Categoria: Mundo

  • Setembro coloca inclusão de pessoas com deficiência no centro do debate educacional

    Setembro coloca inclusão de pessoas com deficiência no centro do debate educacional

    Campanha Setembro Verde reforça discussão sobre acessibilidade e participação plena de estudantes em escolas e universidades

    O mês de setembro também é marcado pela campanha Setembro Verde, dedicada à inclusão das pessoas com deficiência e à conscientização da sociedade sobre acessibilidade. 

    No ambiente educacional, o assunto vai muito além da construção de rampas.

    A inclusão envolve garantir que estudantes possam efetivamente acompanhar aulas, utilizar materiais, participar das atividades e circular pelos espaços escolares com autonomia.

    Inclusão precisa acontecer na prática

    As necessidades podem variar de acordo com cada estudante.

    Há alunos que precisam de recursos de acessibilidade física, enquanto outros necessitam de materiais adaptados, tecnologias assistivas, intérpretes, apoio pedagógico ou métodos diferentes de apresentação do conteúdo.

    Por isso, matricular o estudante é apenas o primeiro passo.

    A permanência e a aprendizagem precisam fazer parte da mesma discussão.

    Tecnologia amplia possibilidades

    Ferramentas digitais também abriram novas possibilidades.

    Leitores de tela, legendas, materiais digitais acessíveis e sistemas de comunicação alternativa podem reduzir barreiras.

    Ao mesmo tempo, uma tecnologia mal planejada pode criar novas dificuldades.

    O debate promovido durante o Setembro Verde reforça uma ideia essencial: uma escola inclusiva não beneficia somente estudantes com deficiência.

    Ambientes mais acessíveis, materiais claros e diferentes formas de aprendizagem podem melhorar a experiência educacional de toda a comunidade.

  • Brasil inicia caminho para 2030 com desafio de transformar renovação em projeto de longo prazo

    Brasil inicia caminho para 2030 com desafio de transformar renovação em projeto de longo prazo

    Depois da eliminação na Copa de 2026, Seleção começa período em que resultados imediatos dividem espaço com construção de uma nova geração

    Pouco mais de dois meses depois do fim da participação brasileira na Copa do Mundo de 2026, a Seleção começa a olhar para 2030.

    O calendário inicial prevê dois confrontos contra a Austrália e, posteriormente, um encontro inédito com a Índia. 

    A próxima Copa terá partidas em Espanha, Portugal, Marrocos, Uruguai, Argentina e Paraguai, aumentando ainda mais a dimensão logística do torneio.

    Renovar sem começar do zero

    Um dos principais desafios de qualquer seleção após uma Copa é decidir quanto do grupo anterior deve permanecer.

    Uma renovação completa pode eliminar experiência importante. Poucas mudanças, por outro lado, podem impedir o surgimento de novos protagonistas.

    Ancelotti indicou que pretende equilibrar esses dois lados.

    Jogadores experientes permanecem relevantes, mas jovens com idade adequada para 2030 passam a receber atenção especial. 

    Amistosos funcionam como laboratório

    Resultados sempre possuem importância para a Seleção Brasileira, mas esta etapa oferece algo igualmente valioso: tempo para testar.

    Novas duplas de zaga, alternativas de meio-campo, laterais e atacantes podem ser avaliados antes das grandes competições.

    Também é o momento de desenvolver uma identidade coletiva.

    A experiência recente mostra que reunir jogadores talentosos não é suficiente para garantir sucesso em uma Copa.

    Nos próximos quatro anos, o desafio será transformar talento individual em um grupo preparado para diferentes adversários e cenários de jogo.

    A caminhada para 2030, portanto, não começa apenas quando surgirem partidas oficiais decisivas. Ela já começou agora.

  • Xilogravura ganha exposição e mostra como técnica tradicional continua viva na arte contemporânea

    Xilogravura ganha exposição e mostra como técnica tradicional continua viva na arte contemporânea

    Mostra “Estampa Nossa” reúne trabalhos desenvolvidos durante sete meses de experimentação artística

    Uma técnica centenária de impressão ganhou espaço no Centro Cultural São Paulo.

    A exposição “Estampa Nossa” reúne gravuras e matrizes produzidas por participantes de um projeto de introdução e desenvolvimento de trabalhos em xilogravura. 

    Madeira se transforma em imagem

    Na xilogravura, o artista trabalha diretamente sobre uma matriz de madeira.

    Partes são retiradas da superfície e outras permanecem em relevo. Depois da aplicação de tinta, a matriz é pressionada contra papel ou outro material.

    O resultado combina técnica, planejamento e características únicas do processo manual.

    No Brasil, a xilogravura possui relação histórica com a cultura popular e ficou especialmente conhecida pelas capas e ilustrações da literatura de cordel.

    Tradição encontra novos artistas

    A exposição mostra que a técnica não pertence apenas ao passado.

    Artistas contemporâneos continuam experimentando diferentes formas de utilizar madeira, textura, repetição e impressão.

    A mostra apresenta trajetórias desenvolvidas ao longo de sete meses.

    Em uma época dominada por imagens produzidas instantaneamente por celulares e computadores, o processo lento da gravura oferece um contraste interessante: cada imagem começa com trabalho físico diretamente sobre a matéria.

  • Eventos climáticos extremos reforçam desafio de cidades diante de chuvas, calor e períodos de seca

    Eventos climáticos extremos reforçam desafio de cidades diante de chuvas, calor e períodos de seca

    Infraestrutura urbana passa a ser testada por fenômenos mais intensos e exige planejamento de longo prazo

    Inundações, ondas de calor, períodos prolongados de seca e incêndios florestais aparecem com frequência crescente no noticiário internacional.

    Embora cada desastre tenha causas específicas, os episódios colocam um mesmo desafio diante das autoridades: preparar cidades para condições meteorológicas extremas.

    Infraestrutura construída para outro cenário

    Sistemas de drenagem, redes elétricas, estradas e bairros inteiros foram muitas vezes projetados utilizando registros históricos de chuva e temperatura.

    Quando eventos ultrapassam esses parâmetros, a infraestrutura pode não responder adequadamente.

    Áreas densamente ocupadas também dificultam a absorção da água da chuva.

    Prevenção custa menos que reconstrução

    Sistemas de alerta, monitoramento meteorológico, preservação de áreas naturais e planejamento urbano podem reduzir perdas.

    Nenhuma dessas medidas elimina totalmente o risco.

    Porém, a capacidade de alertar moradores com antecedência pode salvar vidas.

    O desafio climático, portanto, não está apenas em discutir o que acontecerá no futuro. Para muitas cidades, adaptar infraestrutura e protocolos de emergência já se tornou uma necessidade do presente.

  • Mundo se prepara para uma nova geração de robôs capazes de trabalhar ao lado de humanos

    Mundo se prepara para uma nova geração de robôs capazes de trabalhar ao lado de humanos

    Inteligência artificial acelera desenvolvimento de máquinas voltadas para fábricas, logística e tarefas cotidianas

    Robôs industriais existem há décadas, mas uma nova geração promete sair de áreas isoladas das fábricas para compartilhar ambientes com pessoas.

    A diferença está principalmente na inteligência artificial.

    Máquinas tradicionais repetem movimentos previamente programados. Sistemas mais recentes procuram reconhecer objetos, interpretar comandos e adaptar movimentos a situações diferentes.

    Fábricas são primeiro grande mercado

    Ambientes industriais oferecem condições favoráveis porque muitas tarefas são repetitivas e acontecem em espaços controlados.

    Carregar peças, separar mercadorias e transportar objetos são algumas aplicações possíveis.

    No entanto, colocar máquinas em ambientes imprevisíveis é muito mais difícil.

    Uma casa, hospital ou comércio possui pessoas circulando, objetos fora do lugar e situações inesperadas.

    Emprego também entra na discussão

    A automação pode aumentar produtividade e reduzir atividades perigosas.

    Ao mesmo tempo, trabalhadores questionam quais funções poderão desaparecer e quais novas profissões surgirão.

    Historicamente, tecnologias transformam o mercado de trabalho em vez de simplesmente eliminá-lo por completo.

    A velocidade dessa nova transformação, porém, será um dos grandes temas econômicos dos próximos anos.

  • Data centers de inteligência artificial pressionam busca mundial por novas fontes de energia

    Data centers de inteligência artificial pressionam busca mundial por novas fontes de energia

    Crescimento acelerado da computação coloca consumo elétrico no centro da expansão tecnológica

    Por trás de uma pergunta feita a uma inteligência artificial existe uma infraestrutura gigantesca.

    Servidores instalados em grandes centros de dados processam bilhões de operações, e o crescimento desses sistemas está aumentando a demanda por energia.

    A expansão colocou o setor elétrico no centro de uma corrida tecnológica que antes parecia restrita aos computadores.

    IA exige infraestrutura física

    Embora serviços digitais pareçam funcionar apenas “na nuvem”, eles dependem de prédios, servidores, redes, sistemas de refrigeração e fornecimento constante de eletricidade.

    Quanto maiores os modelos e o número de usuários, maior tende a ser a infraestrutura necessária.

    Isso levou empresas a procurar regiões com energia abundante e redes capazes de sustentar novos centros de dados.

    Desafio ambiental

    A questão também envolve sustentabilidade.

    Se a expansão depender fortemente de fontes poluentes, parte dos benefícios tecnológicos virá acompanhada de maior impacto ambiental.

    Por outro lado, a demanda pode acelerar investimentos em energia renovável e sistemas mais eficientes.

    O crescimento da IA mostra que o futuro digital depende de uma realidade bastante concreta: energia suficiente para manter milhões de equipamentos funcionando continuamente.

  • Óculos inteligentes reacendem preocupação mundial sobre privacidade

    Óculos inteligentes reacendem preocupação mundial sobre privacidade

    Câmeras e microfones incorporados a dispositivos usados no rosto levantam dúvidas sobre pessoas que podem ser gravadas sem perceber

    Depois dos smartphones e relógios inteligentes, a indústria de tecnologia aposta em uma nova categoria de dispositivos: óculos capazes de utilizar inteligência artificial para interpretar o ambiente.

    O conceito parece simples. Uma câmera identifica aquilo que o usuário está observando, enquanto sistemas de IA podem fornecer informações em tempo real.

    Mas existe um problema evidente.

    Quem está ao redor também pode ser registrado

    Uma pessoa usando óculos inteligentes pode entrar em uma loja, restaurante, universidade ou transporte público com câmeras posicionadas diretamente diante de outras pessoas.

    Isso torna mais difícil perceber quando existe uma gravação.

    Em um celular, o movimento de apontar a câmera costuma ser visível. Nos óculos, essa percepção pode desaparecer.

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    Consentimento entra no centro do debate

    A discussão não envolve apenas onde os arquivos são armazenados.

    Existe também a pergunta sobre quem autorizou a gravação e como pessoas ao redor podem saber que estão sendo registradas.

    Fabricantes estudam indicadores visuais e outras formas de sinalização.

    A questão deverá ganhar importância conforme dispositivos vestíveis se tornem mais comuns.

    O desafio será criar tecnologia capaz de auxiliar o usuário sem transformar espaços públicos e privados em ambientes de gravação permanente.

  • Inteligência artificial entra em nova fase e passa a ser discutida como questão de segurança internacional

    Inteligência artificial entra em nova fase e passa a ser discutida como questão de segurança internacional

    Avanço de sistemas cada vez mais sofisticados leva governos a ampliar debate sobre riscos, controle e impacto geopolítico

    A inteligência artificial deixou de ser apenas assunto de empresas de tecnologia.

    Em 2026, a discussão ganhou definitivamente dimensão internacional, envolvendo governos, organismos multilaterais e grandes companhias.

    O avanço de modelos capazes de produzir textos, imagens, vídeos, códigos e executar tarefas complexas cria oportunidades econômicas, mas também levanta questionamentos.

    Informação é uma das preocupações

    Uma das áreas mais sensíveis envolve a produção de conteúdos artificiais cada vez mais realistas.

    Imagens e vídeos manipulados podem dificultar a identificação do que realmente aconteceu.

    Governos e plataformas enfrentam o desafio de criar mecanismos de identificação sem impedir usos legítimos da tecnologia.

    Corrida tecnológica também é geopolítica

    Estados Unidos, China, Europa e outros polos tecnológicos procuram desenvolver suas próprias capacidades.

    Quem controla infraestrutura, chips, centros de dados e modelos avançados pode conquistar vantagens econômicas e estratégicas.

    Ao mesmo tempo, cresce a discussão sobre a necessidade de regras internacionais.

    O grande desafio será encontrar um equilíbrio entre inovação, segurança, privacidade e liberdade, sem que a velocidade da tecnologia deixe a legislação permanentemente atrasada.

  • Conta de luz segue com bandeira amarela e mantém cobrança adicional em setembro

    Conta de luz segue com bandeira amarela e mantém cobrança adicional em setembro

    Período seco reduz geração hidrelétrica e aumenta necessidade de fontes de energia mais caras

    Os consumidores brasileiros continuam pagando cobrança adicional na conta de energia elétrica durante setembro.

    A Agência Nacional de Energia Elétrica manteve a bandeira tarifária amarela, com acréscimo de R$ 1,885 para cada 100 quilowatts-hora consumidos. 

    Este é o quinto mês consecutivo com cobrança adicional.

    Por que existe a bandeira?

    O sistema de bandeiras tarifárias sinaliza ao consumidor as condições de geração de energia no país.

    Durante períodos de chuva, os reservatórios das hidrelétricas costumam oferecer melhores condições de geração.

    Em períodos mais secos, pode ser necessário acionar usinas termelétricas, que possuem custo maior.

    É justamente esse cenário que ajuda a explicar a manutenção da bandeira amarela.

    Pequenas mudanças fazem diferença

    Para as famílias, equipamentos como chuveiro elétrico, ar-condicionado e aparelhos utilizados por muitas horas podem ter impacto relevante no consumo.

    A bandeira não significa falta de energia.

    Ela indica que produzir eletricidade naquele momento está mais caro, e parte desse custo é repassada ao consumidor.

  • Jogos digitais desenvolvidos na Maré transformam matemática em experiência mais acessível

    Jogos digitais desenvolvidos na Maré transformam matemática em experiência mais acessível

    Projeto utiliza tecnologia para apresentar conceitos matemáticos de maneira simples e aproximar crianças e adolescentes da disciplina

    A matemática, considerada uma das disciplinas mais desafiadoras por parte dos estudantes, está ganhando uma abordagem diferente por meio da tecnologia.

    Uma parceria envolvendo o AfroGames Studios e o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) resultou em uma coleção de 12 jogos educativos voltados ao ensino de conceitos matemáticos. 

    A iniciativa desenvolvida na Maré, no Rio de Janeiro, aposta em uma linguagem familiar às novas gerações: os games.

    Aprender enquanto joga

    A proposta não é substituir professores ou aulas tradicionais.

    Os jogos funcionam como uma ferramenta complementar capaz de apresentar problemas matemáticos dentro de desafios interativos.

    Quando o estudante precisa tomar decisões, reconhecer padrões ou resolver problemas para avançar no jogo, conceitos que poderiam parecer abstratos passam a ter uma aplicação concreta.

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    Essa estratégia também pode ajudar a combater uma barreira frequente na aprendizagem: a ideia de que matemática necessariamente precisa ser difícil ou distante da vida cotidiana.

    Tecnologia dentro da educação

    A presença de recursos digitais nas escolas cresceu, mas o desafio atual é fazer com que a tecnologia seja utilizada com objetivo pedagógico.

    Ter computadores, tablets ou celulares disponíveis não garante automaticamente aprendizagem.

    O diferencial está no conteúdo apresentado e na maneira como ele é integrado ao processo educacional.

    Projetos como o desenvolvido na Maré mostram uma possibilidade: utilizar ferramentas que já fazem parte do cotidiano dos jovens para estimular raciocínio e aprendizagem.