Relatório internacional aponta falhas na investigação de operação policial que deixou 122 mortos no Rio
Organização Human Rights Watch questiona a apuração das mortes ocorridas durante a Operação Contenção.
RIO DE JANEIRO — Um relatório divulgado pela organização internacional Human Rights Watch (HRW), na quarta-feira (28), apontou falhas na investigação das mortes registradas durante a Operação Contenção, realizada há um ano nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro.
A ação policial resultou em 122 mortes, incluindo cinco policiais e 117 pessoas que não integravam as forças de segurança, tornando-se a operação policial mais letal da história do estado, segundo a reportagem.
Investigações geram questionamentos
De acordo com informações divulgadas pela Secretaria Estadual de Segurança Pública, até a publicação do relatório haviam sido concluídas as investigações referentes às mortes dos cinco policiais.
Os inquéritos relacionados a esses homicídios resultaram no indiciamento de 12 pessoas. Nove foram apontadas como diretamente envolvidas nas mortes e outras três como suspeitas de ordenar os ataques às forças policiais.
A Human Rights Watch levantou preocupações sobre as falhas na apuração das demais mortes e a necessidade de investigações efetivas.
Debate sobre atuação policial
O caso reacende discussões sobre os limites das operações de segurança pública, o combate ao crime organizado e a garantia dos direitos fundamentais.
A responsabilização por eventuais irregularidades depende de investigação individualizada e do devido processo legal.
Organizações de direitos humanos defendem que mortes decorrentes de intervenções policiais sejam investigadas de maneira rigorosa, para garantir transparência e esclarecer as circunstâncias de cada ocorrência.

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