Trump anuncia salão de baile de US$ 400 milhões na Casa Branca para setembro de 2028

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (15) que o novo salão de baile da Casa Branca deve ser inaugurado por volta de setembro de 2028. A obra, uma das mais ambiciosas intervenções no complexo presidencial em mais de um século, terá custo estimado em até US$ 400 milhões, valor equivalente a […]

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (15) que o novo salão de baile da Casa Branca deve ser inaugurado por volta de setembro de 2028. A obra, uma das mais ambiciosas intervenções no complexo presidencial em mais de um século, terá custo estimado em até US$ 400 milhões, valor equivalente a cerca de R$ 1,95 bilhão.

O anúncio reacendeu críticas ao projeto, que já vinha sendo questionado pelo alto custo, pelo impacto sobre a estrutura histórica da Casa Branca e pela possibilidade de uso indireto de recursos públicos em obras de segurança ligadas à construção.

Segundo Trump, o aumento do custo ocorreu porque o projeto final ficou maior e mais sofisticado do que a proposta inicial. A estimativa anterior era de cerca de US$ 200 milhões, metade do valor agora previsto. Em publicação na rede Truth Social, o presidente disse que o salão terá aproximadamente o dobro do tamanho inicialmente planejado e será usado para eventos oficiais, reuniões de grande porte e até futuras cerimônias presidenciais.

Obra deve levar mais de dois anos

De acordo com Trump, o salão está sendo construído rapidamente, mas a previsão de inauguração ficou para setembro de 2028, já próximo ao fim de seu mandato. A Reuters informou que o presidente apresentou o cronograma nesta sexta-feira e disse que a construção está adiantada.

O projeto foi anunciado oficialmente pela Casa Branca em julho de 2025. Na ocasião, o governo afirmou que a construção começaria em setembro daquele ano, seria financiada por Trump e doadores privados, e teria custo aproximado de US$ 200 milhões. A própria Casa Branca também informou que o Serviço Secreto ficaria responsável por melhorias e adaptações de segurança necessárias ao novo espaço.

Projeto dobrou de preço e virou alvo de críticas

A elevação do custo para até US$ 400 milhões intensificou a controvérsia em Washington. Trump argumenta que o valor maior se justifica pelo aumento do tamanho do salão e pela qualidade superior da construção. Ele também afirmou que o espaço será “magnífico, seguro e protegido”.

Em discurso na Casa Branca, o presidente disse que a estrutura terá janelas reforçadas, com vidros muito mais espessos do que os usados em construções comuns, capazes, segundo ele, de resistir a diferentes tipos de armas. A justificativa de segurança tem sido usada pela administração para defender o projeto diante das críticas.

Demolição e patrimônio histórico no centro da polêmica

O salão será construído na área da Ala Leste da Casa Branca, cuja demolição foi determinada para abrir espaço ao novo projeto. A decisão provocou críticas de grupos de preservação histórica e de opositores políticos, que afirmam que a obra pode alterar de forma significativa um dos prédios mais simbólicos dos Estados Unidos.

Embora a Casa Branca diga que o salão será financiado com doações privadas, o debate ficou mais sensível após propostas de recursos públicos para segurança associada ao complexo. O Washington Post informou que republicanos discutem um pacote de US$ 1 bilhão para melhorias de segurança ligadas ao projeto, embora nem todo o valor seja destinado diretamente ao salão.

Democratas no Senado prometem resistir à liberação desses recursos. O líder da minoria democrata, Chuck Schumer, criticou a proposta e afirmou que o dinheiro público não deveria ser direcionado a uma obra vista por opositores como prioridade pessoal de Trump.

Casa Branca defende obra como espaço para eventos oficiais

A administração Trump sustenta que a Casa Branca precisa de um salão maior e mais moderno para receber eventos oficiais de Estado, reuniões internacionais, cerimônias e encontros com grande número de convidados. Para o governo, o espaço atual não comporta adequadamente determinadas agendas presidenciais.

Críticos, porém, afirmam que o projeto mistura interesses políticos, vaidade presidencial e riscos ao patrimônio histórico. A duplicação do custo, a demolição da Ala Leste e a discussão sobre recursos públicos para segurança transformaram o salão em mais um ponto de disputa entre governo e oposição.

Com previsão de inauguração para setembro de 2028, o salão de baile da Casa Branca deve seguir no centro do debate político norte-americano pelos próximos anos.