EUA reforçam presença militar na Polônia com envio de 5 mil soldados em meio à tensão com a Rússia

Os Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira (21), o envio de mais 5 mil soldados para a Polônia. A decisão foi comunicada pelo presidente Donald Trump e ocorre em um momento de crescente preocupação no Leste Europeu diante da guerra entre Rússia e Ucrânia. Em publicação em uma rede social, Trump afirmou que a medida foi […]

Os Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira (21), o envio de mais 5 mil soldados para a Polônia. A decisão foi comunicada pelo presidente Donald Trump e ocorre em um momento de crescente preocupação no Leste Europeu diante da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Em publicação em uma rede social, Trump afirmou que a medida foi tomada com base na relação entre Washington e Varsóvia, além de citar o apoio ao atual presidente polonês, Karol Nawrocki.

“Tenho o prazer de anunciar que os Estados Unidos enviarão mais 5 mil soldados para a Polônia”, declarou Trump.

O anúncio foi feito um dia depois de o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, afirmar que o avanço da guerra na Ucrânia pode levar a Otan a uma situação em que será necessário “reagir com firmeza”. A fala aumentou o alerta sobre possíveis desdobramentos do conflito envolvendo a Rússia.

A decisão também acontece após declarações do vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, que havia dito que o envio de tropas americanas à Polônia estava adiado. A informação causou preocupação no governo polonês, que buscou esclarecimentos junto a autoridades americanas.

Após uma reunião com representantes dos Estados Unidos, o ministro da Defesa da Polônia, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, afirmou que Washington não pretende reduzir sua presença militar no país.

A Polônia tem sido uma das principais bases de apoio à Ucrânia desde o início da invasão russa, servindo como rota estratégica para o envio de armas e suprimentos militares. Por isso, o governo polonês afirma que o país se tornou alvo de ações de espionagem e sabotagem atribuídas à Rússia.

Varsóvia também tem ampliado seus gastos militares. O governo polonês prevê destinar 4,8% do PIB para a defesa neste ano, o maior percentual entre os países da Otan.

Segundo uma autoridade americana ouvida pela Reuters, o reforço militar na Polônia pode fazer parte de uma solução temporária para permitir uma possível redução do contingente dos Estados Unidos na Alemanha, onde estão cerca de 35 mil soldados americanos.

No fim do ano passado, os EUA mantinham aproximadamente 85 mil militares posicionados em diferentes países da Europa.