O curta-metragem “Laser-Gato”, dirigido pelo cineasta paulistano Lucas Acher, de 30 anos, venceu nesta quinta-feira (21) a categoria La Cinef do Festival de Cannes.
A premiação é considerada uma das principais vitrines para novos talentos do cinema mundial. Nesta edição, a categoria reuniu 19 filmes selecionados entre 2.747 inscrições, enviadas por 662 escolas de cinema de diferentes países.
Lucas Acher foi o único diretor brasileiro a concorrer na categoria em 2026. O prêmio foi anunciado durante cerimônia realizada na sala Buñuel, em Cannes, com júri formado pela diretora espanhola Carla Simón e outros nomes do cinema internacional.
Após a seleção oficial, o diretor destacou a emoção de ver um filme feito em São Paulo chegar a um dos maiores festivais do mundo.
“É um filme muito íntimo, feito em São Paulo, uma cidade muito peculiar, que está em constante transformação, e, de repente, ele está nesse festival gigante”, afirmou Acher.
Segundo o cineasta, participar de Cannes sempre foi um sonho distante.
“Cannes sempre foi um sonho, uma ideia quase abstrata. Quando acontece, parece um pouco irreal”, disse.
“Laser-Gato” acompanha um adolescente que cruza São Paulo durante uma única noite, depois que uma brincadeira com um laser sai do controle. A narrativa aposta em uma experiência urbana fragmentada, sem seguir uma estrutura tradicional.
No curta, a cidade de São Paulo se torna parte essencial da história. A arquitetura do centro, os vazios urbanos, a iluminação artificial e os sons da madrugada ajudam a construir uma atmosfera entre suspense, humor e estranhamento.
Com atuação de Gabriel Brennecke e Gilda Nomacce, o filme foi produzido pela Bruto Films e gravado em locações reais da capital paulista.





