Categoria: Politica

  • Lula envia carta a evangélicos e reforça defesa da família, fim da escala 6×1 e combate às bets

    Lula envia carta a evangélicos e reforça defesa da família, fim da escala 6×1 e combate às bets

    Documento foi divulgado em meio à campanha do segundo turno e faz parte da estratégia de aproximação do presidente com o eleitorado evangélico

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou uma carta direcionada às famílias evangélicas nesta quarta-feira, 14 de outubro de 2026, em meio à disputa do segundo turno da eleição presidencial.

    No texto, Lula procura reforçar pontos de convergência com o segmento religioso e cita temas como proteção às famílias, combate às apostas online, redução da jornada de trabalho e enfrentamento à violência contra mulheres e ao crime organizado.

    Carta foi feita a pedido de frente evangélica

    Segundo informações divulgadas pela imprensa, o documento foi elaborado a pedido da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, grupo formado por pastores, pastoras e lideranças religiosas de perfil progressista.

    A carta integra uma série de ações da campanha de Lula voltadas à aproximação com grupos religiosos durante o segundo turno.

    Lula pede “discernimento” aos eleitores

    No texto, o presidente afirma respeitar a fé evangélica mesmo não pertencendo ao segmento e pede que os eleitores busquem discernimento antes de votar.

    Ele também associa sua trajetória política à própria fé e afirma acreditar que teve proteção divina em momentos difíceis de sua vida.

    A carta termina com um apelo para que os evangélicos compareçam às urnas de forma consciente e mantendo suas convicções religiosas.

    Fim da escala 6×1 aparece como um dos destaques

    Um dos pontos centrais do documento é a defesa da redução da jornada de trabalho.

    Lula cita seu apoio ao fim da escala 6×1 e afirma que dois dias de descanso semanal permitiriam aos trabalhadores passar mais tempo com a família, descansar e também participar de atividades religiosas.

    A proposta está atualmente em discussão no Congresso e ganhou espaço importante na campanha presidencial.

    Presidente também menciona combate às bets

    Outro tema destacado é a regulamentação e restrição das apostas esportivas online, conhecidas como bets.

    Lula afirma que o crescimento desse mercado trouxe impactos negativos para muitas famílias e apresenta as medidas adotadas por seu governo como parte de uma política de proteção social.

    O governo vem defendendo regras mais rígidas para o setor, principalmente em relação à publicidade, prevenção ao endividamento e proteção de públicos vulneráveis.

    Defesa da família ocupa espaço central

    A carta procura dialogar diretamente com uma das pautas mais valorizadas por grande parte do eleitorado evangélico: a família.

    Lula afirma que governo e igrejas podem ter em comum o objetivo de proteger os lares brasileiros e fortalecer os vínculos familiares.

    Também menciona políticas públicas nas áreas de saúde, renda, moradia e segurança como instrumentos voltados à proteção das famílias.

    Documento fala sobre violência contra mulheres

    O presidente também afirma que pretende ampliar políticas de proteção às mulheres e combater a violência doméstica.

    A carta associa essa agenda à defesa das famílias e à responsabilidade do Estado de proteger pessoas em situações de vulnerabilidade.

    Outro compromisso mencionado é o enfrentamento ao crime organizado.

    Lula reforça respeito à liberdade religiosa

    A aproximação com os evangélicos acontece poucos dias depois de Lula defender publicamente o respeito a todas as religiões durante as comemorações de Nossa Senhora Aparecida.

    Na ocasião, o presidente afirmou que cada brasileiro deve ter liberdade para seguir a religião que desejar e que diferentes crenças precisam ser respeitadas.

    O tema religioso ganhou destaque adicional na campanha do segundo turno após episódios de desinformação e disputas envolvendo declarações de candidatos sobre fé e símbolos religiosos.

    Eleitorado evangélico é disputado pelas campanhas

    O segmento evangélico ocupa posição estratégica nas eleições brasileiras e vem sendo disputado pelas principais campanhas.

    Historicamente, Lula enfrenta maior resistência nesse grupo quando comparado a outros segmentos do eleitorado, e sua campanha vem buscando ampliar canais de diálogo com lideranças religiosas.

    Ao longo de 2026, grupos evangélicos ligados ao campo progressista já haviam divulgado manifestações favoráveis à reeleição do presidente.

    Carta integra estratégia de segundo turno

    A divulgação ocorre enquanto Lula e Flávio Bolsonaro (PL) disputam o segundo turno da eleição presidencial.

    Desde o resultado do primeiro turno, as campanhas intensificaram ações voltadas a grupos específicos do eleitorado, incluindo religiosos, jovens, trabalhadores, empresários e eleitores que não compareceram às urnas.

    No caso de Lula, a carta aos evangélicos busca reforçar uma mensagem de diálogo e destacar políticas que sua campanha considera compatíveis com valores familiares e religiosos.

    Documento não representa posição de todas as igrejas

    Apesar de ser direcionada às famílias evangélicas, a carta foi solicitada por uma frente específica de lideranças religiosas.

    O eleitorado evangélico é diverso e reúne igrejas, denominações e grupos com posições políticas distintas. A própria discussão dentro do segmento mostra que não existe uma posição eleitoral única entre todos os evangélicos brasileiros.

    Por isso, o documento deve ser entendido como parte da estratégia eleitoral de Lula para dialogar com esse público, e não como uma manifestação institucional de todas as denominações religiosas.

    Religião ganha peso na reta final da campanha

    Com o segundo turno se aproximando, temas ligados à fé, família e valores religiosos devem continuar presentes no debate eleitoral.

    A carta de Lula evidencia esse movimento ao combinar referências religiosas com propostas de governo e políticas sociais.

    Ao citar o fim da escala 6×1, o combate às bets, a proteção às mulheres e o fortalecimento das famílias, o presidente tenta construir uma mensagem específica para o eleitorado evangélico sem esconder que a iniciativa ocorre em plena campanha eleitoral.

  • Senado vota fim da escala 6×1 nesta quarta; proposta prevê jornada de 40 horas e dois dias de folga

    Senado vota fim da escala 6×1 nesta quarta; proposta prevê jornada de 40 horas e dois dias de folga

    PEC 221/2019 está na pauta do Plenário nesta quarta-feira, 14 de outubro, e pode ter os dois turnos de votação concluídos no mesmo dia caso seja aprovado um calendário especial

    O Senado Federal colocou em votação nesta quarta-feira, 14 de outubro de 2026, a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 e a redução gradual da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial.

    A PEC 221/2019 chegou à quinta e última sessão de discussão em primeiro turno e, segundo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, está apta para ser votada.

    O que a proposta prevê

    O texto estabelece a substituição da escala 6×1 pela 5×2, com:

    • cinco dias de trabalho por semana;

    • dois dias de descanso remunerado;

    • jornada máxima de 40 horas semanais;

    • manutenção dos salários;

    • um dos dias de descanso preferencialmente aos domingos.

    A redução da jornada seria feita de forma gradual. Primeiro, o limite passaria para 42 horas semanais após dois meses da promulgação. Depois, cairia para 40 horas após um ano.

    PEC precisa de 49 votos

    Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição, o texto precisa do apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores em cada um dos dois turnos.

    Se não alcançar esse número, a PEC é rejeitada.

    Caso seja aprovada em primeiro turno, normalmente existe um intervalo regimental antes da segunda votação. Neste caso, porém, a liderança do governo apresentou um pedido para acelerar o procedimento.

    Calendário especial pode permitir dois turnos no mesmo dia

    A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmou ter reunido 56 assinaturas para o requerimento de calendário especial.

    Se o pedido for aprovado pelo Plenário, o Senado poderá dispensar o intervalo entre as votações e analisar a PEC em primeiro e segundo turnos ainda nesta quarta-feira.

    Davi Alcolumbre também confirmou que o número necessário de assinaturas havia sido alcançado e que caberia ao Plenário decidir sobre a aceleração do rito.

    Proposta já passou pela Câmara

    A PEC já foi aprovada anteriormente pela Câmara dos Deputados e chegou ao Senado para a etapa final de análise.

    Na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o texto recebeu parecer favorável do relator, Omar Aziz (PSD-AM).

    Até terça-feira, 13 de outubro, haviam sido apresentadas 36 emendas, mas todas foram rejeitadas pelo relator.

    Mudança alcançaria milhões de trabalhadores

    Dados citados nas discussões sobre a proposta indicam que aproximadamente 14,8 milhões de trabalhadores formais estavam submetidos à escala 6×1 em 2025.

    A mudança teria impacto principalmente sobre setores que funcionam durante toda a semana, como comércio, alimentação, hotelaria, transporte, serviços e diversas atividades operacionais.

    Isso não significa, porém, que empresas deixariam necessariamente de funcionar aos finais de semana.

    As escalas poderiam continuar incluindo sábados e domingos, desde que fosse garantido o número mínimo de dias de descanso e respeitada a nova jornada máxima.

    Escala 12×36 não necessariamente acaba

    O texto não significa o desaparecimento automático de todas as jornadas especiais.

    Regimes específicos, como a escala 12×36, poderão continuar existindo quando previstos em lei ou em instrumentos coletivos aplicáveis à categoria.

    Empresas e sindicatos também deverão revisar acordos e convenções coletivas incompatíveis com as novas regras.

    Salário não poderá ser reduzido

    Um dos principais pontos da proposta é a proibição de reduzir salários apenas porque a jornada semanal ficará menor.

    Assim, um trabalhador que passar de 44 para 40 horas semanais deverá manter sua remuneração, de acordo com o texto em análise.

    Essa questão está entre as mais debatidas por representantes dos trabalhadores e do setor empresarial.

    Empresários apontam impacto nos custos

    Entidades empresariais levantaram preocupações sobre o possível aumento dos custos de operação.

    Setores como bares, restaurantes, hotelaria e comércio argumentam que a redução do número máximo de dias trabalhados poderá exigir novas contratações ou reorganização mais ampla das escalas.

    A Abrasel, por exemplo, afirma que a mudança poderá pressionar custos no setor de bares e restaurantes.

    Outras entidades patronais também mencionam possíveis impactos sobre inflação, empregos e produtividade.

    Essas projeções, no entanto, são avaliações das entidades e ainda dependem de como a mudança seria implementada na prática.

    Defensores citam qualidade de vida

    Já os defensores da PEC argumentam que a mudança dará aos trabalhadores mais tempo para descanso, família, estudos e lazer.

    O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, declarou nesta quarta-feira que empresas que já abandonaram a escala 6×1 relatam benefícios relacionados a contratação e redução de faltas.

    No Senado, parlamentares favoráveis também defendem que a redução da jornada representa uma atualização das relações de trabalho.

    Votação acontece em meio ao segundo turno presidencial

    A votação ocorre durante a campanha para o segundo turno da eleição presidencial de 2026.

    O tema passou a ocupar espaço importante no debate entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.

    Nos últimos dias, diferentes grupos políticos passaram a manifestar apoio à mudança, embora existam divergências sobre a forma de implementação e seus efeitos econômicos.

    Aprovação no Senado ainda não significa mudança imediata

    Mesmo que a PEC seja aprovada nos dois turnos nesta quarta-feira, as novas regras não passam a valer imediatamente.

    O texto prevê período de transição, começando com redução da jornada para 42 horas e posteriormente para 40 horas.

    Além disso, empresas, sindicatos e trabalhadores precisarão adaptar contratos, escalas e convenções às novas regras.

    Resultado da votação ainda estava em aberto

    Até a atualização mais recente da pauta oficial do Senado nesta quarta-feira, a PEC ainda aparecia em fase de discussão e votação em primeiro turno, sem resultado final publicado.

    Por isso, a formulação correta neste momento é que o Senado está votando o fim da escala 6×1, e não que a medida já foi definitivamente aprovada.

    Caso obtenha ao menos 49 votos favoráveis nos dois turnos e conclua sua tramitação, a mudança representará uma das alterações mais relevantes nas regras de jornada de trabalho no Brasil nas últimas décadas.

  • Abstenção nas eleições: qual é o peso de quem não vota?

    Abstenção nas eleições: qual é o peso de quem não vota?

    A ausência de eleitores nas urnas pode influenciar o resultado das eleições e quais fatores ajudam a explicar a abstenção eleitoral no Brasil.

    A abstenção eleitoral é um dos fatores que chamam a atenção durante as eleições brasileiras. Ela representa a parcela de eleitores aptos a votar que não comparecem às urnas e pode ter impacto direto na participação popular e na interpretação dos resultados eleitorais.

    O tema é abordado pelo podcast O Assunto, no episódio publicado em 14 de outubro de 2026, que discute o poder político de quem não participou da votação.



    O que leva os eleitores a não votar?

    A ausência nas urnas pode estar relacionada a diferentes fatores, como dificuldades de deslocamento, compromissos profissionais, problemas de saúde, desinteresse político e insatisfação com os candidatos ou com as instituições.

    Também é importante diferenciar quem deixa de votar por impossibilidade prática daqueles que optam por não participar como forma de demonstrar descontentamento com o cenário político.

    Compreender essas diferenças ajuda a evitar interpretações simplificadas sobre o comportamento do eleitorado.

    Como a abstenção influencia o resultado?

    Quando uma parcela significativa dos eleitores não comparece, os votos válidos passam a representar uma parte menor do total de pessoas aptas a votar. Isso pode alterar a dimensão da base eleitoral que efetivamente escolhe os candidatos.

    No entanto, a ausência não significa necessariamente apoio ou rejeição a qualquer candidato. Sem informações adicionais, não é possível determinar em quem os eleitores ausentes votariam caso tivessem comparecido.

    Por isso, a abstenção deve ser analisada em conjunto com os votos válidos, os votos brancos e nulos e as características sociais e regionais do eleitorado.


    Participação política vai além das urnas

    O debate sobre a abstenção também levanta questões sobre a confiança nas instituições, a representatividade política e a capacidade dos candidatos de mobilizar diferentes setores da sociedade.

    A participação eleitoral é um dos mecanismos centrais da democracia, mas entender por que parte da população não comparece às urnas é igualmente importante para avaliar os desafios do sistema político brasileiro.

    Ao discutir o tema, o episódio de O Assunto propõe uma reflexão sobre como a ausência dos eleitores também faz parte do cenário eleitoral e por que esse comportamento merece atenção na análise dos resultados.

  • Segundo turno terá combinações diferentes de votos; veja o que muda

    Segundo turno terá combinações diferentes de votos; veja o que muda

    Além da Presidência, algumas localidades terão escolha de governador, eleições suplementares para prefeito ou consultas populares.

    A votação de 25 de outubro terá menos cargos do que o primeiro turno, mas a sequência apresentada na urna dependerá do local onde cada eleitor está registrado.

    Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, existem cinco cenários possíveis, considerando as disputas estaduais, eleições suplementares municipais e plebiscitos.

    Presidente e governador

    Nos locais sem outras disputas ou consultas, o eleitor votará somente para presidente da República.

    Também haverá votação para governador no Acre, Amazonas, Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Tocantins e Rio de Janeiro. Nessas localidades, a escolha de governador aparecerá antes da presidencial.

    Municípios terão eleições suplementares

    Arroio do Sal, Santana do Itararé, Porto da Folha, Macedônia, Martinópolis e Narandiba estão entre os municípios com votação suplementar para prefeito na mesma data.

    A orientação é conferir previamente as informações da Justiça Eleitoral sobre a localidade. Conhecer os cargos e consultas que aparecerão na urna ajuda o eleitor a preparar sua votação e acompanhar corretamente cada etapa de confirmação. 

  • Candidatos do segundo turno entram em período de restrição à prisão

    Candidatos do segundo turno entram em período de restrição à prisão

    Proteção começou em 10 de outubro e possui exceção para flagrante delito; eleitores seguem calendário diferente.

    As candidatas e os candidatos que disputam o segundo turno das eleições de 2026 estão, desde 10 de outubro, no período em que o Código Eleitoral restringe prisões e detenções.

    A regra abrange os 15 dias anteriores à votação e permanece até 48 horas depois do encerramento do pleito, marcado para 25 de outubro.

    Flagrante permanece como exceção

    A restrição não impede prisão em flagrante delito. Nessa situação, a pessoa detida deve ser apresentada imediatamente ao juiz competente, responsável por avaliar a legalidade da medida.

    Quando a regra alcança os eleitores

    Para o eleitorado, o período começa cinco dias antes da votação e termina 48 horas após o pleito.

    As exceções incluem flagrante delito, sentença condenatória por crime inafiançável e descumprimento de salvo-conduto emitido pela Justiça Eleitoral.

    Mesários e fiscais partidários também possuem garantias previstas no Código Eleitoral durante o exercício de suas funções. Se uma detenção for considerada ilegal pelo juiz, deverá ser determinada a soltura. 

  • Seis municípios terão votação sobre mudanças territoriais no segundo turno

    Seis municípios terão votação sobre mudanças territoriais no segundo turno

    Eleitores de Mato Grosso e Paraná decidirão propostas de transferência e incorporação de áreas municipais.

    O segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro, também terá consultas populares sobre alterações territoriais em seis municípios de Mato Grosso e Paraná.

    Em Mato Grosso, uma proposta trata da transferência do distrito de Nova Poxoréu, atualmente pertencente a Poxoréu, para Primavera do Leste. Outra consulta envolve a incorporação a Cotriguaçu de áreas do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu que atualmente pertencem a Colniza.

    No Paraná, os eleitores de Chopinzinho e São João serão consultados sobre a transferência da Comunidade do Alto Mirim de um município para o outro.

    Como será a escolha

    A votação ocorrerá na urna eletrônica, com as respostas “Sim” e “Não”, identificadas pelos números 1 e 2.

    Nas seções com votação para cargos eletivos, o eleitor registrará primeiro os votos dessas disputas e depois responderá à consulta.

    Resultado depende dos votos válidos

    A aprovação ou rejeição será definida por maioria simples dos votos válidos. Votos brancos e nulos não entram nesse cálculo. Os resultados serão proclamados pelos tribunais regionais eleitorais e encaminhados ao TSE para homologação. 

  • Pressão para escolher candidato pode configurar assédio eleitoral, alerta TSE

    Pressão para escolher candidato pode configurar assédio eleitoral, alerta TSE

    Ameaças, constrangimentos e promessas de vantagens estão entre as práticas que podem interferir na liberdade política.

    Com a campanha do segundo turno em andamento, o Tribunal Superior Eleitoral reforçou orientações sobre assédio eleitoral, prática que pode ocorrer quando alguém utiliza uma posição de poder para pressionar a escolha política de outra pessoa.

    O assunto foi apresentado pela ouvidora do TSE, Lucyana Said Pereira, em um minicurso promovido pelo Conselho Nacional de Justiça, em Brasília.

    Segundo as orientações divulgadas, o problema pode aparecer em relações de subordinação ou dependência econômica. Entre as condutas estão ameaças, constrangimentos e utilização da estrutura do trabalho para influenciar escolhas eleitorais.

    Pressão também pode ocorrer pela internet

    Mensagens eletrônicas, redes sociais e canais corporativos podem ser utilizados para exercer esse tipo de influência. O elemento central é a interferência na liberdade de decisão por meio de pressão ou constrangimento.

    Onde buscar orientação

    A Ouvidoria do TSE recebe manifestações e orienta sobre o encaminhamento às instituições competentes. O atendimento pode ser solicitado pelo formulário disponível no portal do tribunal ou pelos telefones 0800 648 0005 e (61) 3030-8700.

    A instituição informa que a identidade recebe proteção nos casos de denúncias identificadas.

  • Denúncias de propaganda irregular disparam e ultrapassam 67 mil nas eleições

    Denúncias de propaganda irregular disparam e ultrapassam 67 mil nas eleições

    Pardal registra crescimento de 73,3% em relação ao primeiro turno de 2022; internet lidera os relatos na nova etapa da disputa.

    A Justiça Eleitoral recebeu mais de 67,1 mil denúncias de propaganda irregular pelo aplicativo Pardal no primeiro turno das eleições de 2026. O volume representa crescimento de 73,3% em comparação com o mesmo período de 2022, quando foram registrados aproximadamente 38,7 mil relatos.

    A maior parcela das ocorrências esteve relacionada ao uso de vias públicas para exposição de publicidade eleitoral, com cerca de 28,3 mil registros. Também apareceram denúncias envolvendo bens particulares, bens públicos e propaganda na internet.

    Disputas para deputado concentram registros

    As candidaturas a deputado estadual e federal reuniram os maiores números de denúncias. São Paulo, Bahia e Minas Gerais foram os estados com mais registros.

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    No segundo turno, entre 5 e 9 de outubro, o aplicativo recebeu mais de 1,2 mil relatos, com predominância de publicidade irregular na internet.

    Como informar uma irregularidade

    O registro deve apresentar uma descrição da ocorrência e elementos que permitam sua apuração, como fotos, vídeos ou áudios. O envio de uma denúncia não significa que a infração já esteja comprovada: o material será analisado pelas autoridades responsáveis. 

  • Nunes Marques determina análise urgente sobre canal “Exército do Lula” em meio a impasse no TSE

    Nunes Marques determina análise urgente sobre canal “Exército do Lula” em meio a impasse no TSE

    O Presidente do Tribunal Superior Eleitoral acionou a área técnica para investigar possível circulação coordenada de desinformação; decisão ocorre após divergência entre ministros sobre a suspensão do canal no WhatsApp.

    O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta segunda-feira (12) que a área técnica da Corte faça, com máxima urgência, um levantamento sobre possíveis conteúdos desinformativos divulgados pelo canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. A medida busca identificar o alcance das publicações e verificar se materiais circulares iguais ou semelhantes em outras plataformas digitais.

    O canal, administrado pelo deputado federal André Janones, tornou-se centro de uma disputa jurídica durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. A decisão de Nunes Marques ocorre após uma sequência de determinações divergentes dentro do próprio tribunal sobre a possibilidade de suspender o funcionamento da página.

    TSE quer identificar alcance das publicações

    O levantamento foi realizado à Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE. A unidade deverá reunir informações técnicas que o ajudarão a avaliar eventuais riscos de integridade do processo eleitoral.

    Entre os pontos solicitados estão a identificação de conteúdos idênticos ou a contribuição semelhante aos estudos no processo, a circulação desse material em outras plataformas e a existência possível de atuação coordenada para disseminá-lo.

    Uma análise também deverá esclarecer se a área técnica já havia exceções adotadas relacionadas ao canal. Os dados poderão subsidiar as próximas decisões da Justiça Eleitoral, mas o levantamento, por si só, não representa uma conclusão definitiva sobre todas as publicações.

    Decisões divergentes provocaram impasse

    A polêmica ganhou força no domingo (11), depois que Nunes Marques determinou a suspensão do canal, atendendo a um pedido apresentado pela campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL).

    A campanha alegou que o espaço foi utilizado para divulgar informações falsas sobre o candidato, incluindo afirmações relacionadas ao Bolsa Família, às retiradas e à posição de Flávio sobre Nossa Senhora Aparecida.

    Posteriormente, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, suspendeu os efeitos da ordem e restabeleceu provisoriamente o funcionamento do canal. Cueva entendeu que era necessário aprofundar a análise das provas antes de manter uma restrição tão abrangente.

    O corregedor também encaminhou uma polêmica para análise do plenário do TSE, que deverá examinar o caso.

    André Janones critica suspensão

    André Janones contestou a decisão que determinou a retirada do canal do ar. O deputado afirma que o espaço é utilizado para mobilizar apoiadores e divulgar conteúdos desenvolvidos à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    A discussão envolve o combate à desinformação durante o período eleitoral e os limites das medidas judiciais que restringem publicações políticas. Enquanto a campanha de Flávio Bolsonaro defende exceções contra conteúdos que consideram falsos, aliados de Lula criticam a suspensão do canal.

    A análise técnica determinada nesta segunda-feira deverá contribuir para esclarecer a circulação das mensagens e fornecer elementos adicionais para a avaliação do tribunal.

    Reunião com representantes das campanhas

    Nunes Marques também chamou representantes das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro para uma reunião marcada para terça-feira (13). O encontro deverá tratar de condutas durante o segundo turno e de preocupações relacionadas à circulação de conteúdos digitais.

    A disputa judicial ocorre em uma fase garantida da campanha presidencial, marcada por acusações entre os grupos políticos e pela atuação da Justiça Eleitoral na fiscalização da propaganda e das informações divulgadas nas redes.

    O próximo passo será a análise dos dados técnicos e a discussão do caso no TSE. Até que haja uma decisão definitiva, o episódio permanece no centro do debate sobre desinformação, liberdade de expressão e regras eleitorais no Brasil.

  • Dia de Nossa Senhora Aparecida: Lula e Flávio Bolsonaro participam de missas em Brasília, enquanto Alckmin segue para o santuário

    Dia de Nossa Senhora Aparecida: Lula e Flávio Bolsonaro participam de missas em Brasília, enquanto Alckmin segue para o santuário

    Presidente e senador têm agendas religiosas na capital federal nesta segunda-feira (12); vice-presidente viaja ao interior paulista para as celebrações da padroeira do Brasil, em meio à disputa eleitoral pelo voto católico.

    O feriado de Nossa Senhora Aparecida, celebrado nesta segunda-feira (12), também movimenta a agenda política brasileira. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência no segundo turno, participam de cerimônias religiosas em Brasília. Já o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) publicou um vídeo a caminho do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, no interior de São Paulo.

    As agendas ocorrem durante a campanha para o segundo turno das eleições presidenciais, marcadas para 25 de outubro. A participação dos candidatos e de seus representantes nas celebrações acontece em um momento em que o eleitorado católico ganhou destaque no debate político.

    Lula participa de missa no Palácio da Alvorada

    Lula tem participação prevista em uma missa na capela do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, em Brasília. A celebração homenageia Nossa Senhora Aparecida, considerada a padroeira do Brasil.

    A agenda ocorre no feriado nacional dedicado à santa, data marcada tradicionalmente por missas, procissões e manifestações de fé em diferentes regiões do país.

    Flávio Bolsonaro vai à Catedral de Brasília

    Flávio Bolsonaro também participou de uma celebração religiosa na capital federal. A programação prevê sua presença na Catedral Metropolitana de Brasília, às 11h, acompanhada de integrantes de sua agenda política.

    A participação ocorreu após uma polêmica envolvendo publicações falsas que associaram o senador a uma proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. O projeto de referência nas publicações foi apresentado em 2007 por outro parlamentar e arquivado no ano seguinte. Flávio negou ter participado da iniciativa ou pretende retomá-la.

    O episódio gerou repercussão política e judicial e levou o tema religioso ao centro de discussão durante a campanha eleitoral.

    Alckmin publica vídeo a caminho de Aparecida

    Geraldo Alckmin, candidato a vice-presidente na chapa de Lula, publicou um vídeo durante a deslocação para o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida, no interior de São Paulo.

    A presença de Alckmin nas celebrações faz parte da programação religiosa da chapa. O santuário é um dos principais destinos de peregrinação católica do país e recebe milhares de fiéis durante o feriado de 12 de outubro.

    Representantes das duas candidaturas participam das atividades religiosas no local, enquanto os presidenciáveis ​​cumprem agendas em Brasília.

    Fé e política voltam a se encontrar na campanha

    A coincidência das agendas ocorre em meio à disputa pelo voto católico. As campanhas buscam diálogo com diferentes segmentos religiosos, mas o uso de símbolos e celebrações religiosas no ambiente eleitoral também gera debates sobre os limites entre manifestação de fé e estratégia política.

    A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tem defendido que as celebrações religiosas preservem seu caráter espiritual e não sejam transformadas em palanques eleitorais.

    Neste Dia de Nossa Senhora Aparecida, Lula, Flávio Bolsonaro e seus representantes participam de atividades religiosas em diferentes locais. As agendas reuniram a celebração da padroeira com o contexto da campanha presidencial, cuja votação decisiva está marcada para o fim de outubro.