Localizada acima do Círculo Polar Ártico, cidade da Noruega vivencia o chamado “sol da meia-noite”, período em que o astro permanece visível por até 24 horas durante o verão.

Na cidade de Tromsø, localizada no norte da Noruega, um fenômeno natural chama a atenção de cientistas, moradores e turistas: durante parte do verão, o sol simplesmente não se põe.
Conhecido como “sol da meia-noite”, o fenômeno ocorre porque a cidade está situada acima do Círculo Polar Ártico, região do planeta em que a inclinação da Terra em relação ao Sol provoca longos períodos de luminosidade contínua.
Entre os meses de maio e julho, o sol permanece visível no horizonte por praticamente 24 horas por dia. Mesmo durante a
madrugada, a luminosidade continua presente, criando um cenário incomum para quem não está habituado a esse fenômeno.
Esse comportamento ocorre devido à inclinação do eixo da Terra, que faz com que, durante o verão no hemisfério norte, áreas próximas ao polo recebam luz solar constante. Como consequência, o sol permanece acima da linha do horizonte por semanas ou até meses, dependendo da latitude.
Embora possa parecer estranho para muitos visitantes, os moradores de Tromsø já estão acostumados a esse ciclo natural. Cortinas blackout são comuns nas residências, pois ajudam a bloquear a luminosidade constante e facilitam o sono durante a noite.
O fenômeno também se tornou uma importante atração turística. Todos os anos, milhares de visitantes viajam até a cidade para observar o sol brilhando à meia-noite, praticar atividades ao ar livre durante a madrugada e registrar o fenômeno em fotografias

No inverno, entretanto, ocorre o efeito oposto. A região entra no período conhecido como noite polar, quando o sol permanece abaixo do horizonte por várias semanas, deixando a cidade em um prolongado período de escuridão.
Mesmo com essas variações extremas de luz, Tromsø consolidou-se como um dos destinos mais curiosos do planeta, demonstrando como a geografia e os movimentos da Terra podem produzir fenômenos naturais surpreendentes.



