Reino Unido recua de regra obrigatória para empresas divulgarem riscos climáticos

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Companhias continuarão podendo explicar por que não cumprem determinados padrões de transparência ambiental

LONDRES – A autoridade responsável pela regulação do mercado financeiro do Reino Unido decidiu abandonar uma proposta que obrigaria empresas listadas em bolsa a seguir novos padrões de divulgação sobre riscos climáticos.

A Financial Conduct Authority, conhecida como FCA, informou nesta quarta-feira, 30, que continuará utilizando o modelo chamado “cumprir ou explicar”. 

Nesse sistema, as empresas devem divulgar determinadas informações ou explicar publicamente por que não seguiram as recomendações.

A proposta anterior previa regras mais rígidas sobre riscos financeiros relacionados ao clima, metas ambientais e possíveis efeitos das mudanças climáticas sobre as operações das empresas.

Segundo o órgão regulador, empresas demonstraram preocupação com os custos de implementação e com possíveis impactos sobre a competitividade internacional.

O tema ganhou importância nos últimos anos devido à pressão de investidores por mais informações sobre sustentabilidade.

Riscos climáticos podem afetar desde infraestrutura e cadeias de fornecimento até seguros, agricultura e disponibilidade de matérias-primas.

Dados analisados pela FCA mostraram que 92% das empresas integrantes do índice FTSE 350 cumpriram as regras anteriores de divulgação climática em seus relatórios de 2025. 

A decisão britânica acontece em um momento em que outras regiões também revisam exigências ambientais aplicadas às empresas.

O debate internacional está cada vez mais dividido entre ampliar a transparência climática e evitar custos regulatórios considerados excessivos pelas companhias. 

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