Categoria: Mundo

  • Rússia e Ucrânia intensificam ataques enquanto negociações de paz voltam ao debate internacional

    Rússia e Ucrânia intensificam ataques enquanto negociações de paz voltam ao debate internacional

    Novos bombardeios atingem a capital ucraniana e aumentam a preocupação com a continuidade da guerra.

    KIEV – A guerra entre Rússia e Ucrânia voltou a registrar uma escalada de ataques militares, mesmo diante de iniciativas diplomáticas para retomar negociações de paz.

    Segundo informações divulgadas pela Reuters em 22 de outubro, forças russas lançaram 21 mísseis balísticos contra Kiev, em uma ofensiva que deixou pelo menos duas pessoas mortas e 34 feridas.

    Ao mesmo tempo, a Ucrânia realizou uma operação com centenas de drones direcionados ao território russo, incluindo a região de Moscou.

    A intensificação dos ataques ocorre em meio a discussões sobre a possibilidade de novas negociações mediadas pelos Estados Unidos.

    O governo russo sinalizou disposição para retomar conversas diplomáticas, enquanto o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, manifestou expectativa de negociações no início de novembro.

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    Entretanto, persistem divergências profundas sobre questões territoriais, garantias de segurança e condições para um eventual acordo.

    A continuidade das operações militares demonstra que a retomada do diálogo não representa, necessariamente, uma interrupção imediata dos confrontos.

    A guerra permanece como um dos principais desafios à segurança europeia, com consequências humanitárias, políticas e econômicas que ultrapassam as fronteiras dos dois países.

  • Incêndios avançam no Pará e deixam população exposta a níveis perigosos de poluição

    Incêndios avançam no Pará e deixam população exposta a níveis perigosos de poluição

    Estado registrou 922 focos ativos, enquanto Santarém apresentou índices de qualidade do ar classificados como muito insalubres.

    SANTARÉM – O avanço dos incêndios florestais no Pará provocou uma deterioração significativa da qualidade do ar, colocando em alerta autoridades ambientais e de saúde pública.

    Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil em 19 de outubro, o estado registrava 922 focos ativos de incêndio, o maior número do país naquele momento, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

    Na cidade de Santarém, no oeste paraense, o índice de qualidade do ar chegou a 260, classificação considerada muito insalubre pela plataforma internacional IQAir.

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    A concentração de partículas finas na atmosfera atingiu 185 microgramas por metro cúbico, indicando uma situação preocupante para a saúde da população.

    A exposição prolongada à fumaça pode provocar problemas respiratórios e cardiovasculares, especialmente em crianças, idosos e pessoas com doenças preexistentes.

    O agravamento dos incêndios levou o governo federal a reforçar a atuação das Forças Armadas e de órgãos ambientais na região amazônica.

    Entre as medidas anunciadas estavam a ampliação do número de aeronaves utilizadas no combate ao fogo e o fortalecimento da assistência médica às comunidades atingidas.

    O cenário evidencia a necessidade de ações coordenadas de prevenção, fiscalização e combate aos incêndios, além de medidas emergenciais para proteger a população exposta à poluição.

  • IBGE recebe autorização para contratar 325 profissionais temporários

    IBGE recebe autorização para contratar 325 profissionais temporários

    Medida busca atender necessidades de pessoal e reforça importância das atividades de pesquisa e produção de estatísticas nacionais.

    BRASÍLIA – O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) recebeu autorização para abrir 325 vagas temporárias, conforme informação divulgada pela Agência Brasil em 20 de outubro.

    A medida está relacionada às necessidades de pessoal do instituto, responsável pela produção de informações fundamentais sobre a população, a economia e as condições sociais do Brasil.

    Os levantamentos realizados pelo IBGE são utilizados para orientar políticas públicas, investimentos e decisões administrativas em diferentes níveis de governo.

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    Entre as principais atividades da instituição estão pesquisas domiciliares, estudos econômicos, indicadores de emprego e levantamentos demográficos.

    A contratação temporária é um dos instrumentos utilizados pela administração pública para atender demandas específicas, respeitando as condições estabelecidas na legislação.

    A autorização das vagas, entretanto, não significa necessariamente que as inscrições já estejam abertas.

    Os interessados deverão acompanhar os comunicados oficiais para conhecer cargos, requisitos, remuneração, cronograma e procedimentos de seleção.

  • Meta recusa pedido federal para criar canal de proteção a jornalistas durante eleições

    Meta recusa pedido federal para criar canal de proteção a jornalistas durante eleições

    Decisão coloca em evidência a responsabilidade das plataformas digitais diante de ameaças e ataques a profissionais da imprensa.

    BRASÍLIA – A empresa Meta recusou um pedido do governo federal brasileiro para criar um canal específico de proteção a jornalistas durante o período eleitoral de 2026.

    A informação foi divulgada pela Agência Brasil em 20 de outubro e acrescenta um novo capítulo às discussões sobre a responsabilidade das grandes plataformas digitais na proteção de profissionais da comunicação.

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    A segurança dos jornalistas durante processos eleitorais é considerada uma questão fundamental para o exercício da liberdade de imprensa.

    O ambiente digital ampliou as possibilidades de divulgação de notícias, mas também criou desafios relacionados à disseminação de ameaças, campanhas de intimidação e ataques direcionados a profissionais e veículos de comunicação.

    A criação de mecanismos de comunicação entre autoridades, jornalistas e plataformas pode facilitar a identificação de situações de risco. Entretanto, a definição desses instrumentos envolve questões sobre moderação, transparência e responsabilidades institucionais.

    A recusa da empresa não elimina o debate sobre a necessidade de medidas de proteção, especialmente em períodos de maior polarização política.

  • Força Nacional do SUS reforça atendimentos após incêndios provocarem crise de saúde no Amazonas

    Força Nacional do SUS reforça atendimentos após incêndios provocarem crise de saúde no Amazonas

    Fumaça das queimadas aumenta procura por assistência médica e leva governo a instalar base regional em Manaus.

    MANAUS – O Ministério da Saúde iniciou o funcionamento de uma base regional da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) em Manaus, com o objetivo de ampliar a capacidade de atendimento à população afetada pela fumaça dos incêndios florestais.

    De acordo com dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas, foram registrados 541 atendimentos relacionados à exposição à fumaça entre o início de outubro e o dia 14.

    A situação preocupa as autoridades sanitárias devido aos efeitos da poluição atmosférica, que pode provocar irritação das vias respiratórias, dificuldades para respirar e agravamento de doenças preexistentes.

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    A nova estrutura permitirá acompanhar a disponibilidade de medicamentos, equipamentos e outros insumos médicos nos municípios atingidos.

    Segundo o Ministério da Saúde, 43 municípios já haviam atualizado as informações utilizadas para organizar a resposta emergencial.

    O planejamento inclui a utilização de aeronaves e embarcações para alcançar comunidades de difícil acesso, com previsão de resposta em até 72 horas conforme a necessidade identificada.

    A instalação da base representa uma tentativa de reduzir os impactos da crise ambiental sobre a saúde pública, especialmente em localidades com menor disponibilidade de serviços especializados.

  • Governo destina R$ 6,49 bilhões para apoiar exportadores afetados por tarifas dos Estados Unidos

    Governo destina R$ 6,49 bilhões para apoiar exportadores afetados por tarifas dos Estados Unidos

    Recursos do Plano Brasil Soberano serão direcionados ao financiamento de operações relacionadas ao setor exportador.

    BRASÍLIA – O governo federal anunciou a destinação de R$ 6,49 bilhões para operações do Plano Brasil Soberano, iniciativa voltada ao apoio de empresas, exportadores e trabalhadores afetados pelas sobretaxas impostas pelos Estados Unidos.

    A medida ocorre em um contexto de desafios para empresas brasileiras que dependem do mercado internacional e precisam lidar com mudanças nas condições comerciais.

    O aumento das tarifas sobre produtos importados pode reduzir a competitividade de mercadorias brasileiras no exterior, dificultando negociações e pressionando empresas que mantêm relações comerciais com compradores norte-americanos.

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    Nesse cenário, o financiamento busca oferecer instrumentos de apoio ao setor produtivo e contribuir para a continuidade das atividades econômicas.

    A discussão também envolve a diversificação dos destinos das exportações brasileiras, estratégia considerada importante para reduzir a dependência de mercados específicos.

    O impacto efetivo dos recursos dependerá das condições de acesso ao financiamento e da capacidade das empresas de manter suas operações.

  • Selena Gomez diz que vape com nicotina mudou sua voz e faz alerta sobre os riscos

    Selena Gomez diz que vape com nicotina mudou sua voz e faz alerta sobre os riscos

    Cantora contou que usou vape com frequência, relatou dificuldade para abandonar a nicotina e afirmou que o hábito alterou sua voz; especialistas alertam que os efeitos do cigarro eletrônico vão além das cordas vocais

    A cantora e atriz Selena Gomez, de 34 anos, revelou que usou vape com nicotina com frequência e afirmou que o hábito mudou sua voz.

    O relato foi feito em um vídeo publicado nos Stories do Instagram no último domingo, 18 de outubro de 2026. Selena contou que já parou de usar o dispositivo, mas reconheceu que abandonar a nicotina tem sido difícil.

    Selena diz que nicotina foi difícil de abandonar

    No vídeo, a artista afirmou que vaporizava nicotina “muito” e disse que não acredita ser possível recuperar completamente a voz que tinha antes.

    Ela aproveitou o relato para desencorajar seguidores a começarem a usar vape e classificou o hábito como algo que “não vale a pena”.

    Selena também comemorou o fato de ter conseguido parar e disse que espera continuar longe da nicotina.

    Mudanças na voz já haviam chamado atenção

    Antes de associar as alterações vocais ao vape, Selena já havia sido questionada por fãs sobre mudanças em sua voz.

    Em dezembro de 2025, ela comentou durante uma transmissão ao vivo que, em algumas ocasiões, sua garganta apresentava inchaço interno. Na época, porém, não relacionou diretamente o problema ao uso de nicotina.

    Agora, a cantora atribuiu parte da mudança ao histórico de uso frequente de vape.

    Vape pode realmente alterar a voz?

    Há evidências de que o uso de cigarro eletrônico pode provocar ressecamento, irritação das vias aéreas, tosse, desconforto respiratório e piora da qualidade vocal.

    No entanto, pesquisadores ainda não têm evidências conclusivas para determinar exatamente até que ponto o vape provoca alterações permanentes na voz de uma pessoa.

    O aerossol inalado pode irritar tecidos da garganta e da laringe, afetando estruturas importantes para a produção da voz.

    Para cantores, professores e profissionais que dependem diretamente da fala, alterações recorrentes na garganta podem ter impacto ainda maior.

    Cigarro eletrônico não produz apenas “vapor de água”

    Um dos principais equívocos relacionados ao vape é a ideia de que o dispositivo libera apenas vapor.

    Na verdade, os cigarros eletrônicos aquecem um líquido e produzem um aerossol que pode conter nicotina, partículas ultrafinas, compostos orgânicos voláteis, metais pesados e outras substâncias potencialmente prejudiciais.

    Entre os metais identificados nesses aerossóis estão níquel, estanho e chumbo.

    Nicotina causa dependência

    A maioria dos cigarros eletrônicos contém nicotina, substância considerada altamente viciante.

    A dependência ocorre porque a nicotina atua no sistema de recompensa do cérebro, estimulando a liberação de neurotransmissores associados à sensação de prazer e satisfação.

    Com o uso frequente, o organismo pode desenvolver tolerância, fazendo com que a pessoa precise consumir nicotina com maior frequência para obter os mesmos efeitos.

    O CDC destaca que a nicotina presente nos cigarros eletrônicos pode provocar dependência assim como outros produtos derivados do tabaco.

    Jovens estão entre os grupos de maior preocupação

    O uso de cigarros eletrônicos por adolescentes e adultos jovens preocupa especialistas porque o cérebro continua se desenvolvendo até aproximadamente os 25 anos.

    A exposição à nicotina nesse período pode afetar áreas envolvidas em atenção, aprendizado, memória, humor e controle dos impulsos.

    Por essa razão, autoridades de saúde recomendam que jovens e pessoas que nunca utilizaram produtos de tabaco não comecem a usar cigarros eletrônicos.

    Vape também pode afetar os pulmões

    Os efeitos não se restringem à garganta ou à voz.

    Partículas presentes no aerossol podem alcançar regiões profundas dos pulmões, provocando irritação e inflamação.

    O CDC alerta que o aerossol de cigarros eletrônicos pode conter partículas ultrafinas e substâncias potencialmente prejudiciais ao sistema respiratório.

    Pesquisas continuam avaliando os efeitos de longo prazo, já que os cigarros eletrônicos são relativamente recentes quando comparados aos cigarros convencionais.

    Há pesquisas sobre possíveis riscos de câncer

    A relação entre vape e câncer ainda está sendo estudada.

    Em junho de 2026, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer destacou um estudo com milhões de pessoas que já haviam fumado cigarros convencionais. Os resultados sugeriram que continuar usando cigarros eletrônicos depois de abandonar o cigarro tradicional pode reduzir parte dos benefícios da cessação em relação ao risco de câncer de pulmão e mortalidade.

    Os próprios pesquisadores, porém, destacam que ainda existem importantes lacunas de conhecimento e que são necessários mais estudos de longo prazo.

    Vape é menos nocivo que cigarro comum?

    O aerossol do cigarro eletrônico geralmente apresenta menos substâncias tóxicas do que a fumaça produzida pela combustão do cigarro convencional.

    Isso, porém, não significa que seja seguro.

    O CDC afirma que os cigarros eletrônicos não devem ser usados por pessoas que nunca fumaram e que nenhum produto de tabaco pode ser considerado livre de riscos.

    Para adultos fumantes, a substituição completa do cigarro convencional por determinados dispositivos pode reduzir a exposição a algumas substâncias tóxicas, mas isso não torna o vape inofensivo.

    Cigarro eletrônico não é aprovado como tratamento para parar de fumar

    Nos Estados Unidos, nenhum cigarro eletrônico foi aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) como medicamento para cessação do tabagismo.

    Autoridades de saúde ressaltam que ainda são necessários mais estudos para determinar com precisão sua eficácia e seus riscos quando utilizados com esse objetivo.

    Métodos com evidências mais consolidadas incluem acompanhamento médico, aconselhamento comportamental e medicamentos específicos quando indicados.

    Relato de Selena reforça discussão sobre dependência

    Selena disse estar satisfeita por ter interrompido o uso e reconheceu publicamente a dificuldade associada à dependência de nicotina.

    O relato chamou atenção justamente porque a artista possui uma carreira que depende diretamente da voz e utiliza suas redes sociais para conversar com milhões de seguidores.

    Embora não seja possível afirmar que todas as mudanças vocais relatadas por Selena tenham sido causadas exclusivamente pelo vape, o cigarro eletrônico pode provocar irritação e outros efeitos sobre as vias respiratórias, além de expor o usuário à nicotina e a diferentes substâncias potencialmente prejudiciais.

  • Exportações da América Latina crescem 20% e Ásia ganha importância nas relações comerciais

    Exportações da América Latina crescem 20% e Ásia ganha importância nas relações comerciais

    Dados divulgados pela ONU indicam expansão das exportações latino-americanas e reforçam mudanças nas relações econômicas internacionais.

    A América Latina apresenta um cenário de expansão de suas exportações, enquanto países asiáticos ampliam sua importância como parceiros comerciais da região.

    Segundo informações divulgadas pela Organização das Nações Unidas nesta sexta-feira, 16 de outubro de 2026, as exportações latino-americanas registraram crescimento de 20% no recorte analisado pela organização.

    O resultado chama atenção para as transformações nas relações comerciais internacionais e para a crescente participação dos mercados asiáticos nas estratégias econômicas dos países latino-americanos.

    Ásia amplia participação no comércio regional

    A aproximação econômica entre América Latina e Ásia é influenciada por fatores como demanda por matérias-primas, produtos agrícolas, minerais e outros bens comercializados internacionalmente.

    Países asiáticos representam mercados relevantes para diferentes setores produtivos da região.

    A ampliação dessas relações pode contribuir para diversificar destinos comerciais e criar novas oportunidades de negócios.

    Entretanto, o fortalecimento das exportações também depende de fatores como infraestrutura logística, estabilidade econômica e competitividade das empresas.

    Oportunidades para países latino-americanos

    O crescimento do comércio exterior pode favorecer atividades ligadas à agricultura, indústria, transporte e prestação de serviços.

    Para países que dependem significativamente da exportação de produtos primários, o aumento da demanda internacional pode contribuir para ampliar receitas e movimentar diferentes cadeias produtivas.

    Ao mesmo tempo, economistas destacam a importância de diversificar a produção e ampliar a participação de mercadorias com maior valor agregado.

    Essa estratégia pode reduzir a vulnerabilidade diante de oscilações nos preços internacionais.

    Desafios logísticos e comerciais

    O avanço das exportações exige investimentos em portos, rodovias, ferrovias, armazenagem e processos de fiscalização.

    A eficiência logística influencia diretamente os custos de transporte e a capacidade de competir em mercados distantes.

    Também é necessário considerar exigências sanitárias, ambientais e técnicas estabelecidas pelos países importadores.

    Empresas que desejam ampliar sua presença internacional precisam acompanhar essas regras e adaptar seus processos produtivos.

    Integração econômica e perspectivas futuras

    O crescimento das relações comerciais com a Ásia demonstra a importância de estratégias de integração econômica.

    A cooperação entre países latino-americanos também pode favorecer investimentos em infraestrutura e facilitar a circulação de mercadorias.

    Para o futuro, o desafio será transformar o crescimento das exportações em desenvolvimento econômico sustentável, geração de empregos e ampliação da capacidade produtiva.

    Os dados divulgados pela ONU reforçam a relevância da América Latina no comércio internacional e apontam para uma reorganização gradual das relações econômicas globais.

  • ONU alerta que exposição ao chumbo provoca mais de 3,5 milhões de mortes por ano no mundo

    ONU alerta que exposição ao chumbo provoca mais de 3,5 milhões de mortes por ano no mundo

    Contaminação por metal tóxico continua sendo um grave problema de saúde pública e exige medidas de prevenção e fiscalização.

    A exposição ao chumbo permanece como uma das grandes ameaças ambientais à saúde humana. Nesta sexta-feira, 16 de outubro de 2026, a Organização das Nações Unidas destacou que o metal está associado a mais de 3,5 milhões de mortes anuais em todo o mundo.

    O alerta chama atenção para um problema que, apesar de conhecido há décadas, continua afetando populações em diferentes regiões.

    Segundo a divulgação da ONU, o controle da exposição ao chumbo ainda apresenta deficiências em aproximadamente metade do mundo, demonstrando a necessidade de fortalecer políticas públicas de prevenção.

    Por que o chumbo é perigoso?

    O chumbo é um metal tóxico que pode afetar diferentes sistemas do organismo.

    A exposição pode ocorrer por meio de materiais contaminados, poeira, água, atividades industriais e determinados produtos que contêm o metal.

    Uma vez absorvido, o chumbo pode provocar alterações neurológicas, cardiovasculares, renais e hematológicas.

    Os efeitos dependem de fatores como intensidade da exposição, duração do contato e condições individuais de saúde.

    Crianças estão entre os grupos mais vulneráveis

    A exposição ao chumbo é especialmente preocupante durante a infância.

    O sistema nervoso em desenvolvimento apresenta maior vulnerabilidade aos efeitos tóxicos, e a contaminação pode prejudicar processos relacionados à aprendizagem, à atenção e ao desenvolvimento cognitivo.

    Além disso, crianças pequenas podem apresentar maior risco de exposição devido ao contato frequente com superfícies, poeira e objetos.

    A prevenção depende da identificação de fontes de contaminação e da redução do contato com materiais perigosos.

    Desafio para os sistemas de saúde

    A identificação precoce da exposição é importante para orientar intervenções e evitar o agravamento dos danos.

    Profissionais de saúde devem considerar fatores ambientais e ocupacionais ao investigar possíveis situações de intoxicação.

    Medidas de vigilância, fiscalização industrial e controle de produtos também são fundamentais para reduzir os riscos.

    Prevenção exige ações internacionais

    A redução da exposição ao chumbo depende de iniciativas coordenadas entre governos, indústrias, serviços de saúde e instituições ambientais.

    Entre as prioridades estão a substituição de materiais perigosos, o monitoramento da contaminação e a ampliação do acesso à informação.

    O alerta da ONU reforça que os problemas ambientais representam também desafios de saúde pública, exigindo políticas preventivas e investimentos de longo prazo.

  • Brasil tem 1,5 milhão de crianças e adolescentes em trabalho infantil, menor número desde 2016

    Brasil tem 1,5 milhão de crianças e adolescentes em trabalho infantil, menor número desde 2016

    Total caiu 9,2% em 2025 e atingiu o menor patamar da série histórica do IBGE, mas problema ainda afeta 4% da população de 5 a 17 anos

    O Brasil registrou 1,499 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil em 2025, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 16 de outubro de 2026, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    O número representa 4% da população brasileira nessa faixa etária e é o menor registrado desde o início da série histórica, em 2016. Na comparação com 2024, houve uma queda de 9,2%, equivalente a cerca de 151 mil crianças e adolescentes a menos nessa situação.

    Menor nível desde 2016

    Em 2024, o país tinha aproximadamente 1,65 milhão de crianças e adolescentes em trabalho infantil, ou 4,3% da população de 5 a 17 anos.

    Com a redução registrada em 2025, o percentual caiu para 4%, estabelecendo o menor nível da série histórica da PNAD Contínua sobre o tema.

    A série do IBGE mostra que, em 2016, cerca de 5,2% das crianças e adolescentes estavam nessa condição, percentual significativamente superior ao atual.

    Mais de 1,1 milhão exercia atividades econômicas

    Do total de 1,499 milhão de pessoas em trabalho infantil em 2025:

    • cerca de 1,141 milhão exerciam atividades econômicas;

    • aproximadamente 358 mil realizavam produção apenas para o próprio consumo.

    A classificação considera a idade, o tipo de trabalho realizado, a jornada e as condições em que a atividade ocorre.

    O que é considerado trabalho infantil?

    No Brasil, crianças de até 13 anos não podem exercer atividade econômica remunerada nem trabalhar na produção para autoconsumo dentro dos critérios considerados pela pesquisa.

    A partir dos 14 anos, o trabalho é permitido apenas como aprendiz.

    Já adolescentes de 16 e 17 anos podem trabalhar formalmente, mas não podem exercer atividades noturnas, perigosas ou insalubres. Atividades fora dessas condições podem ser classificadas como trabalho infantil.

    Adolescentes de 16 e 17 anos são maioria

    A ocorrência do trabalho infantil aumenta conforme a idade.

    Em 2025, os adolescentes de 16 e 17 anos representavam 58,1% do total de crianças e adolescentes nessa situação.

    Isso acontece porque essa faixa etária apresenta maior participação no mercado de trabalho, inclusive em ocupações informais ou que não cumprem as condições previstas pela legislação.

    Meninos são maioria

    A pesquisa também mostra diferenças importantes entre meninos e meninas.

    Cerca de 65,4% das pessoas em trabalho infantil eram do sexo masculino, mantendo uma tendência já observada em levantamentos anteriores.

    A incidência também permanece maior entre crianças e adolescentes pretos ou pardos, que representam aproximadamente 67% do total nessa condição.

    Norte tem maior proporção

    Em números absolutos, o Sudeste concentra a maior quantidade de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil.

    Proporcionalmente, porém, a Região Norte apresenta a maior incidência entre a população de 5 a 17 anos.

    As diferenças regionais refletem fatores como renda familiar, informalidade, acesso à educação e características do mercado de trabalho local.

    Comércio aparece entre principais atividades

    A maior parte das crianças e adolescentes identificados em situação de trabalho infantil atua em atividades não agrícolas.

    Em 2025, aproximadamente 83,3% estavam em setores fora da agricultura, com destaque para comércio e atividades de reparação de veículos.

    Ainda assim, atividades agrícolas e de produção para consumo próprio continuam presentes, principalmente em determinadas regiões do país.

    Trabalho afeta frequência escolar

    A pesquisa mostra uma diferença significativa na frequência à escola.

    Entre crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, 86,9% frequentavam a escola.

    Entre os que não estavam nessa situação, a frequência escolar chegava a 97,5%.

    A diferença reforça a relação entre trabalho precoce e maior risco de prejuízo à trajetória educacional.

    Jornadas podem ultrapassar 40 horas

    Além da frequência escolar menor, parte dos adolescentes enfrenta jornadas consideradas longas.

    Segundo os dados de 2025, 21,4% daqueles em situação de trabalho infantil trabalhavam mais de 40 horas semanais.

    Jornadas extensas podem dificultar a permanência na escola e reduzir o tempo destinado ao descanso, lazer e desenvolvimento.

    Piores formas de trabalho infantil também recuaram

    O IBGE também analisa atividades incluídas na Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil, conhecida como Lista TIP.

    Em 2025, aproximadamente 525 mil crianças e adolescentes estavam envolvidos nesse tipo de atividade, número inferior ao observado no ano anterior.

    Essas ocupações incluem trabalhos considerados perigosos, insalubres ou prejudiciais à saúde, à segurança e ao desenvolvimento.

    Rendimento médio foi de R$ 936

    Entre as crianças e adolescentes em trabalho infantil que recebiam remuneração, o rendimento médio mensal ficou em torno de R$ 936 em 2025.

    O valor é inferior ao rendimento observado entre adolescentes que trabalhavam dentro das condições permitidas pela legislação.

    Queda foi maior entre famílias do Bolsa Família

    Os dados também mostram redução expressiva entre crianças e adolescentes pertencentes a famílias beneficiárias do Bolsa Família.

    Nesse grupo, o trabalho infantil caiu cerca de 20,1%, e aproximadamente 144 mil dos 151 mil casos eliminados entre 2024 e 2025 estavam em famílias que recebiam o benefício.

    O dado indica uma forte associação entre a queda registrada e famílias atendidas por políticas de transferência de renda, embora fatores econômicos e sociais adicionais também possam ter contribuído.

    País ainda não eliminou o problema

    Mesmo com o menor número desde 2016, o Brasil ainda não conseguiu cumprir a meta de erradicação do trabalho infantil até 2025 prevista nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

    O país continua com quase 1,5 milhão de crianças e adolescentes submetidos a atividades consideradas incompatíveis com sua idade ou com as condições previstas em lei.

    Pesquisa tem caráter experimental

    O IBGE classificou os dados de 2025 como estatísticas experimentais.

    A metodologia está sendo adaptada às recomendações internacionais da Organização Internacional do Trabalho e ainda passa por avaliação técnica. Por isso, o próprio instituto recomenda cautela na interpretação dos números.

    Queda é histórica, mas desafio permanece

    A redução de 9,2% em apenas um ano representa um avanço importante no combate ao trabalho infantil.

    Mesmo assim, os dados mostram que o problema permanece concentrado entre grupos mais vulneráveis, especialmente adolescentes mais velhos, meninos e crianças e jovens pretos ou pardos.

    Com 1,499 milhão de crianças e adolescentes ainda nessa situação, o Brasil chega ao menor nível desde 2016, mas permanece distante da erradicação completa do trabalho infantil.