O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou nesta quarta-feira (6) que o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) continue preso preventivamente, barrando qualquer tentativa da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) de votar pela sua soltura. A decisão ocorre após a prisão do deputado na terça-feira (5), durante a quarta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal (PF), que investiga fraudes envolvendo a Secretaria Estadual de Educação do Rio.
A prisão preventiva de Rangel foi determinada após o cumprimento de sete mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão em várias cidades do Rio de Janeiro. De acordo com a investigação da PF, Rangel teria oferecido cargos na área da educação a pessoas indicadas por “Junior do Beco”, traficante com histórico de homicídios. Além disso, foram encontradas trocas de mensagens entre Rangel e Fábio Pourbaix de Azevedo, apontado como seu braço direito, que reforçam a conexão com a suposta trama criminosa.
Em sua decisão, Moraes afirmou que a prisão de Rangel deve ser mantida sem necessidade de autorização da Alerj, seguindo uma postura mais rigorosa após o episódio envolvendo o ex-presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (PL), que teve sua prisão derrubada pela Assembleia Legislativa em dezembro de 2025. Na ocasião, Bacellar foi preso na mesma operação, suspeito de vazar informações sobre a investigação que envolvia o também deputado estadual Tiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Jóias.
A decisão de Moraes reflete a crescente pressão sobre o combate à corrupção e à fraude dentro das instituições públicas do Rio de Janeiro. Com a manutenção da prisão de Thiago Rangel, a Operação Unha e Carne segue sua investigação, que já resultou em importantes desdobramentos, incluindo a prisão de outras figuras políticas e a descoberta de um esquema de corrupção envolvendo o setor da educação no estado.





