Zeca joga responsabilidade em Riedel após Sidrolândia ficar fora da 1ª fase do MS Trifásico

Deputado diz que não participou da escolha dos municípios; programa lançado pelo governo estadual prevê R$ 172 milhões em investimentos e execução até 2028.

O deputado estadual e ex-governador Zeca do PT reagiu às cobranças pela ausência de Sidrolândia na primeira etapa do programa MS Trifásico e atribuiu ao governo de Eduardo Riedel e à Energisa a responsabilidade pela definição dos municípios atendidos nesta fase inicial. A manifestação ocorreu após moradores e produtores rurais questionarem a exclusão da cidade, que é uma das principais referências da agricultura familiar no Estado.

Lançado pelo Governo de Mato Grosso do Sul em parceria com a Energisa, o MS Trifásico prevê investimento estimado de R$ 172 milhões, com implantação de cerca de 2 mil quilômetros de rede elétrica trifásica e instalação de 500 transformadores. A proposta foi desenhada para beneficiar diretamente cerca de 15 mil produtores rurais, assentamentos e empreendedores do setor agropecuário, com execução em três etapas entre 2026 e 2028.

Na primeira fase, ainda em 2026, foram incluídos apenas Bonito, Dois Irmãos do Buriti, Dourados, Maracaju, Nioaque, Nova Alvorada do Sul e Rio Brilhante, com previsão de atendimento a 25 assentamentos e impacto direto sobre 7.746 pessoas. Sidrolândia ficou fora dessa etapa inicial e, segundo informações divulgadas sobre o cronograma, deverá ser contemplada apenas na segunda fase, prevista para 2027.

A exclusão ganhou repercussão porque Sidrolândia tem forte peso na produção rural sul-mato-grossense. Reportagem local destaca que o município tem a segunda maior população rural do Estado e lidera em número de propriedades da agricultura familiar, o que ampliou a pressão política e social pela revisão do cronograma.

O tema ganhou ainda mais destaque porque Zeca vinha defendendo publicamente a expansão da rede trifásica no campo. Em 9 de março, o deputado cobrou estudo técnico para implantação do sistema nos assentamentos de Mato Grosso do Sul e, em 18 de março, apresentou na Assembleia Legislativa um projeto de lei para criar o Programa MS Trifásico, defendendo a melhoria da infraestrutura elétrica como base para modernização da produção rural.

Com a reação negativa em Sidrolândia, a pressão agora se volta para o governo estadual e para a concessionária de energia. A expectativa no município é que o cronograma seja revisto para antecipar a entrada da cidade no programa, diante da demanda por energia mais estável em assentamentos, distritos e cadeias produtivas que dependem diretamente de fornecimento contínuo no campo.