Madri, 16 de março de 2026
– Durante visita a uma exposição sobre a mulher indígena mexicana em um museu de Madri, o rei Felipe VI admitiu nesta segunda-feira que a colonização espanhola das Américas, iniciada em 1492, resultou em “muito abuso” contra os povos indígenas, apesar das intenções iniciais dos reis católicos de protegê-los.
“O desejo de proteção dos reis católicos, como a rainha Isabel com suas diretrizes e as leis das Índias, não se cumpriu como se pretendia e houve muito abuso”, declarou o monarca, em vídeo divulgado pela Casa Real no X.
A colonização espanhola se estendeu do México à Argentina e ao Chile, e foi marcada por exploração econômica, violência, escravidão e catástrofe demográfica causada por doenças e massacres. A Espanha, assim como Portugal — colonizador do Brasil —, tem feito pedidos de desculpas simbólicos ao longo dos últimos anos, mas medidas reparatórias mais efetivas ainda não foram implementadas.
Especialistas afirmam que o reconhecimento oficial do rei é um passo simbólico importante, mas que a reparação histórica ainda enfrenta resistência política e cultural em ambos os países europeus.



