuava na Comarca de Mococa. Corpo foi localizado na zona rural de São João da Boa Vista na noite de quarta-feira (7).

    O juiz Gustavo de Castro Campos, de 45 anos, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), foi encontrado morto dentro de seu carro incendiado na noite de quarta-feira, 7 de outubro, na zona rural de São João da Boa Vista, no interior paulista.

    Equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros foram acionadas para atender à ocorrência na região da Fazenda Aliança. O corpo do magistrado foi localizado no banco do motorista, parcialmente carbonizado. O caso foi registrado como morte suspeita e está sob investigação. 

    Testemunha tentou conter as chamas

    Segundo informações do boletim de ocorrência divulgadas pela CNN Brasil, um homem que passava pela estrada em uma retroescavadeira utilizou o equipamento para jogar terra sobre o veículo e tentar apagar o fogo.

    A testemunha relatou que não percebeu a presença de uma pessoa dentro do carro devido à quantidade de fumaça. Durante a vistoria, foi encontrado um galão com forte odor de gasolina próximo aos pedais. 

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    Identificação e exames periciais

    A identificação de Gustavo foi realizada por meio de uma tatuagem no abdômen e dos documentos pessoais encontrados no veículo.

    Ainda conforme o registro policial citado pela CNN, a avaliação preliminar não identificou ferimentos aparentes provocados por arma de fogo ou arma branca. Também não foram encontrados indícios de retirada de objetos: a aliança permanecia com a vítima e a carteira estava no carro.

    O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) para exame necroscópico. A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São João da Boa Vista conduz o inquérito, com exames periciais, análise de imagens e depoimentos de testemunhas. A causa e as circunstâncias da morte ainda não foram esclarecidas; não há confirmação de homicídio nas informações consultadas. 

    Magistrado ingressou no TJ-SP em 2014

    Natural de Mogi das Cruzes, Gustavo era formado em Direito pelo Centro Universitário Braz Cubas. Ingressou na magistratura paulista em 2014, como juiz substituto na circunscrição de Barretos, e também atuou em Tambaú.

    Atualmente, era titular da 2ª Vara da Comarca de Mococa. Em nota, o Tribunal de Justiça de São Paulo lamentou sua morte e reconheceu a dedicação e as contribuições prestadas durante a carreira.

  • PF investiga juiz suspeito de favorecer imobiliárias em troca de benefícios a familiares

    PF investiga juiz suspeito de favorecer imobiliárias em troca de benefícios a familiares

    Operação em Niterói cumpre seis mandados de busca e apreensão; investigação apura corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

    A Polícia Federal realizou nesta quinta-feira, 8 de outubro, uma operação para investigar um juiz estadual suspeito de favorecer empresas do setor imobiliário por meio de decisões judiciais.

    Batizada de Em Nome do Pai, a ação envolveu o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça, no bairro de Icaraí, em Niterói, no Rio de Janeiro. 

    Imóveis e descontos estão sob investigação

    Segundo a apuração relatada pela PF, empresas teriam oferecido vantagens indevidas a familiares do magistrado. Entre os benefícios investigados estão imóveis, descontos comerciais excepcionais e pagamentos indiretos a pessoas físicas e jurídicas ligadas aos envolvidos.

    As suspeitas começaram a ser examinadas a partir de informações encaminhadas pela Corregedoria Geral do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

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    Apuração acompanha movimentações posteriores

    Os supostos atos de corrupção teriam ocorrido quando o magistrado exercia funções na primeira instância. Conforme a investigação, movimentações relacionadas à possível lavagem de dinheiro continuaram posteriormente.

    A operação apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Os fatos permanecem sob investigação.

  • Deputada eleita Ana Elisa denuncia ameaças de morte e ataques racistas durante campanha

    Deputada eleita Ana Elisa denuncia ameaças de morte e ataques racistas durante campanha

    Parlamentar de 21 anos procurou a Polícia Civil e afirmou que teve dados pessoais expostos; partido contratou proteção armada.

    A deputada federal eleita por Minas Gerais Ana Elisa Santos Silva (PT), de 21 anos, denunciou à Polícia Civil ameaças de morte e violência sexual recebidas durante a campanha eleitoral. Segundo ela, as mensagens também continham ataques racistas e machistas.

    Além das ameaças, a parlamentar relatou a divulgação de informações pessoais, incluindo endereço residencial, telefone e documentos. Diante da situação, o partido contratou segurança armada para acompanhá-la. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira, 8 de outubro. 

    Ataques chegaram por e-mail

    Ana Elisa havia publicado nas redes sociais uma mensagem recebida em setembro. Nela, o remetente afirmava pertencer a um grupo supremacista branco e dirigia ameaças à então candidata. A alegação de pertencimento ao grupo foi feita pelo próprio autor da mensagem.

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    Mais de 524 mil votos

    Com 524.219 votos, Ana Elisa terminou a disputa como a segunda candidata mais votada para deputada federal em Minas Gerais, atrás de Nikolas Ferreira (PL).

    Natural de Divinópolis e estudante de Direito, ela ganhou projeção nas redes sociais com conteúdos sobre política, educação, direitos sociais, racismo e feminismo. 


  • Trump descarta ataque ao Irã antes das eleições e diz que negociações são produtivas

    Trump descarta ataque ao Irã antes das eleições e diz que negociações são produtivas

    Presidente dos Estados Unidos afirmou que Washington mantém conversas com Teerã e que não haverá nova ação militar contra o país antes das eleições legislativas de novembro.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (8) que os Estados Unidos não realizarão um novo ataque contra o Irã antes das eleições legislativas norte-americanas de 3 de novembro. Segundo Trump, Washington mantém atualmente “discussões produtivas” com o governo iraniano.

    A declaração representa uma sinalização de que, pelo menos até a votação de novembro, a Casa Branca pretende priorizar as negociações em meio à guerra entre Estados Unidos e Irã, que já se prolonga há meses.

    Trump afirmou ainda que o bloqueio aos portos iranianos continua em vigor, enquanto o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz permanece parcialmente ativo.

    Negociações tentam interromper conflito

    Estados Unidos e Irã vêm trocando propostas com o objetivo de encontrar uma saída para o conflito e permitir a retomada mais regular do transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de energia do planeta.

    Trump, porém, rejeitou a proposta mais recente apresentada por Teerã, indicando que ainda existem diferenças importantes entre os dois lados.

    O vice-presidente americano, JD Vance, afirmou nesta semana que qualquer acordo dependeria de uma redução significativa da capacidade iraniana de enriquecimento de urânio. O governo dos Estados Unidos também busca garantias relacionadas ao programa nuclear iraniano.

    Estreito de Ormuz continua sob tensão

    Apesar da declaração de Trump, a situação militar e comercial na região permanece instável.

    O Estreito de Ormuz, por onde passava cerca de 20% do petróleo e dos combustíveis comercializados mundialmente antes da guerra, registra aumento nos riscos para navios-tanque. Ataques contra embarcações atingiram o maior nível desde o início do conflito, segundo informações analisadas pela Reuters.

    O aumento das ameaças também provocou impactos nos mercados de energia. Nesta quinta-feira, o petróleo Brent chegou a subir mais de 4,5%, alcançando cerca de US$ 104,75 por barril, enquanto o WTI avançou para aproximadamente US$ 92,28.

    Guerra também afeta economia americana

    O conflito se tornou um tema importante nos Estados Unidos às vésperas das eleições legislativas de novembro.

    A guerra tem elevado os custos de energia e pressionado os preços dos combustíveis, enquanto o governo americano tenta conter os efeitos econômicos da crise. Segundo a Reuters, o conflito custa aproximadamente US$ 3 bilhões por mês aos Estados Unidos.

    A proximidade das eleições aumenta a importância política do tema, já que os americanos votarão em 3 de novembro para definir a composição do Congresso.

    Trump mantém pressão sobre Teerã

    Embora tenha descartado uma nova ação militar antes das eleições, Trump mantém medidas de pressão econômica contra o Irã.

    O bloqueio aos portos iranianos continua em vigor, enquanto Washington tenta utilizar a pressão sobre o setor energético para estimular Teerã a aceitar um acordo. Ao mesmo tempo, a Casa Branca acompanha o impacto da crise sobre o preço mundial do petróleo.

    O cenário permanece aberto: as negociações avançaram o suficiente para serem classificadas por Trump como produtivas, mas ainda não resultaram em um acordo definitivo. Enquanto isso, a tensão no Estreito de Ormuz continua afetando o comércio internacional e os preços da energia.