O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), recebeu nesta segunda-feira (9) o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, no Palácio do Planalto, em Brasília, para uma série de reuniões voltadas ao fortalecimento das relações bilaterais entre os dois países.

Durante o encontro, os líderes assinaram acordos de cooperação em áreas como turismo, comércio, investimentos e cultura. Em declaração à imprensa, Lula destacou semelhanças entre Brasil e África do Sul e afirmou que países em desenvolvimento precisam fortalecer sua capacidade de defesa.
Segundo o presidente brasileiro, a ausência de armas nucleares na América do Sul exige que as nações da região se preparem para garantir sua segurança. “Se a gente não se preparar na defesa, qualquer dia alguém invade a gente”, afirmou Lula. Ele também defendeu que países do chamado Sul Global ampliem a cooperação para desenvolver sua própria indústria militar, reduzindo a dependência de grandes potências.
O encontro ocorre em meio à estratégia do governo brasileiro de diversificar parceiros comerciais após medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos. Nesse contexto, o Brasil tem buscado ampliar relações econômicas com países da Ásia, África e outras regiões emergentes.
De acordo com dados do governo brasileiro, a corrente de comércio entre Brasil e África do Sul somou cerca de US$ 2,2 bilhões no último ano, sendo aproximadamente US$ 1,5 bilhão em exportações brasileiras. Apesar do volume considerado relativamente baixo, auxiliares de Lula avaliam que existe amplo potencial de crescimento nas trocas comerciais.
A visita de Ramaphosa também inclui encontros com empresários dos dois países. Após a reunião no Planalto, Lula ofereceu um almoço oficial ao líder sul-africano no Palácio do Itamaraty. Ainda nesta segunda-feira, está previsto um fórum empresarial com representantes do setor privado brasileiro e africano.
A aproximação entre os dois países também se insere no contexto da cooperação entre nações emergentes, frequentemente debatida em fóruns internacionais como o G20, do qual Brasil e África do Sul fazem parte.

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