Categoria: Politica

  • Mais da metade das propostas dos presidenciáveis ​​para a saúde já existe no SUS, aponta estudo

    Mais da metade das propostas dos presidenciáveis ​​para a saúde já existe no SUS, aponta estudo

    Levantamento do IEPS analisa propostas de seis principais candidatos e disposições que 56% das medidas apresentadas já fazem parte de políticas ou estruturas existentes no sistema público de saúde

    Mais da metade das propostas para a área da saúde apresentadas pelos principais candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026 já está contemplada, total ou parcialmente, em políticas, programas ou estruturas atualmente existentes no Sistema Único de Saúde (SUS) . A conclusão é de um levantamento do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) , que analisou os programas de governo de seis candidaturas. 

    De acordo com o estudo, 56% das propostas avaliadas já fazem parte de políticas em vigor . Entre os exemplos estão iniciativas relacionadas à digitalização dos serviços de saúde e à organização de filas em conformidade com critérios de prioridade. 

    Propostas muitas vezes representam ampliação

    O fato de uma medida já existir no SUS não significa necessariamente que a proposta seja idêntica ao programa atualmente implementado.

    Segundo a análise, em diversos casos os candidatos propõem ampliar, acelerar ou modificar a execução de políticas que já existem . O estudo aponta, porém, que alguns programas de governo não deixam claro qual seria a mudança prática em relação ao que já é oferecido atualmente. 

    Essa distinção é importante porque uma proposta pode representar desde a expansão de uma política existente até a criação de uma nova estrutura.

    Maioria das propostas exige mais recursos

    Outro ponto destacado pelo levantamento é o impacto financeiro das promessas.

    Segundo o IEPS, 95% das propostas apresentadas exigiriam aumento do financiamento destinado ao SUS para serem renovadas ou ampliadas. O estudo aponta que o sistema já enfrentado contém restrições orçamentárias e que a necessidade de recursos deverá crescer nos próximos anos. 

    A previsão apresentada no levantamento indica que a demanda por financiamento da saúde poderá crescer 3,9% ao ano acima da inflação até 2030 , enquanto as regras fiscais condicionais para o governo federal impõem limites à expansão das despesas. Folha de S.Paulo

    Estados e municípios também precisam participar

    A estrutura descentralizada do SUS é outro fator considerado pelo estudo.

    Segundo o levantamento, 83% das propostas mostraram-se dependentes da articulação entre União, estados e municípios para serem realizadas. Isso ocorre porque grande parte dos serviços públicos de saúde é organizada de forma compartilhada entre os diferentes níveis de governo. 

    Assim, mesmo quando uma medida é apresentada em um plano de governo presidencial, sua implementação pode depender de acordos, financiamento e capacidade operacional de governos estaduais e municipais.

    Digitalização aparece entre as propostas

    A transformação digital é um dos exemplos citados no estudo como área em que os candidatos apresentam medidas que já possuem estruturas correspondentes dentro do SUS.

    Sistemas de integração de dados, prontuários eletrônicos e ferramentas digitais já fazem parte da modernização da saúde pública brasileira. A discussão eleitoral, nesse caso, envolve principalmente ampliar a cobertura, integrar sistemas e melhorar a utilização das informações disponíveis .

    Organização das filas também já existe

    Outro exemplo apontado pelo levantamento envolve a organização das filas de atendimento de acordo com critérios de prioridade.

    O SUS já possui mecanismos de regulação e classificação de pacientes, mas os candidatos apresentam propostas para ampliar ou aperfeiçoar esses sistemas.

    O estudo chama atenção justamente para a necessidade de diferenciar uma proposta que cria uma política nova que pretende expandir uma estrutura já existente.

    Algumas áreas parecem um pouco nos programas

    O levantamento também incluiu temas considerados relevantes para a saúde pública que aparecem ou pouco detalhamento suficiente nos programas analisados.

    Entre eles estão os impactos das apostas online , as consequências das mudanças climáticas sobre a saúde e questões relacionadas à saúde mental de crianças e adolescentes no ambiente digital .

    Segundo a análise, esses assuntos foram ignorados ou tratados de maneira superficial nas propostas avaliadas.

    Financiamento é um dos principais desafios

    A necessidade de recursos aparece como um dos principais pontos de atenção para a execução das propostas.

    Além do financiamento federal, a expansão de serviços exige capacidade de estados e municípios para contratar profissionais, manter estruturas, adquirir equipamentos e garantir o funcionamento contínuo dos serviços.

    Por isso, o levantamento considera que a discussão eleitoral sobre saúde não deve se limitar à descrição das medidas, mas também considera quanto custariam, quem seria responsável pela execução e como seriam financiadas .

    O SUS já possui uma ampla estrutura

    O Sistema Único de Saúde oferece uma rede que envolve atenção básica, vacinação, atendimento hospitalar, vigilância sanitária, transplantes, medicamentos e diversos serviços especializados.

    Por esse motivo, propostas apresentadas durante campanhas eleitorais frequentemente partem de estruturas que já existem e buscam modificar sua abrangência ou funcionamento.

    O levantamento do IEPS busca justamente identificar essas sobreposições entre as promessas eleitorais e as políticas públicas já rompidas.

    Estudo analisa propostas na reta final da eleição

    A análise foi divulgada na reta final da campanha presidencial de 2026, quando os candidatos apresentaram suas últimas propostas antes do primeiro turno.

    O levantamento não estabelece qual programa seria mais adequado ou qual candidato apresenta o melhor conjunto de medidas. O objetivo é comparar as propostas com as políticas já existentes e identificar desafios de financiamento e implementação . 

    O estudo mostra que a discussão sobre saúde nas eleições de 2026 envolve, em grande parte, uma ampliação ou reformulação de políticas que já fazem parte do SUS. Ao mesmo tempo, a necessidade de novos recursos e a participação de estados e municípios aparecem como fatores centrais para a execução das propostas apresentadas pelas candidaturas.

  • Pesquisa Quaest mostra redução do voto útil na reta final do primeiro turno

    Pesquisa Quaest mostra redução do voto útil na reta final do primeiro turno

    Levantamento aponta queda do percentual de deputados que admitiram mudar de candidato; Lula aparece com 39% e Flávio Bolsonaro com 34% no cenário do primeiro turno

    A pesquisa Quaest divulgada em 28 de setembromostra mudanças no comportamento do eleitorado na reta final da disputa presidencial de 2026. 

    Segundo a análise do diretor do instituto, Felipe Nunes , o percentual de eleitores selecionados como voto útil caiu de 16% para 12% nos últimos 15 dias , enquanto a parcela de indecisos passou de 10% para 5%. 

    O levantamento foi realizado entre 24 e 28 de setembro , com 2.004 participantes de 16 anos ou mais em todo o país. 

    A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela Globo e pelo jornal O Globo e registrada no TSE sob o número BR-06520/2026 . 

    Como funciona o chamado voto útil

    O chamado voto útil se refere ao eleitor que considera mudar sua escolha para apoiar uma candidatura que oferece maiores possibilidades de avanço na disputa.

    Na análise da Quaest, o aparecimento é observado principalmente entre os candidatos que aparecem com percentuais menores nas pesquisas e que ainda admitiram mudar de opinião antes da votação.

    A redução de 16% para 12% indica, segundo o instituto, que uma parcela desse eleitorado já consolidou sua decisão à medida que a eleição se aproxima. 

    Intenções de voto no primeiro turno

    Na pesquisa divulgada em 28 de setembro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 39% das intenções de voto , enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registra 34% .

    Na sequência, Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD) aparecem com 4% cada. Renan Santos (Missão) tem 3% e Romeu Zema (Novo) registra 1%. 

    A rodada anterior tinha Lula com 37% e Flávio com 33%, segunda a série apresentada pela Quaest. 

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    Menos indecisos

    Outro movimento destacado pela Quaest foi a redução dos indecisos , de 10% para 5% em aproximadamente duas semanas.

    A queda indica que mais entrevistados passaram a declaração de uma preferência ou outra opção de voto à medida que a campanha se aproxima do primeiro turno.

    Esse movimento ocorre simultaneamente à redução do percentual de eleições convocadas pelo instituto como voto útil.  Cenário de segunda volta

    A mesma pesquisa também apresentou uma simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.

    Nesse cenário, os dois aparecem com 42% do interesse de voto cada , caracterizando empate numérico dentro da pesquisa. 3% dos entrevistados se declararam indecisos e 13% disseram que não votariam em nenhum dos dois. 

    A pesquisa anterior registrou diferença entre os dois nesse cenário, e a Quaest informou que Lula oscilou dois pontos para cima nas últimas três rodadas, enquanto Flávio pediu em 42%. 

    Eleitores de outras candidaturas

    A análise da Quaest também acompanha o grau de consolidação das escolhas entre candidatos de candidatos que aparecem com percentuais menores.

    No levantamento anterior, realizado entre 17 e 20 de setembro, o instituto informou que uma parcela dos participantes de Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema presumiram mudança de voto. 

    Naquele estudo, a Quaest estimou que, entre esses políticos que poderiam mudar, aproximadamente 70% indicavam uma possível migração para Flávio Bolsonaro e 30% para Lula .

    Esse dado se refere especificamente à intenção declarada pelos entrevistados naquele levantamento e não significa que essas mudanças necessariamente ocorreriam na votação.

    Mudanças que aparecem em segmentos do eleitorado

    Felipe Nunes também mencionou alterações em alguns grupos demográficos na comparação entre rodadas.

    Segundo análise divulgada pelo diretor da Quaest, uma mudança mais evidente ocorreu entre as mulheres , grupo no qual o cenário passou de empate para uma diferença de novos pontos percentuais a favor de Lula. Ele também destacou alterações entre comissões de menor renda e beneficiários do Bolsa Família. Ó potiguar

    Esses recortes fazem parte da pesquisa e devem ser interpretados considerando o tamanho das amostras e as respectivas margens de erro.

    Campanhas acompanham movimento

    A discussão sobre voto útil também passou a fazer parte das estratégias das campanhas na última semana antes da votação.

    A campanha de Flávio Bolsonaro tem defendido publicamente a concentração de votos em sua candidatura, enquanto integrantes das campanhas de Caiado, Zema e Cury acompanham o movimento e demonstram preocupação com a possibilidade de perda de eleições na reta final. 

    As posições representam estratégias e avaliações das próprias campanhas e não são específicas uma decisão independente sobre o comportamento futuro do eleitorado.

    O primeiro turno será em 4 de outubro

    O primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 está marcado para domingo, 4 de outubro .

    A pesquisa Quaest mostra que, a poucos dias da votação, uma parcela maior do eleitorado já declarou sua escolha, enquanto o percentual de indecisos e de eleitores que admitiram mudar de candidato eliminado em relação às rodadas anteriores.

    Os dados retratam o cenário medido pela Quaest no período de 24 a 28 de setembro. Como toda pesquisa eleitoral, o levantamento representa as opiniões dos entrevistados naquele momento e está sujeito à margem de erro e às mudanças de comportamento até o dia da votação.

  • Candidatos ao Governo do Paraná debatem segurança, educação, saúde e infraestrutura na reta final da eleição

    Candidatos ao Governo do Paraná debatem segurança, educação, saúde e infraestrutura na reta final da eleição

    No primeiro bloco, os candidatos discutiram propostas relacionadas à educação e ao combate à violência contra a mulher .

    Também conheci no debate as chamadas escolas cívico-militarese medidas para enfrentar casos de feminicídio.

     As discussões foram apresentadas pelos candidatos a partir de diferentes propostas e avaliações públicas sobre as políticas do estado. 


    Segurança pública

    A segurança foi outro dos principais assuntos do confronto.

    Os candidatos discutiram medidas para combater a criminalidade e também questões relacionadas à segurança em áreas estratégicas do Paraná, incluindo o Porto de Paranaguá .

    Sergio Moro apresentou a segurança pública e o combate à corrupção como temas centrais de sua campanha. 

    Os adversários, por sua vez, fizeram questionamentos sobre sua atuação política e sobre propostas para a administração estadual. 

    Saúde pública

    A saúde também esteve entre os temas envolvidos durante o debate.

    Os candidatos apresentaram diferentes propostas para a área e discutiram a atuação do governo estadual na prestação de serviços públicos.

    O formato de tema livre permitiu que os participantes direcionassem perguntas diretamente aos adversários, ampliando os momentos de confronto entre as campanhas.

    Infraestrutura 

    Outro eixo importante da discussão foi a infraestrutura do Paraná .

    Foram mencionadas obras estaduais e projetos relacionados ao desenvolvimento do estado. Os candidatos também discutiram diferentes modelos de administração e investimentos em infraestrutura.

    Questões envolvendo a Copel , empresa de energia do Paraná, também não apareceram em debate, incluindo discussões sobre a privatização da companhia. 

    Corrupção e acusações entre candidatos

    O confronto também teve momentos dedicados a acusações e questionamentos sobre corrupção e investigações .

    Sergio Moro, que foi juiz da Operação Lava Jato antes de ingressar na política, tornou-se defensor de sua atuação no combate à corrupção. Requião Filho e Sandro Alex fizeram questionamentos sobre sua trajetória e decisões políticas.

    Também foram discutidos temas relacionados ao Supremo Tribunal Federal (STF) e as figuras da política nacional. 

    As acusações feitas durante o debate representam posições dos próprios candidatos e, quando envolvimento de fatos contestados, deverão ser diferenciadas de informações comprovadamente comprovadas.

    O debate também teve temas nacionais

    Embora a eleição seja para o governo estadual, o encontro foi marcado pela presença de assuntos da política nacional.

    Foram citados nomes como Luiz Inácio Lula da Silva, Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro , além de discussões envolvendo o STF e alianças políticas.

    Essa presença ampliou o debate para além de questões exclusivamente administrativas do Paraná. 

    Caso Banco Master também foi considerado

    As discussões chegaram ainda ao caso Banco Master , utilizado pelos candidatos durante os questionamentos sobre política nacional e investigações.

    O tema apareceu em meio às trocas de acusações entre os participantes, dentro de um debate que combina questões estaduais e nacionais. 

    Formato permitido confronto direto

    Uma das características do debate da RPC foi a possibilidade de os candidatos circularem pelo estúdio enquanto faziam perguntas e apresentavam suas respostas.

    Os três primeiros blocos tiveram tema livre, e cada candidato teve oportunidade de perguntar e responder. 

    O formato também permitiu pedidos de direito de resposta em situações de alegação de ofensa pessoal, avaliados pela direção de jornalismo e pelo departamento jurídico da emissora.

    Os participantes não puderam utilizar celulares ou ponto eletrônico e também não puderam apresentar documentos ou textos diretamente para as câmeras.

    Último debate antes da votação

    O encontro foi o último grande debate televisivo entre os três candidatos antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro .

    A programação eleitoral da RPC segue com cobertura sobre a votação e informações destinadas às eleições paranaenses. 

  • Dino determina que PF investigue ataques contra imagens religiosas

    Dino determina que PF investigue ataques contra imagens religiosas

    Ministro do STF pediu apuração de possíveis crimes contra símbolos religiosos em meio à repercussão de uma disputa envolvendo Nossa Senhora Aparecida e as eleições de 2026

    O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal investigue uma série de ataques contra imagens religiosas registradas nos últimos meses. 

    A decisão ocorre em meio à repercussão de uma controvérsia eleitoral envolvendo publicações sobre Nossa Senhora Aparecida , padroeira do Brasil. 

    Segundo informações divulgadas sobre a decisão, Dino apontou a necessidade de verificar se os episódios podem configurar crimes relacionados à intolerância e à violência religiosa.

    PF deverá apurar os casos

    A determinação prevê a abertura de uma investigação pela Polícia Federal para identificar as denúncias dos ataques, os responsáveis ​​e eventual conexão entre os diferentes episódios .

    Entre as possibilidades mencionadas estão crimes relacionados ao vilipêndio de objetos ou locais destinados ao culto, preconceito religioso, violência contra práticas religiosas e injúria motivada por religião.

    A investigação deverá verificar individualmente os fatos antes de qualquer tomada de decisão sobre responsabilidades.

    Caso ganhou repercussão durante período eleitoral

    A decisão ocorre poucos dias antes do primeiro turno das Eleições 2026 e em um momento no qual símbolos religiosos passaram a aparecer com frequência no debate político.

    Uma polêmica mais recente envolve publicações nas redes sociais relacionadas a Nossa Senhora Aparecida e ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro .

    O candidato negou a alegação de que pretendia retirar do Papai Noel o título de padroeira do Brasil. A informação foi inconsistente por sua campanha como falsa. 

    Disputa chegou ao STF

    A discussão sobre as publicações também provocou decisões diferentes dentro do Judiciário.

    O ministro André Mendonça , do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), havia determinado a retirada de publicações relacionadas ao assunto. Posteriormente, Flávio Dino, no STF, decidiu restaurar algumas dessas mensagens, argumentando que a questão envolvia liberdade de expressão e liberdade religiosa. 

    Na sequência, o ministro Luiz Fux suspendeu a decisão de Dino , determinando que as publicações permanecessem suspensas até que o plenário do STF analise o caso. 

    Liberdade religiosa é um dos pontos centrais

    A investigação determinada por Dino ocorre em paralelo a esse debate judicial.

    A Constituição brasileira protege a liberdade de consciência e de crença e assegura o livre exercício dos cultos religiosos.

     Ao mesmo tempo, a legislação prevê responsabilização por determinadas formas de violência, discriminação e ataques motivados pela religião.

    A investigação da PF deverá avaliar os fatos concretos e verificar se houve violação dessas garantias.

    Símbolos religiosos entram no debate público

    Nossa Senhora Aparecida ocupa um lugar de grande importância na tradição católica brasileira e sua imagem também possui forte presença cultural no país.

    A utilização de símbolos religiosos em disputas políticas, especialmente durante períodos eleitorais, pode gerar discussões sobre os limites entre liberdade religiosa, manifestação política e disseminação de informações falsas .

    O caso atual reúne essas diferentes questões em uma mesma controvérsia.

    A investigação ainda está no início

    A abertura de uma investigação não significa que os crimes apontados tenham sido comprovados .

    A Polícia Federal deverá reunir informações, identificar os episódios, analisar eventuais imagens e outros elementos disponíveis e encaminhar suas idéias às autoridades responsáveis.

    Também será necessário determinar se os diferentes casos têm alguma relação entre si ou se são episódios independentes.

  • Tarcísio e Haddad nacionalizam debate em São Paulo com ataques sobre segurança, saúde e governos federais

    Tarcísio e Haddad nacionalizam debate em São Paulo com ataques sobre segurança, saúde e governos federais

    Último debate antes do primeiro turno teve discussões sobre PCC e Comando Vermelho, saúde, Lava Jato e administrações de Lula e Bolsonaro

    O último debate entre Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT)a disputa pelo Governo de São Paulo foi marcada pela nacionalização das discussões e por uma série de críticas entre os dois candidatos. 

    O encontro, realizado pela TV Globo na noite de terça-feira (29), ocorreu poucos dias antes do primeiro turno das Eleições 2026. 

    Durante o programa, temas relacionados diretamente à administração estadual foram misturados a questões nacionais, incluindo segurança pública, saúde, Operação Lava Jato, economia e os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro . 

    Segurança pública entra no centro do debate

    Um dos principais momentos ocorreu durante uma discussão sobre segurança pública.

    Haddad investigou o Comando Vermelho (CV) e fez acusações sobre uma suposta infiltração de organizações criminosas em São Paulo. Também questionou a atuação de membros da estrutura de segurança do governo estadual.

    Tarcísio rebateu as críticas apresentando dados sobre indicadores de criminalidade e citando operações realizadas em parceria com o Ministério Público e a Polícia Federal. 

    As afirmações de ambas foram apresentadas durante o confronto eleitoral e envolveram interpretações distintas sobre a situação de segurança no estado. 

    O PCC (Primeiro Comando da Capital) também apareceu nas discussões, especialmente em referências a contratos públicos e à relação entre crime organizado e administração pública.

    Saúde também foi tema de confronto

    A saúde foi outro assunto utilizado pelos candidatos para discutir as gestões federais e estaduais.

    Haddad criticou políticas adotadas durante o governo Bolsonaro, período em que Tarcísio ocupou o cargo de ministro da Infraestrutura, e incluiu a condução da pandemia de Covid-19.

    Tarcísio, por sua vez, afirmou que o governo federal atual diminuiria sua participação no financiamento da saúde em municípios paulistas e defenderia ações realizadas durante sua gestão no estado. 

    Lula e Bolsonaro voltam ao debate

    Apesar da disputa ser pelo governo estadual, os dois candidatos fizeram diversas referências a ex-presidentes e aos governos federais.

    Haddad, que foi ministro da Fazenda no governo Lula, destacou medidas da atual administração federal, enquanto Tarcísio passou a defender ações do governo Bolsonaro e criticou políticas econômicas da gestão petista. 

    A presença de dois governos nacionais transformou parte do debate em uma discussão sobre modelos políticos que ultrapassaram os limites da administração paulista.

    Lava Jato e content do metrô

    A Operação Lava Jato também foi mencionada por Tarcísio durante uma discussão sobre infraestrutura.

    O governador relatou atrasos na construção da Linha 6-Laranja do metrô às consequências da operação e responsabilizou administrações ligadas ao PT.

    Haddad respondeu a outros questionamentos feitos pelo adversário ao longo do debate, mantendo o foco nas críticas à atual administração paulista.

    Economia e empresas também apareceram

    Outro bloco de debate tratou de questões econômicas.

    Tarcísio questionou Haddad sobre empresas que enfrentaram pedidos de recuperação judicial ou dificuldades financeiras durante o governo federal. Entre os exemplos de referências estavam Casas Bahia, Tok&Stok e Habib’s .

    Haddad, por outro lado, destacou medidas defendidas pelo governo Lula, como aumento do salário mínimo e mudanças na faixa de isenção do Imposto de Renda. 

    Último encontro antes da votação

    O debate marcou o último encontro televisivo entre Tarcísio e Haddad antes do primeiro turno.

    A disputa estadual voltou a apresentar forte influência de temas nacionais, enquanto os candidatos também procuraram defender seus históricos administrativos e apresentar críticas às gestões anteriores.

    O confronto terminou com segurança pública, saúde, economia e a influência dos governos federais no centro das discussões, em um debate sobre quais os candidatos apresentaram versões diferentes sobre resultados, responsabilidades e políticas para São Paulo. 

  • Tropas dos EUA deixam o Iraque após duas décadas de presença militar

    Tropas dos EUA deixam o Iraque após duas décadas de presença militar

    Retirada marca uma nova etapa na relação entre Washington e Bagdá e encerra uma presença militar iniciada após a invasão do país em 2003

    As tropas dos Estados Unidos estão deixando o Iraque após cerca de duas décadas de presença militar , em uma mudança que marca uma nova fase na relação entre os dois países.

    A retirada ocorre depois de anos de operações militares, combate ao grupo Estado Islâmico e cooperação com as forças de segurança iraquianas.

    Presença americana começou em 2003

    A presença militar dos EUA no Iraque teve início com a invasão liderada pelos americanos em 2003 , que derrubou o governo de Saddam Hussein.

    A operação abriu um longo período de instabilidade e instabilidade no país. As forças americanas chegaram a reunir milhares de militares no território iraquiano.

    Em 2011, os EUA retiraram oficialmente as suas tropas de combate, mas regressaram ao país anos depois no contexto da luta contra o Estado Islâmico.

    Combate ao Estado Islâmico mudou de missão

    A partir de 2014, a atuação americana começou a ganhar força devido à expansão do Estado Islâmico (ISIS) no Iraque e na Síria.

    Os Estados Unidos participaram de uma coalizão internacional que apoiou as forças iraquianas na recuperação de territórios ocupados por grupo extremista.

    Com a redução da capacidade territorial do Estado Islâmico, a missão americana passou gradualmente de operações de combate para treinamento, aconselhamento e apoio às forças de segurança iraquianas .

    O que mudou no Iraque

    As forças de segurança do Iraque passaram a assumir uma parcela maior das operações contra grupos extremistas.

    A mudança permitiu que Washington e Bagdá discutissem uma redução da presença militar americana e uma relação baseada principalmente em cooperação de segurança, treinamento e intercâmbio de informações .

    Retirada não significa fim da relação

    A saída dos militares não representa necessariamente a proibição da cooperação entre os Estados Unidos e o Iraque.

    Os dois países continuam mantendo relações diplomáticas, econômicas e de segurança. 

    A cooperação contra ameaças extremistas também pode continuar por outros meios.

    Próxima etapa

    A principal questão agora é como o Iraque administrará sua segurança com uma presença militar americana menor.

    O país ainda enfrenta desafios relacionados a grupos armados, ameaças extremistas e disputas políticas internacionais.

    A retirada das tropas americanas representa o encerramento de um dos capítulos mais longos da presença militar dos EUA no Oriente Médio e abre uma nova etapa na relação entre Washington e Bagdá.

  • Flávio Bolsonaro propõe redução da estrutura federal e mudanças na segurança pública

    Flávio Bolsonaro propõe redução da estrutura federal e mudanças na segurança pública

    Programa eleitoral prevê redução de ministérios, retomada de desestatizações e endurecimento de regras penais

    BRASÍLIA – O candidato Flávio Bolsonaro (PL) apresentou um programa de governo que coloca entre suas principais propostas a redução da estrutura administrativa federal, a retomada de privatizações e mudanças na política de segurança pública.

    O plano propõe reduzir o número de ministérios e cargos públicos de livre nomeação, além de ampliar processos de digitalização de serviços prestados pelo governo federal.

    Na área econômica, o documento defende maior participação do setor privado em atividades atualmente desenvolvidas pelo Estado e a retomada de programas de desestatização.

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    A segurança pública ocupa espaço significativo no programa. Entre as propostas estão penas mais rígidas para determinados crimes, ampliação do encarceramento de integrantes de organizações criminosas e mudanças na legislação penal.

    Na saúde, o plano prevê ampliação da integração de dados entre diferentes redes de atendimento, incluindo informações do Sistema Único de Saúde e do setor privado.

    Durante atividades recentes de campanha, Flávio Bolsonaro também defendeu redução de impostos para empreendedores e afirmou que pretende estimular políticas voltadas à atividade empresarial.

    As propostas precisam ser analisadas individualmente porque algumas dependeriam de aprovação do Congresso e outras, eventualmente, de alterações constitucionais. 

  • Romeu Zema propõe reforma da Previdência, privatizações e saída do Brasil do Brics

    Romeu Zema propõe reforma da Previdência, privatizações e saída do Brasil do Brics

    Programa do candidato também prevê redução de impostos, combate aos supersalários e mudanças no mercado de trabalho

    BRASÍLIA – O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) apresentou um programa dividido em 15 áreas, com propostas relacionadas à economia, Previdência, educação, saúde, funcionalismo público e política externa.

    Entre os pontos apresentados está uma nova reforma da Previdência, que incluiria estados, municípios, militares e previdência rural. O documento também defende um mecanismo de reajuste da idade de aposentadoria relacionado à expectativa de vida da população.

    Na área fiscal, Zema propõe controle de despesas obrigatórias, revisão de gastos públicos e medidas para limitar remunerações consideradas acima do teto constitucional.

    O programa também defende a privatização de empresas estatais e venda de imóveis públicos sem utilização, argumentando que determinadas atividades podem ser executadas pelo setor privado.

    No campo tributário, a candidatura propõe redução do Imposto sobre Operações Financeiras em determinadas operações e diminuição do Imposto de Renda cobrado de empresas.

    Outra proposta é permitir um regime de contratação alternativo à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

    Na política externa, o plano prevê a saída do Brasil do Brics e maior abertura para acordos internacionais e atração de investimentos.

    Na educação, Zema propõe priorizar alfabetização, matemática, ciências e habilidades digitais, além de ampliar parcerias privadas para oferta de vagas em creches.

    O conjunto de propostas representa o programa eleitoral da candidatura e diferentes pontos dependeriam de aprovação legislativa ou de mudanças constitucionais.

  • Caiado coloca segurança e responsabilidade fiscal no centro de seu programa presidencial

    Caiado coloca segurança e responsabilidade fiscal no centro de seu programa presidencial

    Ex-governador de Goiás também propõe ampliar investimentos e fortalecer ensino em tempo integral

    BRASÍLIA – O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) estruturou seu plano de governo em torno de segurança pública, responsabilidade fiscal, investimentos, produtividade e reformas institucionais.

    No capítulo dedicado à segurança, o programa afirma que o combate ao crime organizado será uma das prioridades de um eventual governo.

    Entre as medidas apresentadas está a criação de um regime especial para integrantes e lideranças de organizações criminosas, com endurecimento de regras aplicadas a financiadores e responsáveis por estruturas dessas organizações.

    O candidato também propõe modernização das investigações de homicídios, feminicídios e latrocínios, além de políticas específicas de proteção a mulheres, crianças e adolescentes.

    Na economia, Caiado pretende elevar o nível de investimento do país, atualmente próximo de 17% do Produto Interno Bruto, para patamar próximo a 25% do PIB, segundo o programa apresentado.

    Para isso, o documento prevê redução do custo do capital, modernização da infraestrutura, melhoria do ambiente de negócios e maior participação de investimentos públicos e privados.

    Na educação, o programa propõe um pacto nacional pela alfabetização, com objetivo de garantir domínio de leitura, escrita e matemática até o fim do segundo ano do ensino fundamental.

    A ampliação do ensino em tempo integral e da educação profissional e tecnológica também aparece entre as propostas.

    Na saúde, Caiado defende manutenção dos princípios do SUS, com maior foco em prevenção, tecnologia e reorganização das filas para consultas e procedimentos.

    As propostas ainda dependeriam, em diferentes casos, de apoio legislativo e disponibilidade orçamentária. 

  • Renan Santos propõe mudanças profundas na Previdência e nos programas sociais

    Renan Santos propõe mudanças profundas na Previdência e nos programas sociais

    Plano de governo inclui revisão do Bolsa Família, pisos de saúde e educação e regras para municípios

    BRASÍLIA – O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) apresentou um programa de 51 páginas baseado em uma proposta de forte ajuste fiscal e mudanças na organização de programas sociais.

    Entre os pontos previstos está uma revisão do atual modelo do Bolsa Família, além de alterações em despesas da Previdência.

    O plano também propõe mudanças nos pisos constitucionais que atualmente estabelecem percentuais mínimos de aplicação de recursos públicos nas áreas de saúde e educação.

    Segundo a candidatura, o objetivo seria aumentar a flexibilidade na organização das contas públicas e reduzir despesas consideradas pouco eficientes.

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    Outra proposta envolve um mecanismo de intervenção ou tutela administrativa federal em municípios classificados como ineficientes, tema que exigiria amplo debate jurídico e legislativo para eventual implementação.

    Na infraestrutura, o candidato defende ampliar investimentos e aumentar a participação de ferrovias no sistema brasileiro de transportes.

    O programa também trata de segurança, educação, administração pública e reorganização de políticas federais.

    Diversas propostas apresentadas exigiriam aprovação do Congresso e algumas poderiam necessitar de emendas à Constituição, especialmente aquelas que alteram vinculações obrigatórias de gastos públicos.