Durante evento em Aracruz, no Espírito Santo, nesta quinta-feira (21), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez críticas indiretas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), sem citá-lo nominalmente, ao comentar a polêmica envolvendo pedidos de financiamento privado para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ao falar sobre cultura e rebater críticas da oposição à Lei Rouanet, Lula afirmou que seu governo nunca buscou o que chamou de “Lei Daniel Vorcaro” para financiar artistas brasileiros.
“Como a verdade não falha, nós nunca fomos atrás da ‘Lei Daniel Vorcaro’ para financiar nenhum artista brasileiro”, declarou o presidente.
A fala faz referência às revelações de que Flávio Bolsonaro teria pedido apoio financeiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para bancar o filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. O caso ganhou repercussão após a divulgação de conversas que indicariam proximidade entre o senador e o empresário, além de cobranças relacionadas aos pagamentos.
Vorcaro é investigado por supostas fraudes bilionárias. Flávio Bolsonaro, inicialmente, negou irregularidades, mas depois admitiu ter mantido contatos e negociações para o financiamento do projeto, afirmando que não houve ilegalidade.
Durante o discurso, Lula também ironizou o episódio.
“Quem imaginava que aquele menino, que parecia ser a pessoa mais santa da família Bolsonaro, estaria pegando milhões de dólares para fazer o filme do pai?”, questionou.
No mesmo evento, o presidente também comentou sua relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo Lula, a visita recente a Washington teve como objetivo resolver divergências por meio do diálogo.
O petista afirmou ainda ter cobrado cooperação internacional no combate ao crime organizado e citou o empresário Ricardo Magro, apontado em investigações sobre fraudes no setor de combustíveis.
Lula também falou sobre celulares roubados, dizendo que o governo tem conhecimento de mais de 2 milhões de aparelhos nessa situação e estuda formas de recuperá-los e punir os responsáveis.
Ao encerrar sua fala, o presidente defendeu que o Brasil mantenha uma postura firme no cenário internacional.
“A gente não tem que ter medo de quem fala grosso, mas de quem fala sério”, afirmou.





