Trump levanta dúvida sobre vida do novo líder do Irã: “Perdeu uma perna”, diz presidente dos EUA

Washington — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (16) que não sabe se Mojtaba Khamenei, novo líder do Irã, está vivo. Segundo o republicano, informações da inteligência norte-americana indicam que o filho do falecido aiatolá Ali Khamenei foi gravemente ferido em um ataque aéreo recente a Teerã e teria perdido uma perna. “Não sabemos… se ele está morto ou não. Devo dizer que ninguém o viu, o que é incomum”, disse Trump durante entrevista na Casa Branca.

De acordo com relatos, Mojtaba Khamenei assumiu a liderança do país após a morte do pai em ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel, que marcaram a escalada da atual guerra no Oriente Médio. Desde então, o novo líder não apareceu em público e fez apenas um pronunciamento por escrito, aumentando a especulação sobre sua condição física.

Muitas pessoas dizem que ele está gravemente desfigurado. Dizem que perdeu a perna e foi gravemente ferido. Outras pessoas dizem que ele está morto”, acrescentou o presidente norte-americano, destacando o clima de incerteza sobre o comando iraniano. Trump também comentou sobre a dificuldade de negociação com o governo iraniano, afirmando: “Não sabemos quem é o líder deles. Temos pessoas querendo negociar, mas não temos ideia de quem sejam”.

Pressão a aliados para liberação do Estreito de Ormuz

Trump voltou a afirmar que os Estados Unidos “destruíram” a capacidade militar do Irã e pediu que aliados contribuam para a segurança do Estreito de Ormuz, atualmente bloqueado pelo Irã em retaliação aos ataques. Segundo o presidente, seu secretário de Estado, Marco Rubio, anunciará os países que formarão uma coalizão para garantir a circulação de navios na região.

Encorajamos veementemente outras nações cujas economias dependem muito mais dessa passagem do que a nossa. Obtemos menos de 1% do nosso petróleo pelo Estreito”, disse Trump, citando Japão, China, países europeus e Coreia do Sul como dependentes estratégicos da rota marítima.

Apesar da pressão, alguns aliados manifestaram pouca disposição em enviar forças navais. Trump afirmou que não está satisfeito com a postura do Reino Unido e deixou claro que os EUA não dependem do petróleo iraniano.

Impacto crescente da guerra na região

A escalada do conflito vem deixando um rastro de destruição e vítimas. No Irã, a Cruz Vermelha registrou mais de 1.300 mortos devido aos ataques norte-americanos e israelenses, incluindo 223 mulheres e 202 crianças, segundo dados do Ministério da Saúde iraniano.

Em Israel, pelo menos 12 pessoas morreram e outras ficaram feridas em ataques de mísseis iranianos. O Exército dos EUA também perdeu 13 militares, seis deles em um acidente aéreo no Iraque na semana passada. No Líbano, o conflito entre o grupo Hezbollah e Israel deixou mais de 820 mortos e deslocou cerca de 800 mil pessoas em apenas 10 dias.

Novos ataques e tensões no Golfo Pérsico

Nesta segunda-feira, Arábia Saudita, Kuwait e Bahrein relataram ataques com mísseis e drones. No domingo, o Irã pediu a evacuação de três grandes portos nos Emirados Árabes Unidos, em sua primeira ameaça direta a instalações não pertencentes aos EUA no Golfo Pérsico.

O governo iraniano acusa os Estados Unidos de bombardear a ilha de Kharg, principal terminal petrolífero do país, o que teria provocado novos ataques com drones e mísseis na região. Em resposta, Teerã restringiu a passagem apenas para “inimigos e aqueles que apoiam sua agressão”, segundo declarações do chanceler iraniano Araqchi.

Enquanto a tensão aumenta, o mundo acompanha o impasse sobre a condição de Mojtaba Khamenei e a intensificação dos ataques, com o Oriente Médio à beira de um conflito ainda mais amplo.