Dólar opera em queda, com exterior e expectativas de inflação no radar

Na última sexta-feira, a moeda norte-americana subiu 0,13%, vendida a R$ 4,7777. Na semana, porém, recuou 0,85% frente ao real. Dólar Pixabay O dólar opera em queda nesta segunda-feira (26), após oscilar entre altas e baixas durante o começo da sessão. Em um dia de agenda mais fraca no Brasil e no mundo, investidores seguem na expectativa por dados econômicos que devem sair nos próximos dias. No cenário interno, destaque para a revisão nas expectativas para a inflação e para o Produto Interno Bruto (PIB) pelo Boletim Focus. Já no exterior, as atenções estão voltadas para as possibilidades de uma recessão global, com dados mais fracos de diversas economias. Às 11h22, a moeda norte-americana caía 0,30%, cotada a R$ 4,7636. Veja mais cotações. Na última sexta-feira, o dólar teve leve alta de 0,13%, aos R$ 4,7777. Com o resultado, a moeda passou a acumular quedas de: 0,85% na semana; 5,82% no mês; 9,48% no ano. ENTENDA: O que faz o dólar subir ou cair em relação ao real COMERCIAL X TURISMO: qual a diferença entre a cotação de moedas estrangeiras e por que o turismo é mais caro? DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda? O que está mexendo com os mercados? A semana começou com a divulgação do Boletim Focus, relatório do Banco Central do Brasil (BC) que reúne as estimativas de economistas do mercado financeiro para os principais indicadores do país. Nesta edição, as projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2023 caíram pela sexta semana consecutiva, para 5,06%. Para o ano que vem as expectativas também foram reduzidas e, agora, apontam para uma inflação de 3,98%. Já para o PIB, as perspectivas melhoraram, pela sétima semana. Os economistas esperam que o Brasil cresça 2,18% neste ano e 1,22% em 2024. As projeções para a Selic, taxa básica de juros, se mantiveram as mesmas, no entanto. Apesar do comunicado da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) ter apresentado um tom mais duro do que o esperado, sem sinalizações de cortes nos juros, o mercado prevê uma taxa Selic de 12,25% ao ano até dezembro e de 9,50% ao ano no fim do ano que vem. Ainda sobre os juros, investidores aguardam a divulgação da ata da reunião do Copom, que deve trazer mais detalhes sobre os rumos da política monetária brasileira nos próximos meses. Já no cenário internacional, o mercado repercute dados mais fracos das últimas semanas, que indicam que "a inflação ainda preocupa Bancos Centrais ao redor do mundo, e que a economia global pode sofrer mais do que o esperado daqui pra frente", segundo Thiago Godoy, educador financeiro da Rico, Esses dados promovem uma maior aversão aos riscos nos investidores internacionais, enquanto aguardam novos indicadores econômicos, com destaque para: Índice de Preços PCE nos Estados Unidos, o indicador favorito do Federal Reserve (Fed, o banco central americano); Índice de Sentimento do Consumidor da Universidade de Mishigan; dados de emprego e desemprego na zona do euro; Índice Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) industrial, que mostra um retrato quão aquecido anda o mercado, da China.

Dólar opera em queda, com exterior e expectativas de inflação no radar

Na última sexta-feira, a moeda norte-americana subiu 0,13%, vendida a R$ 4,7777. Na semana, porém, recuou 0,85% frente ao real. Dólar Pixabay O dólar opera em queda nesta segunda-feira (26), após oscilar entre altas e baixas durante o começo da sessão. Em um dia de agenda mais fraca no Brasil e no mundo, investidores seguem na expectativa por dados econômicos que devem sair nos próximos dias. No cenário interno, destaque para a revisão nas expectativas para a inflação e para o Produto Interno Bruto (PIB) pelo Boletim Focus. Já no exterior, as atenções estão voltadas para as possibilidades de uma recessão global, com dados mais fracos de diversas economias. Às 11h22, a moeda norte-americana caía 0,30%, cotada a R$ 4,7636. Veja mais cotações. Na última sexta-feira, o dólar teve leve alta de 0,13%, aos R$ 4,7777. Com o resultado, a moeda passou a acumular quedas de: 0,85% na semana; 5,82% no mês; 9,48% no ano. ENTENDA: O que faz o dólar subir ou cair em relação ao real COMERCIAL X TURISMO: qual a diferença entre a cotação de moedas estrangeiras e por que o turismo é mais caro? DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda? O que está mexendo com os mercados? A semana começou com a divulgação do Boletim Focus, relatório do Banco Central do Brasil (BC) que reúne as estimativas de economistas do mercado financeiro para os principais indicadores do país. Nesta edição, as projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2023 caíram pela sexta semana consecutiva, para 5,06%. Para o ano que vem as expectativas também foram reduzidas e, agora, apontam para uma inflação de 3,98%. Já para o PIB, as perspectivas melhoraram, pela sétima semana. Os economistas esperam que o Brasil cresça 2,18% neste ano e 1,22% em 2024. As projeções para a Selic, taxa básica de juros, se mantiveram as mesmas, no entanto. Apesar do comunicado da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) ter apresentado um tom mais duro do que o esperado, sem sinalizações de cortes nos juros, o mercado prevê uma taxa Selic de 12,25% ao ano até dezembro e de 9,50% ao ano no fim do ano que vem. Ainda sobre os juros, investidores aguardam a divulgação da ata da reunião do Copom, que deve trazer mais detalhes sobre os rumos da política monetária brasileira nos próximos meses. Já no cenário internacional, o mercado repercute dados mais fracos das últimas semanas, que indicam que "a inflação ainda preocupa Bancos Centrais ao redor do mundo, e que a economia global pode sofrer mais do que o esperado daqui pra frente", segundo Thiago Godoy, educador financeiro da Rico, Esses dados promovem uma maior aversão aos riscos nos investidores internacionais, enquanto aguardam novos indicadores econômicos, com destaque para: Índice de Preços PCE nos Estados Unidos, o indicador favorito do Federal Reserve (Fed, o banco central americano); Índice de Sentimento do Consumidor da Universidade de Mishigan; dados de emprego e desemprego na zona do euro; Índice Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) industrial, que mostra um retrato quão aquecido anda o mercado, da China.