Ministro da Fazenda deve se despedir do cargo em agenda na capital paulista; petista entra na disputa com apoio de Lula e já aparece atrás de Tarcísio em pesquisa Datafolha

O PT deve oficializar na próxima sexta-feira (20) o lançamento da pré-candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao governo de São Paulo. O anúncio está previsto para ocorrer em um evento com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros e lideranças do partido, em um movimento que marca a entrada formal do ex-prefeito da capital na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes em 2026.
A coletiva de imprensa para o lançamento da pré-candidatura está prevista para as 10h, no Sindicato dos Químicos, no bairro da Liberdade, região central de São Paulo. A expectativa é que o ato reúna nomes de peso do governo federal e da cúpula petista, reforçando o caráter estratégico da candidatura no maior colégio eleitoral do país.
Antes do evento político, Haddad deve iniciar sua despedida do comando do Ministério da Fazenda também em São Paulo. A saída do ministro deve ocorrer durante a 17ª Caravana Federativa, programada para os dias 19 e 20 de março, com participação do presidente Lula e de integrantes da Esplanada. A agenda é vista por aliados como uma transição simbólica entre a atuação no governo federal e o início de uma nova etapa eleitoral no estado.
O calendário político da semana ainda inclui outro compromisso de destaque. No dia 19, está previsto um evento em homenagem ao ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, na Universidade Federal do ABC (UFABC), com presença esperada de representantes do governo federal.
A entrada de Haddad na disputa acontece em um cenário eleitoral desafiador. Pesquisa Datafolha divulgada no último dia 8 de março mostrou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na liderança isolada em todos os cenários testados para o primeiro turno da eleição paulista. No recorte em que enfrenta diretamente Haddad, Tarcísio aparece com 44% das intenções de voto, contra 31% do ministro da Fazenda.
No mesmo levantamento, Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB) aparecem com 5% cada. Felipe D’Avila (Novo) registra 3%. Brancos, nulos e eleitores que não escolheriam nenhum somam 11%, enquanto 1% dos entrevistados disseram não saber em quem votar.
Mesmo com a vantagem do atual governador, o PT aposta no peso político de Haddad, no apoio direto de Lula e na estrutura nacional do partido para tornar a disputa mais competitiva nos próximos meses. A avaliação entre aliados é que a candidatura do ministro poderá reorganizar o palanque governista em São Paulo e nacionalizar parte do debate estadual.
Com a pré-candidatura prestes a ser lançada, Haddad volta ao centro do tabuleiro político paulista e deve assumir o papel de principal aposta do PT para tentar retomar o governo do estado, hoje sob comando de um adversário fortalecido e bem posicionado nas pesquisas.



