Candidato do PL intensifica críticas ao presidente e deve explorar investigações envolvendo Lulinha e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana durante a disputa eleitoral
Candidato do PL intensifica críticas ao presidente e deve explorar investigações envolvendo Lulinha e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana durante a disputa eleitoral
O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, começou a campanha eleitoral sinalizando uma das principais estratégias que pretende utilizar contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva: destacar investigações e suspeitas envolvendo pessoas próximas ao chefe do Executivo.
Durante o primeiro dia oficial de campanha, Flávio afirmou que casos de corrupção teriam chegado ao entorno do gabinete presidencial.
A declaração fez referência principalmente às investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente, e Marco Aurélio Santana, ex-chefe de gabinete da Presidência.
A equipe de campanha de Flávio Bolsonaro acompanha as novas informações divulgadas sobre a relação de Lulinha com a empresária e lobista Roberta Luchsinger.
Também estão no radar dos aliados do candidato informações sobre empréstimos que teriam sido feitos pela empresária a Marco Aurélio Santana para o pagamento de despesas pessoais.
Novas conversas atribuídas a Lulinha e à lobista foram divulgadas recentemente pela imprensa e mencionariam possíveis interesses comerciais relacionados ao governo federal.
As circunstâncias desses contatos seguem sob análise e investigação, sem que isso represente, por si só, comprovação de irregularidades.
Tema ganha espaço na campanha
Flávio Bolsonaro já começou a utilizar o episódio em suas redes sociais. Nesta segunda-feira (17), o candidato publicou críticas direcionadas à família do presidente e mencionou as investigações envolvendo Lulinha.
A avaliação dentro da campanha do PL é de que o assunto poderá ocupar espaço relevante no debate eleitoral, principalmente caso novas informações relacionadas às investigações sejam divulgadas durante os próximos meses.
Do outro lado, Lula afirmou publicamente que confia no filho, mas declarou que não pretende interferir nas investigações.
Segundo o presidente, caso alguma irregularidade seja comprovada, Lulinha deverá responder perante a Justiça.
Governo acompanha repercussão
Integrantes da equipe de Lula também acompanham os possíveis impactos políticos das denúncias durante a campanha presidencial.
Levantamentos internos citados por auxiliares do presidente indicam que, apesar de tentativas de aproximação da empresária Roberta Luchsinger com setores do governo, negócios que ela buscava viabilizar não teriam sido concretizados.
Entre as negociações mencionadas está uma possível compra governamental de produtos à base de canabidiol pelo Ministério da Saúde.
Segundo informações disponíveis até o momento, a operação não chegou a ser realizada.
Com a campanha eleitoral oficialmente em andamento, a expectativa é de que investigações envolvendo pessoas ligadas aos principais candidatos ganhem espaço nos discursos, nas redes sociais e nos debates ao longo da disputa pela Presidência.





