Autor: marketingucppjc

  • Candidatos do segundo turno entram em período de restrição à prisão

    Candidatos do segundo turno entram em período de restrição à prisão

    Proteção começou em 10 de outubro e possui exceção para flagrante delito; eleitores seguem calendário diferente.

    As candidatas e os candidatos que disputam o segundo turno das eleições de 2026 estão, desde 10 de outubro, no período em que o Código Eleitoral restringe prisões e detenções.

    A regra abrange os 15 dias anteriores à votação e permanece até 48 horas depois do encerramento do pleito, marcado para 25 de outubro.

    Flagrante permanece como exceção

    A restrição não impede prisão em flagrante delito. Nessa situação, a pessoa detida deve ser apresentada imediatamente ao juiz competente, responsável por avaliar a legalidade da medida.

    Quando a regra alcança os eleitores

    Para o eleitorado, o período começa cinco dias antes da votação e termina 48 horas após o pleito.

    As exceções incluem flagrante delito, sentença condenatória por crime inafiançável e descumprimento de salvo-conduto emitido pela Justiça Eleitoral.

    Mesários e fiscais partidários também possuem garantias previstas no Código Eleitoral durante o exercício de suas funções. Se uma detenção for considerada ilegal pelo juiz, deverá ser determinada a soltura. 

  • Seis municípios terão votação sobre mudanças territoriais no segundo turno

    Seis municípios terão votação sobre mudanças territoriais no segundo turno

    Eleitores de Mato Grosso e Paraná decidirão propostas de transferência e incorporação de áreas municipais.

    O segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro, também terá consultas populares sobre alterações territoriais em seis municípios de Mato Grosso e Paraná.

    Em Mato Grosso, uma proposta trata da transferência do distrito de Nova Poxoréu, atualmente pertencente a Poxoréu, para Primavera do Leste. Outra consulta envolve a incorporação a Cotriguaçu de áreas do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu que atualmente pertencem a Colniza.

    No Paraná, os eleitores de Chopinzinho e São João serão consultados sobre a transferência da Comunidade do Alto Mirim de um município para o outro.

    Como será a escolha

    A votação ocorrerá na urna eletrônica, com as respostas “Sim” e “Não”, identificadas pelos números 1 e 2.

    Nas seções com votação para cargos eletivos, o eleitor registrará primeiro os votos dessas disputas e depois responderá à consulta.

    Resultado depende dos votos válidos

    A aprovação ou rejeição será definida por maioria simples dos votos válidos. Votos brancos e nulos não entram nesse cálculo. Os resultados serão proclamados pelos tribunais regionais eleitorais e encaminhados ao TSE para homologação. 

  • Pressão para escolher candidato pode configurar assédio eleitoral, alerta TSE

    Pressão para escolher candidato pode configurar assédio eleitoral, alerta TSE

    Ameaças, constrangimentos e promessas de vantagens estão entre as práticas que podem interferir na liberdade política.

    Com a campanha do segundo turno em andamento, o Tribunal Superior Eleitoral reforçou orientações sobre assédio eleitoral, prática que pode ocorrer quando alguém utiliza uma posição de poder para pressionar a escolha política de outra pessoa.

    O assunto foi apresentado pela ouvidora do TSE, Lucyana Said Pereira, em um minicurso promovido pelo Conselho Nacional de Justiça, em Brasília.

    Segundo as orientações divulgadas, o problema pode aparecer em relações de subordinação ou dependência econômica. Entre as condutas estão ameaças, constrangimentos e utilização da estrutura do trabalho para influenciar escolhas eleitorais.

    Pressão também pode ocorrer pela internet

    Mensagens eletrônicas, redes sociais e canais corporativos podem ser utilizados para exercer esse tipo de influência. O elemento central é a interferência na liberdade de decisão por meio de pressão ou constrangimento.

    Onde buscar orientação

    A Ouvidoria do TSE recebe manifestações e orienta sobre o encaminhamento às instituições competentes. O atendimento pode ser solicitado pelo formulário disponível no portal do tribunal ou pelos telefones 0800 648 0005 e (61) 3030-8700.

    A instituição informa que a identidade recebe proteção nos casos de denúncias identificadas.

  • Denúncias de propaganda irregular disparam e ultrapassam 67 mil nas eleições

    Denúncias de propaganda irregular disparam e ultrapassam 67 mil nas eleições

    Pardal registra crescimento de 73,3% em relação ao primeiro turno de 2022; internet lidera os relatos na nova etapa da disputa.

    A Justiça Eleitoral recebeu mais de 67,1 mil denúncias de propaganda irregular pelo aplicativo Pardal no primeiro turno das eleições de 2026. O volume representa crescimento de 73,3% em comparação com o mesmo período de 2022, quando foram registrados aproximadamente 38,7 mil relatos.

    A maior parcela das ocorrências esteve relacionada ao uso de vias públicas para exposição de publicidade eleitoral, com cerca de 28,3 mil registros. Também apareceram denúncias envolvendo bens particulares, bens públicos e propaganda na internet.

    Disputas para deputado concentram registros

    As candidaturas a deputado estadual e federal reuniram os maiores números de denúncias. São Paulo, Bahia e Minas Gerais foram os estados com mais registros.

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    No segundo turno, entre 5 e 9 de outubro, o aplicativo recebeu mais de 1,2 mil relatos, com predominância de publicidade irregular na internet.

    Como informar uma irregularidade

    O registro deve apresentar uma descrição da ocorrência e elementos que permitam sua apuração, como fotos, vídeos ou áudios. O envio de uma denúncia não significa que a infração já esteja comprovada: o material será analisado pelas autoridades responsáveis. 

  • Wagner Moura, Fernando Meirelles e Petra Costa assinam carta sobre eleições no Brasil

    Wagner Moura, Fernando Meirelles e Petra Costa assinam carta sobre eleições no Brasil

    Manifesto reúne profissionais brasileiros ligados à Academia de Hollywood e pede atenção internacional ao segundo turno da eleição presidencial, com alertas sobre democracia, liberdade de expressão e políticas culturais.

    Um grupo de profissionais brasileiros do cinema divulgou uma carta aberta sobre o cenário político do país e o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Entre os signatários estão o ator Wagner Moura, os cineastas Fernando Meirelles e Petra Costa, além de outros nomes reconhecidos do audiovisual brasileiro.

    O documento foi publicado pela revista norte-americana Variety e reúne membros brasileiros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, organização responsável pelo Oscar. A manifestação pede que a comunidade internacional acompanhe de perto o processo eleitoral brasileiro.

    Carta aponta preocupações com o cenário político

    No texto, os profissionais afirmam estar preocupados com o ambiente político nacional e mencionam possíveis ameaças às normas democráticas. A carta também solicita apuração transparente de denúncias de eventual interferência estrangeira no processo eleitoral.

    Outro ponto abordado é a circulação de conteúdos políticos nas plataformas digitais. Os signatários defendem maior atenção da imprensa internacional e das instituições responsáveis ​​pela verificação das denúncias mencionadas no documento.

    As declarações apresentadas no manifesto representam a posição de seus autores e dependem de apuração independente para que cada caso seja confirmado.

    Propostas políticas entram no debate

    A carta também questionava propostas atribuídas ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, incluindo a ideia de reescrever a Constituição Federal de 1988. Para os signatários, mudanças dessa dimensão exigem atenção pelo impacto que podem ter sobre as instituições democráticas.

    O documento ainda menciona o histórico do governo de Jair Bolsonaro, pai do candidato, especialmente em relação às políticas culturais e às condições de funcionamento do setor audiovisual durante sua administração.

    Os autores relacionam-se com a defesa das instituições democráticas à proteção da liberdade de expressão e ao funcionamento independente das organizações públicas.

    O audiovisual brasileiro também está em pauta

    Além da questão eleitoral, os profissionais destacam a importância das políticas públicas para a produção cultural. A carta relembra medidas adotadas durante o governo anterior, como a extinção do Ministério da Cultura e as mudanças no financiamento do setor audiovisual.

    Na avaliação dos signatários, a continuidade dos mecanismos de apoio à produção nacional é importante para preservar a diversidade cultural, a liberdade artística e a sustentabilidade da indústria cinematográfica brasileira.

    Quem o documento?

    Além de Wagner Moura, Fernando Meirelles e Petra Costa, a carta reúne nomes como Kleber Mendonça Filho, Sônia Braga, Alice Braga, Anna Muylaert, Gabriel Mascaro, Karim Aïnouz e Rodrigo Teixeira, produtor do filme Ainda Estou Aqui .

    A manifestação amplia o debate sobre a participação de artistas e profissionais da cultura em discussão política. Ao recorrer a uma publicação internacional, os signatários buscam levar suas preocupações para além do público brasileiro.

    O documento termina com um apelo à imprensa internacional para que acompanhem as eleições com rigor e às autoridades competentes para que investiguem as denúncias de forma independente.

  • Morre aos 95 anos Edson Silva, ator de “Laços de Família” e dublador

    Morre aos 95 anos Edson Silva, ator de “Laços de Família” e dublador

    Artista teve uma carreira marcada por trabalhos na televisão, no teatro, no cinema e na dublagem. Ele ficou conhecido do público pela interpretação de Heitor na novela da TV Globo.

    O ator e dublador Edson Silva morreu aos 95 anos. A notícia foi divulgada no sábado (10), e a morte foi lamentada por colegas de profissão e admiradores. A causa não havia sido informada até a publicação das primeiras notícias sobre o falecimento.

    Edson ganhou reconhecimento nacional ao interpretar Heitor, personagem ligado à família de Alma, vivida por Marieta Severo, na novela Laços de Família , exibida em 2000. Sua trajetória artística, porém, foi muito além desse trabalho, abrangendo décadas de atuação em diferentes áreas do entretenimento brasileiro.

    Uma carreira construída entre o teatro e a televisão

    Natural de Juiz de Fora, em Minas Gerais, Edson Silva nasceu em 25 de outubro de 1930. No início da década de 1950, mudou-se para o Rio de Janeiro para investir na carreira artística, onde estudou teatro com Paschoal Carlos Magno, importante nome da cultura brasileira.

    O teatro ocupou quase três décadas de sua trajetória. Além de atuar, Edson também trabalhou como diretor de espetáculos, participando de montagens como O Auto da Compadecida , Lampião e Sinhá Moça .

    No cinema, integrou o elenco de produções como Mineirinho Vivo ou Morto (1967) e Quem Matou Pacífico? (1977), ampliando sua presença nas artes cênicas brasileiras.

    Participações em novelas conhecidas

    Na televisão, o ator passou por diferentes emissoras e participou de produções que marcaram gerações. Entre seus trabalhos estão as novelas Água Viva (1980), Bebê a Bordo (1988), História de Amor (1995), Por Amor (1997) e Laços de Família (2000).

    Edson também participou de Mulheres Apaixonadas , outra produção escrita por Manoel Carlos, autor com quem trabalhou em diferentes momentos da carreira.

    Seu último trabalho na televisão foi uma participação em Senhora do Destino , em 2004, na qual interpretou Severino. No ano seguinte, avança-se das telas em razão de problemas de visão.

    Experiência também em dublagem

    Além da atuação diante das câmeras e nos palcos, Edson Silva construiu uma trajetória como dublador. Ele começou a trabalhar nessa área no início dos anos 1960 e passou por estúdios tradicionais, como Herbert Richers e Dublasom Guanabara.

    Entre seus trabalhos estão personagens de produções estrangeiras e animações que chegaram ao público brasileiro por meio da dublagem. A experiência nesse setor representou uma parte importante de sua contribuição ao audiovisual nacional.

    Colegas lamentam a perda

    A atriz Alcione Mazzeo, amiga e colega de trabalho de Edson, publicou uma homenagem nas redes sociais, registrando a amizade e os momentos compartilhados ao longo dos anos.

    A notícia também mobilizou manifestações de outros profissionais ligados à televisão e à dublagem, que destacaram a trajetória do artista.

    Com décadas dedicadas à cultura brasileira, Edson Silva deixa uma história construída entre os palcos, as produções televisivas, o cinema e os estúdios de dublagem.

  • Kerolin retorna à Seleção Brasileira com a camisa 10 e o título de jogadora mais cara do país

    Kerolin retorna à Seleção Brasileira com a camisa 10 e o título de jogadora mais cara do país

    O Atacante do Barcelona volta a ficar à disposição de Arthur Elias após cumprir a suspensão e ganha destaque na preparação para a Copa do Mundo Feminina de 2027.

    O atacante Kerolin está de volta à Seleção Brasileira Feminina com uma nova fase na carreira e a responsabilidade de vestir a camisa 10. Depois de cumprir a suspensão, o jogador poderá ser utilizado no segundo amistoso contra a Argentina, marcado para terça-feira (13), na Arena de Pernambuco, em Recife.

    A volta acontece em um momento importante para um atleta, que recentemente se tornou a mais cara da história do futebol feminino brasileiro. Em agosto, o Barcelona anunciou sua contratação junto ao Manchester City por 1,2 milhão de euros, aproximadamente R$ 7 milhões, com bônus previstos em contrato.

    Transferência histórica para o Barcelona

    A negociação colocou Kerolin no centro das atenções do futebol feminino internacional. Além de representar a maior transferência envolvendo um jogador brasileiro, o negócio distribuído pela Recordes para os dois clubes: foi a maior compra da história do Barcelona na modalidade e a maior venda do Manchester City no futebol feminino.

    Um contrato prospectivo de quatro anos com a equipe espanhola. Desde que chegou ao clube catalão, disputou oito partidas, seis delas como titular, e marcou um gol, conforme os dados divulgados pelo ge.

    A camisa 10 e o legado de Marta

    A numeração tem um significado especial na Seleção Brasileira, historicamente associada a Marta. Em 2026, Kerolin já havia vestido a camisa 10 em diferentes compromissos da equipe, incluindo partidas da Fifa Series, disputadas em abril, quando o Brasil conquistou o título e o atacante foi eleito o melhor jogador do torneio.

    Na competição, Kerolin marcou dois gols e distribuiu duas assistências em três jogos. O desempenho reforçou sua importância no elenco comandado por Arthur Elias.

    Experiência e números pela Seleção

    Kerolin estreou pela equipe principal do Brasil em outubro de 2018. Desde a chegada de Arthur Elias ao comando técnico, em setembro de 2023, foi convocado 12 vezes, acumulando 61 partidas e 15 gols nesse período, segundo levantamento publicado pelo ge.

    O atacante também conquistou duas edições da Copa América Feminina, em 2022 e 2025, e integra o grupo que se prepara para a Copa do Mundo de 2027, que será realizada no Brasil.

    Brasil volta a enfrentar a Argentina

    A Seleção Brasileira venceu a Argentina por 3 a 1 no primeiro amistoso, realizada no sábado (10), no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. Luany, Geyse e Angelina marcaram para o Brasil, enquanto Maricel Pereyra descontou para as argentinas.

    O segundo confronto será disputado terça-feira (13), às 20h30, na Arena de Pernambuco. A partida faz parte da preparação brasileira para o Mundial de 2027 e poderá marcar o retorno de Kerolin aos gramados pela Seleção nesta Data Fifa.

  • Palmeiras goleia o Corinthians por 4 a 0 e ganha confiança antes da decisão na Libertadores

    Palmeiras goleia o Corinthians por 4 a 0 e ganha confiança antes da decisão na Libertadores

    Verdão domina o clássico, aproveita falhas do rival e chega fortalecido para o próximo compromisso continental; A derrota aumenta a pressão sobre o Corinthians.

    O Palmeiras venceu o Corinthians por 4 a 0 em um clássico marcado pelo domínio alviverde e pela dificuldade do rival para reagir. O resultado representa um impulso importante para o momento palmeirense antes de um compromisso decisivo pela Copa Libertadores e amplia a pressão sobre o Corinthians, que saiu de campo sem conseguir equilibrar a partida.

    A goleada reforça o momento da equipe comandada pela comissão técnica alviverde e aumenta a confiança do elenco para a sequência da temporada. Para o Corinthians, o placar evidencia a necessidade de corrigir falhas defensivas e melhorar o desempenho coletivo nos próximos jogos.

    Palmeiras exige ritmo desde o início

    O Palmeiras entrou em campo com intensidade e buscou controlar as ações ofensivas. A equipe conseguiu aproveitar os espaços deixados pelo adversário e criou oportunidades para construir uma vantagem no placar.

    O Corinthians teve dificuldades para conter as investidas palmeirenses e encontrou obstáculos para organizar suas jogadas. A diferença de rendimento ficou evidente à medida que o jogo avançava, com o Verdão mantendo a pressão e ampliando o resultado.

    A eficiência nas finalizações também foi determinante para a meta. Em um clássico de grande rivalidade, transforme as oportunidades em gols permitidos ao Palmeiras administrar a partida com mais tranquilidade.

    Goleada fortalece o ambiente antes da Libertadores

    Além dos três pontos e da importância simbólica de vencer o maior rival, o resultado tem peso no aspecto emocional. Uma vitória expressiva pode contribuir para elevar a confiança dos jogadores e fortalecer o ambiente interno antes de uma partida eliminatória ou decisiva.

    O Palmeiras agora concentra suas atenções na Libertadores, competição que exige regularidade, concentração e capacidade de lidar com a pressão. O desempenho não oferece sinais clássicos positivos, mas a equipe precisará manter o nível de atuação diante de um adversário com características diferentes.

    A comissão técnica também terá que gerenciar o desgaste físico dos atletas e avaliar possíveis ajustes na escalada para o próximo compromisso.

    Corinthians precisa reagir

    Do lado corintiano, a derrota por quatro gols de diferença aumenta a cobrança por respostas rápidas. O resultado coloca em evidência dificuldades na marcação, na recomposição defensiva e na capacidade de controlar o ritmo de jogo.

    A comissão técnica terá de analisar os erros cometidos e buscar alternativas para evitar que os problemas se repitam. A recuperação passa pela organização coletiva, pela melhoria na comunicação entre os setores e pelo aproveitamento das oportunidades desenvolvidas.

    Nos clássicos, derrotas expressivas costumam gerar repercussão entre torcedores e dirigentes, mas uma resposta dentro de campo será determinante para definir os próximos passos da equipe.

    Rivalidade segue em destaque no futebol brasileiro

    Palmeiras e Corinthians protagonizam uma das rivalidades mais tradicionais do país. Cada confronto tem repercussão esportiva e emocional, especialmente quando envolve uma diferença expressiva no placar.

    A goleada alviverde ganha importância adicional pelo momento da temporada e pela proximidade de compromissos decisivos. Enquanto o Palmeiras tenta transformar o resultado em combustível para a Libertadores, o Corinthians busca reorganizar o time e recuperar a confiança.

    O clássico termina com cenários distintos para os dois lados: o Verdão deixa o campo fortalecido, enquanto o Timão terá de trabalhar para superar o impacto da derrota e voltar a apresentar um desempenho competitivo.

  • Protestos estudantis continuam na França, e governo promove 3 mil professores para fortalecer escolas

    Protestos estudantis continuam na França, e governo promove 3 mil professores para fortalecer escolas

    Mobilizações contra a falta de profissionais, a precariedade da infraestrutura e os cortes na educação entram na terceira semana; sindicatos compartilham o anúncio de uma primeira conquista, mas mantêm a convocação de novas manifestações.

    Os protestos estudantis que vêm mobilizando a França continuam mesmo após o governo anunciar a contratação de apoio docente para escolas com maior necessidade. Na quinta-feira (8), o ministro da Educação, Édouard Geffray, anunciou um plano emergencial para disponibilizar cerca de 3 mil professores substitutos, em resposta às reivindicações de estudantes do ensino médio.

    As manifestações refletem a insatisfação com as condições das escolas públicas, a falta de profissionais para substituir docentes ausentes e os problemas de infraestrutura. Os estudantes também questionam a distribuição de recursos e as desigualdades entre instituições de diferentes regiões.

    Governo anuncia reforço de professores

    O plano apresentado pelo governo prevê mobilizar aproximadamente 3 mil professores formados que ainda não tinham começado a trabalhar. A intenção é direcionar esses profissionais para escolas que enfrentam situações mais urgentes, muitas delas localizadas em áreas de menor renda.

    O anúncio foi considerado uma primeira vitória pelos representantes estudantis, já que a falta de professores está entre as principais reclamações do movimento.

    A medida, no entanto, ainda precisa ser inovadora na prática. A distribuição de profissionais e a capacidade de preencher as vagas existentes serão determinantes para avaliar o alcance da iniciativa.

    Falta de professores prejudicados nas aulas

    Um dos principais problemas apontados pelos estudantes é a quantidade de aulas que deixam de ser ministradas por falta de docentes ou de substitutos. Dados citados durante a mobilização indicam que quase 10% das horas de aula do ensino médio público francês ficaram sem cobertura no ano letivo de 2024–2025.

    A ausência de professores compromete a continuidade do aprendizado, dificulta o cumprimento dos programas escolares e pode ampliar as diferenças entre estudantes que oferecem apoio fora da escola e aqueles que dependem exclusivamente do ensino público.

    Os manifestantes também reclamam de salas superlotadas, edifícios deteriorados, calor excessivo e falta de recursos para atender às necessidades dos alunos.

    Protestos reúnem milhares de pessoas

    Na quinta-feira (8), cerca de 71 mil pessoas participaram de manifestações em diferentes partes da França, segundo números divulgados pelas autoridades. Em Paris, milhares de manifestantes se reuniram na Praça da Bastilha, um dos principais pontos das mobilizações.

    O movimento começou entre estudantes do ensino médio, mas passou a receber apoio de universidades, sindicatos e outros grupos que defendem mais investimentos na educação pública.

    Embora grande parte das manifestações tenha ocorrido de forma de importação, também foram registrados confrontos, depredações e intervenções policiais. As autoridades francesas informaram que milhares de pessoas foram detidas desde o início dos protestos, muitas delas menores de idade.

    Estudantes consideram insuficiente a resposta

    Apesar do anúncio de novos professores, os sindicatos estudantis afirmaram que as medidas ainda não resolvem os problemas estruturais do sistema educacional.

    Os representantes do movimento defendem investimentos mais amplos, melhores condições de aprendizagem e mudanças que garantam maior participação dos estudantes nas decisões sobre a vida escolar.

    A mobilização também envolve questionamentos sobre o sistema de acesso às universidades, conhecido como Parcoursup, criticado por parte dos estudantes pela falta de transparência e pela pressão gerada durante o processo de seleção.

    Novas mobilizações estão previstas

    Os sindicatos estudantis e de professores convocaram uma nova rodada de greves e manifestações para terça-feira (13). A continuidade dos atos demonstra que o anúncio do governo não encerrou o impasse.

    A administração francesa enfrentou o desafio de responder às reivindicações sem ampliar ainda mais a pressão sobre as contas públicas. Ao mesmo tempo, é preciso garantir que as escolas tenham profissionais suficientes e condições adequadas para funcionar.

    O estágio dependerá da implementação do plano emergencial e da capacidade de transformar os anúncios em melhorias concretas para estudantes e professores. Por enquanto, as mobilizações seguem como uma demonstração de insatisfação com as condições do ensino público francês.

  • México desmilitariza escolas após morte de estudante e determina mudança no modelo educacional

    México desmilitariza escolas após morte de estudante e determina mudança no modelo educacional

    O governo mexicano proibiu instituições de ensino de funcionamento sob o modelo militarizado e exige mudanças no currículo, nos uniformes e nas práticas disciplinares; medida busca prevenir abusos e garantir os direitos dos estudantes.

    O México iniciou uma transformação em suas escolas militarizadas após a morte de um estudante em uma instituição desse tipo. A decisão do governo federal é retirar a estética, a organização e os métodos de instrução militar desses estabelecimentos, alterando-os por modelos educacionais direcionados à formação cidadã, aos direitos humanos e à convivência.

    A medida atingiu 26 instituições que funcionavam sob a denominação de escolas militarizadas. Para o ano letivo de 2026–2027, a Secretaria de Educação Pública (SEP) determinou que nenhuma escola poderá continuar operando com esse modelo, que não é reconhecido pela legislação educacional mexicana.

    Morte de estudante impulsionou debate sobre disciplina

    A mudança ganhou força após a morte de Dafne Zapata, estudante de uma escola militarizada no estado de Tamaulipas. O caso gerou questionamentos sobre as práticas disciplinares impostas nesses ambientes e sobre os limites da autoridade exercida pelos responsáveis ​​pela formação dos alunos.

    O episódio ampliou a discussão sobre o uso de métodos inspirados no treinamento militar em instituições de ensino civil. A principal preocupação das autoridades é evitar que uma justificativa disciplinar seja utilizada para encobrir situações de violência, abuso ou tratamento inadequado contra crianças e adolescentes.

    O governo mexicano passou a defender uma revisão mais rigorosa das práticas dessas escolas, com atenção à segurança dos estudantes e ao cumprimento das normas educacionais.

    Governo determina mudanças em 26 instituições

    Em agosto de 2026, o secretário de Educação Pública, Mario Delgado Carrillo, informou que 26 escolas estavam em processo de transformação. A mudança não se limita à retirada da palavra “militarizada” dos nomes das instituições: envolve alterações no currículo, na organização e na abordagem pedagógica.

    Entre as modificações estão a substituição de uniformes com aparência militar, a revisão das formas de tratamento entre estudantes e diretores e a eliminação de práticas de instrução associadas ao ambiente castrense.

    Em algumas escolas, expressões tradicionais como “cadetes” e “comandante” passaram a ser substituídas por termos próprios do ambiente educacional. A proposta é preservar a oferta de ensino e os vínculos com as comunidades, mas dentro de um modelo compatível com a legislação.

    Educação deve priorizar cidadania e direitos humanos

    A Secretaria de Educação Pública defende que a formação escolar desenvolva conhecimentos acadêmicos, responsabilidade social, respeito e capacidade de convivência. O novo modelo de busca fortalecer valores cívicos sem reproduzir estruturas próprias de organizações militares.

    Segundo o governo, a disciplina continua tendo espaço na educação, desde que seja aplicada de maneira compatível com os direitos dos estudantes. Regras claras, organização e responsabilidade não precisam estar associadas a práticas autoritárias ou a métodos de treinamento militar.

    A mudança também pretende estabelecer uma separação mais clara entre a educação civil e a formação profissional destinada às Forças Armadas.

    Formação militar restrita a instituições autorizadas

    A posição oficial mexicana é que a educação militar cabe à Secretaria da Defesa Nacional e deve estar vinculada à preparação de pessoas que pretendem integrar-se às Forças Armadas ou à Guarda Nacional.

    Por esse entendimento, as escolas civis não podem utilizar a denominação militarizada para oferecer uma modalidade educacional que não está prevista na legislação nacional.

    As autoridades determinarão a revisão de autorizações e registros escolares para verificar se as instituições cumprem as exigências legais. Estabelecimentos que não se adequarem poderão sofrer avaliações administrativas e até perder autorização para operar.

    Governo promete preservação da continuidade dos estudos

    A transformação das escolas também exige cuidados para evitar prejuízos aos alunos matriculados. A Secretaria de Educação orientou as autoridades estaduais a garantir o acesso à documentação escolar e alternativas para que os estudantes possam continuar seus estudos.

    A proposta é permitir que instituições reconhecidas pelas comunidades mantenham suas atividades educacionais, desde que abandonem o modelo militarizado e adequem suas práticas às normas vigentes.

    O desafio será implementar mudanças sem interrupção na trajetória acadêmica dos estudantes e, ao mesmo tempo, fiscalizar se novas regras são efetivamente cumpridas.

    Mudança reacende debate sobre disciplina nas escolas

    A decisão mexicana coloca em evidência uma discussão presente em diferentes países: como disciplina conciliar, segurança e respeito aos direitos dos estudantes.

    O governo sustenta que o ambiente escolar precisa oferecer condições para o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes, sem tolerar violência ou abuso em nome da autoridade.

    A desmilitarização das escolas representa, assim, uma mudança que vai além dos uniformes e dos nomes das instituições. O resultado dependerá da implementação das novas diretrizes, da fiscalização das práticas escolares e da capacidade de garantir que os alunos tenham acesso a uma educação segura e de qualidade.